Eu sei, Não aprendo. Insisto em falhar e falar aos quatro ventos o quanto sou pequeno e ainda preciso aprender a andar. E tropeçar naquela rocha de esperança que insta a ralar o meu peito daquele jeito sem jeito de quem intenta esperar
Borbulhar

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Eu sei, Não aprendo. Insisto em falhar e falar aos quatro ventos o quanto sou pequeno e ainda preciso aprender a andar. E tropeçar naquela rocha de esperança que insta a ralar o meu peito daquele jeito sem jeito de quem intenta esperar
Borbulhar
É um tanto engraçado pensar como certas pessoas tem um poder tão grande sobre a nossa estrutura psicológica. Como um amor pode avassalar a nossa paz espiritual, trazer tantas incongruências e questionamentos infindáveis. Como um alguém de tão sem importância pode se tornar o amor da nossa vida em um piscar de olhos, e em outro, um ex-amor, um ex-companheiro, um ex-amigo, um ex-tudo, que passará a te tratar como um desconhecido novamente. O mundo é mesmo louco, e nos esmaga cada vez mais, até que não sobre mais corações entrelaçados, até que não sobre mais amor...
Borbulhar
Já tinha um tempo que havia me distanciado das palavras, dos poemas e da dor. Havia um tempo que eu fugia do que sentia. É mais fácil fingir que está tudo bem. Porém, me rendi aos calabouços da minha alma, me rendi às dores que borbulham em meu interior, às mágoas que havia empurrado para o fundo, e que agora não se contentam mais em não explodir. Me rendi às amarras que prendiam meus choros, e agora choro pelas feridas mal curadas, pelas brigas mal resolvidas, pelos relacionamentos findos, pelas amizades esquecidas. Choro pela angústia ignorada, choro pelo verso que deixou de ser escrito, pelo amor que deixou de se amado... Ó verso meu Ouse me perdoar Por não recorrer mais a ti Diante dos meus tormentos.
Borbulhar
Ela era uma mistura de tempestade e calmaria, era energia positiva. Era o vento que empurrava para frente. Era o sorriso que abria portões de trancas infindáveis. Era o amor que não a deixava desistir.
Borbulhar.
É engraçado pensar que existem corações que se entrelaçam, se conectam, se misturam de tal forma que qualquer outro se apresenta como dispensável. Eu olho para você e sinto algo que é apenas nosso. Os outros não conhecem. Os outros possuem seus próprios amores, próprios sentimentos, seus próprios corações. Fico me perguntando quem formou esses pares, que transformam um simples alguém, em tudo.
Borbulhar
Hoje percebi que nunca cheguei a me apaixonar por você. Percebi que durante todo esse tempo, amei um alguém que não existia. Um alguém inventado por mim, fruto da minha própria imaginação e dotado de qualidades infinitas que, de fato, não faziam parte de ti. Outro dia, pensando em nós dois, descobri que tudo o que tínhamos não passava de uma ilusão, e que eu, boba que era, tinha dado para esse alguém inexistente meu coração.
Amanda Colchete
Aceita meus espinhos. Cuida deles. Eles sabem sangrar. Só não esquece, aqui dentro, habita uma flor.
Borbulhar
O grande problema é que eu não quero um bonitinho que saiba falar as coisas certas nas horas certas. Eu quero alguém que tenha profundidade. Se é que você me entende. Quero alguém que tenha mais do que um sorriso cativante e uns presentinhos para me oferecer. Quero alguém que compreenda. Alguém que saiba o que é sentir. E sinta. Sem ter medo de ser levado pelas correntezas que vão nos atormentar. Quero alguém que assuma o amor. Que sangre o amor, sem precisar sangrar a si mesmo e a mim. Eu quero alguém que saiba o que é ser esse turbilhão de sentimentos e emoções e consiga, verdadeiramente, encarar isso comigo.
Borbulhar