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Uma estrela em repouso habita a casa
a primeira casa em que nascemos
barco ancorado nos confins da infância
e a que na espera vamos demorando
Está próxima ou distante
e só por ela sentimos
a distância no próximo
o próximo na distância
Ela é a estrela do desaparecimento
no seu sono letal
na sua transparência imperceptível
mas à sua ausência nós correspondemos
com o hálito da nossa sombra
e com a oscilante inocência de um vaivém
em que se tece a espera e a morada
"
António Ramos Rosa















