Eu não saberia descrever loucura, mas sou digno de dizer que ando louco. Não, eu não pulo de montanhas, ou nado com tubarões. Eu, simplesmente, vivo a vida de forma tranquila e suave, mas se vivo assim, por que sou louco? Não seria irônico ou brincadeira admitir que os meus dias são inquietos, conturbados. As palavras das pessoas me sufocam, me condenando ao sofrimento. As palavras estão escritas em minhas paredes, estão caindo dos meus olhos em formas de lágrimas. Insignificantes, mas verdadeiras. Precisaria de séculos para aceitar a realidade, porém prefiro ir morrendo aos poucos do que aceitar o desgosto da vida em um tiro só. Já não aguento mais conversar com essas almas no meu quarto, ou com meu subconsciente. Odeio aceitar o fato de eu ser um frustado, alucinado, jogado nos cantos do quarto.
Y.G.









