Velha? Não! Vintage.
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Velha? Não! Vintage.
Curso de datilografia. 😀 😁 #datilografia #datilografar #datilografando (em Parque Histórico de Carambeí) https://www.instagram.com/p/CRNdMYRgN_M/?utm_medium=tumblr
é que a gente não colabora
subtrai o bom e soma o mau
afasta a positivade e aceita a negação
negocia felicidade e se apoia em futilidade
-
o que será de nós?
tão miúdos e mundanos
cegos demais para absorver a beleza
fortes o bastante para acabar com ela
Não sou aquela da Geometria, não; é a figura de estilo que vos escreve. Gramaticalmente falando, sou a omissão de um termo que pode ser subentendido em uma frase. Pessoalmente falando, sou aquilo que ninguém vê, mas que todos subentendem. Minhas palavras tomam forma a partir do antes, tudo o que acontece depois do “escrever” é de interpretação terminantemente aberta. Mas de antemão, aviso: Nem sempre suas interpretações vão me expender. É que eu não escrevo só sobre mim. Às vezes eu escrevo sobre você, mas o seu eu tarda a notar. Por vezes nem demora e eu até fico feliz, mas no geral... É confuso, você vai reparar. Por fim, até quando escrevo sobre ti é de mim que eu falo. Escrever é egoísta, eu vivo aqui dentro e trago o de fora pra cá também. Sufoca e dói, mas revive. Me ler vai te sufocar como escrever-me faz a mim. Vai fazer doer, talvez me odiar. Nas minhas omissões se encontram as verdades mais duras e também as mais bonitas, mas sempre verdades. Aceita quem tem força, o reviver vem depois. Eu sou um amontoado de letras que formam palavras que deveriam fazer sentido — às vezes nem fazem, isso é importante também. Eu também sou aquilo que você não entende, e é tentando me encontrar e te fazer encontrar-se que eu continuo tornando palpável amontoar palavras. E eu o faço até bem. Empilho-as, viro do avesso, desviro e reviro, ressigfico, descontruo, jogo-as ao vento… coitadas das palavras. É quase abusivo o nosso relacionamento, se visto aqui de dentro. Mas a gente se precisa. Nenhuma elipse se faz sem as palavras certas.
que a minha poesia leve embora o preto e branco, arremate as tristezas e aqueça corações.
que seja brisa morna no teu rosto. no meu. no nosso.
que o passado nos ensine, que o presente doa menos e o futuro seja bondoso.
que os caminhos se encontrem, que a gente converse sobre a dor e faça cicatrizar de vez num abraço.
que passe. que cresça. que fique.
mas que fique de vez.
c.v.
c.v.