Oi pessoal, não costumo falar muito aqui mas lancei umas músicas para vocês, digam-me o que acham!

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Oi pessoal, não costumo falar muito aqui mas lancei umas músicas para vocês, digam-me o que acham!
Frenquência boa essa, hein meu filho?
Grata por recompor esta canção aqui comigo. Porque, afinal, parece então que o breu não é mais ausência de cor. E também talvez ainda não possa ser todas as cores. (Quais, afinal, não é mesmo?)
Teu corpo livre em medos meus, e vertemos para o mundo um apurado caldo quente, mas até que colorido… e tudo mais lançamos numa ainda hermética e muito gostosa vibração. Olha aí. É que no fim, tu é grande, eu sou pequena. E vice-versa, se é que visse o verso. E assim, diante de todas as distâncias tão imensas e variadas que existem por aí, neste passeio agradável, talvez a proximidade de dois corpos às vezes um pouquinho diferentes nem seja assim tão tão abaladora. Venha, então. Luz-pulsar. Quasares e jaguares para Gal.
Alguém que me conhecia então um pouco ao longe veio até mim e tirou as medidas exatas da minha loucura. Veja só, por uma simples pupila. Vê se pode. Viu assim que servia. Me pegou pela mão e levou pela rua a passear. Muito agradecida a todos os envolvidos. Pra frente é que se anda (sim, aqui, vocês sabem…). Isso deixa aqui de ser um sequestro, na medida que vocês, envolvidos, podem perfeitamente compreender. Livres? Sim. E nem tanto. Vamos agora colorir por aí, se é que me entendem.
Deu bom, hein?
von gon greeb, Frisctilly trop
Saí da internação numa quarta-feira de consciência negra, que bem poderia ser de cinzas. Aqui fora, resta no entorno interno da habitação apenas escombros do que um dia me estruturou e me deu amparo. Caminho nos cômodos envolta em destroços, na casa em que moro agora, que é de minha mãe, reina a decepção. No espaço onde compartilhamos sabores outros tempos, o desgosto é o que dá o tom. A não ser pelo amargo, tudo é ausência. Não julgo; o julgamento não me cabe. Mas sinto muito. Sobretudo, sinto a necessidade de não sentir tanto que meu lugar é outro lugar.
Foi em sonho que você me veio hoje. Nós ali diante do mar. Fazia quase noite, vínhamos de um dia pleno de praia e o sol se punha naquele horizonte a nós tão familiar. A praia larga, a maré tranquila sobre a areia total. As ondas vindo beijar nosso pés e em seguida levar nosso gosto pro fundo. Nossas mãos entrelaçadas respondiam pela tranquilidade de todos os pulsos que resistiam em nossas artérias. Conexão orgânica. Imagem que me rasga maravilhada o peito e todos os outros sentidos para me compor. Devorar-se é isso.
Os bichinhos, eles roubam nosso coração, você não acha? Como podem ser tão entregues assim, quase sem receios, mesmo aqueles que já sofreram tanto? Estou com saudades dos meus. Queria beija-los todos, fazer cafuné e carinhar. Ir carinhando assim até que adormecessem tranquilos ao meu lado. Daquela tranquilidade que se recebe pela respiração amena entremeada de um único suspiro inesperado, que vem de sobressalto de milésimos de segundo da entrega ao desarme despreocupado que representa o sono. Quase sempre acompanhado de um leve tremelique. Em seguida, novo silêncio entrecortado por respiração quase muda. Tudo em baixa frequência, suficiente para embalar também o meu próprio sono satisfeito de observá-los com calma. Uma cama plena deles pro meu coração pulsar na exata medida do amor. Uma vez ouvi que dividir a cama com alguém durante o sono é confiar completamente. É abandonar-se à sujeição de qualquer coisa, entendendo que o outro é tamanha extensão de si que não se corre risco de nada que possa vir de perigo. Eu hoje só queria meus bichinhos aqui comigo em meu coração que é vasto, mas já se ocupou deles.
Sobre essas noites Frias
Eu só queria te dar
Boa noite.
Mesmo.
Aqui e agora meus pés roçam um no outro que é o seu como se você estivesse bem aqui. O melhor do mundo é o lugar em que você vem e fica bem aqui comigo.
É algo bem simples, você sabe o quanto é. Quando você chegar e laraiá lá-raiá suspiro alimento e coisa e tal.
Eu não quero sair de você da gente assim porque eu quero olhar em volta até você entrar até você estar e ficar e eu conseguir dizer e te mostrar que eu fiz até uma coisa aqui dentro de mim só pra você, mas não só, com você. Eu tenho medo de você até enjoar porque eu acho que não vou saber sair de você. E eu acho que você vai ter de ficar.
Desculpa a loucura e a ordem. desculpa todo o resto também é que ainda tenho um pouco de bicho em mim que penso que precisa cuidado mas se você cuidar eu acho que fica tudo bem.