Despedida XII (corpo e café – torrados e moídos) Hoje me sinto dentro da melodia “Rio quarenta graus”; Mas quarenta... só se for na sombra. A aura parece que quer deixar a carcaça E se perder na atmosfera. O sossego berra, a quietude é onipresente... Mas “péra”... Ouço o tilintar dos dentes, Como se fossem lâminas de aço. Saboreio a pera, E o sumo resseca meus lábios. Meu lema para sair da lama É sorvete de lima-limão E um chá verde gelado. Estão bebendo cafés quando esfriam, Vi gente saindo pela rua, pelado. Agora a aura quer ficar no corpo, Um bom banho gelado. Ao alto as audaciosas asas de Ícaro, Há tempos derretidas... Agora aparecem em nuvens, desenhadas. Vejo o futuro, não vejo sempre muito boa coisa; Há decepção, sempre há; Há ressurreição, tem que haver. Há de aparecer alguma ligeira solução, Nas poesias sinceras despontadas. Sai da melodia, penetrei no sigilo Já são bem mais de meio dia; Entrei entre as almofadas E sorri para a nostalgia. #AndréAnlub #Anlub #academiadeartescienciaseletrasdeiguaba #editorabecalete #DasLoucuras #Poeteideser #Poesia #PoetaHeiDeSer #AbsolvidoPelaLoucuraAbsorvidoPelaArte https://www.instagram.com/p/CYHTbTqLBXQ/?utm_medium=tumblr













