Eu estava na varanda de minha casa, era grande e espaçosa, com uma colega da universidade. O dia terminava com um final de tarde em horário de verão, já que o céu continuava iluminado. Minha amiga e eu conversávamos enquanto observávamos aquela imensidão celeste, quando de repente avistamos coisas estranhas surgindo bem acima de nós. Pequenos e ágeis aviões encontravam-se e espalhavam-se, de dentro para fora, formando um desenho de forma circular, além e atirarem fogo nas direções em que se dispersavam. Observando aquilo, percebemos que eram naves alienígenas invadindo a Terra. Logo após esse momento, cai de ponta diante de nós um avião humano em chamas, foi então que manifestei-me alegando que deveríamos descer e olhar o que estava acontecendo. Eu carregava muita preocupação no olhar. Nessa casa, viviam comigo dois rapazes, ambos eram de minha família. Um era a representação de meu irmão O., o outro, era um parente importante. Robbie era o nome que ficava em minha mente. Quando minha amiga e eu descemos as escadas apressadas, ao mesmo tempo, meu irmão e o outro rapaz já estavam na porta da frente, também preocupados e curiosos pelo avião que havia caído poucos prédios de distância do nosso. Ao abrirmos a porta, a rua estava um caos, haviam pessoas correndo em pânico e desordenadamente, o que foi muito chocante para mim. Repetia a mesma pergunta a mim mesma “O que está acontecendo?”. Enquanto os meninos voltavam correndo, perceberam que estavam sendo perseguidos por dois caras e uma mulher. Meu irmão e o outro rapaz conseguiram entrar em casa e fecharam a porta o mais rápido que puderam, fazendo com que essas três pessoas estranhas ficassem à nossa porta, pedindo permissão para entrar desesperadamente. Foi quando meu irmão perguntou, por apresentarem uma fala estranha, se eles eram alienígenas, e obviamente os três disseram que não. Depois de pensarmos por alguns instantes, permitimos que entrassem e então percebemos que eles eram realmente de outro planeta e começamos todos a correr para nos esconder, logo mais notamos que eles não eram criaturas hostis e que inclusive muito se assemelhavam aos humanos. Todos então passamos a viver juntos e escondidos dos perigos que pudessem estar lá fora. O tempo havia passado e o caos continuado. Um dos novos integrantes da casa havia escondido o fato de ser um alienígena, sendo que ao ser descoberto, solicitamos que o mesmo revelasse seu verdadeiro nome, e ele disse que era Robbie. Ele era um cara agradável e muito divertido e eu havia me apegado a ele. Com todo esse tempo passado conosco todos eles aprenderam a falar corretamente e pareciam humanos como qualquer outro agora. Mais uma vez, depois de algum tempo, aproximadamente dois anos depois, a situação da Terra ainda era a mesma. Diferente de antes, Robbie e o outro alienígena do grupo foram averiguar como se desenrolava a situação fora da casa. Como eles estavam demorando muito, saí para verificar se estavam bem e foi aí que percebi que haviam desaparecido. Voltei correndo para dentro da casa, porque assim como antes, alguém me perseguiu até a porta, mas dessa vez não deixamos entrar. Nesse momento, minha colega e meus familiares não estavam mais naquela casa conosco, eu não entendia o porquê, mas eles não haviam simplesmente desaparecido. Entendi que o foco foi apenas outro. Desesperei-me com o sumiço de Robbie, queria encontrá-lo e estava muito aflita com a situação. Ele realmente fazia falta para mim e eu sentia-me bem com ele por perto. Percebi que nutria sentimentos por ele. Inacreditável, realmente havia caído por um alienígena. Passaram-se poucos meses desde então e minha vontade de encontrá-lo era cada vez maior e mais intensa. Haviam dias em que eu chorava por sua ausência. Foi quando em uma noite agitada e estranha, Robbie voltou, mas por alguma razão não falava diretamente comigo e estava verificando a situação lá fora novamente de forma frenética e preocupada e diferente de antes, a noite era sinistra, calma e escura. Decidi chamá-lo, mas ele nem mesmo olhou para trás em minha direção, continuando o que fazia ao portão. Estava consertando uma pequena caixa fixada junto à parede. Ao chegar perto o suficiente o abracei por trás e disse que estava muito feliz com seu retorno, ele então virou-se para mim e me abraçou de volta, alegando que sentiu minha falta. O cenário muda e sou a expectadora da situação. Dessa forma, eu sabia que ele ttinha sentimentos por mim, mas a mulher que eu fazia presente na estória, não. Agora estávamos cientes do amor que um possuía pelo outro. Foi então que ele foi me levando para os fundos da casa para subirmos o muro e observarmos as estrelas juntos, se fosse seguro, claro. Robbie colocou-me em seu colo e sutilmente beijou-me enquanto subíamos em direção ao muro.