Teu afeto me faz falta, tua falta me afeta
Devaneios ébrios - Lia Ferreira

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Teu afeto me faz falta, tua falta me afeta
Devaneios ébrios - Lia Ferreira
Tenho bebido desde que você partiu, porque a não sobriedade no beber me ajuda a aceitar a sobriedade de você (que é a pior abstinência).
Devaneios ébrios - Lia Ferreira
As vezes coragem é sobre desistir
Devaneios ébrios - Lia Ferreira
Vazia demais para preencher terceiros.
Devaneios ébrios - Lia Ferreira
Dizem que eu costumo estar distante Que eu não sou mais como era antes Que fiz da solidão meu par E já não sinto prazer ao dançar Que minha voz se calou E minha presença se ausentou Que já não sou mais eu Mas ninguém percebeu: É que esse mundo é tão ruim Que fiz outro pra mim
Devaneios ébrios - Lia Ferreira
Quanto menos sentimentalismo em público, melhor. Se for pra sofrer, sofro sozinha, se for pra chorar, choro sozinha. Ninguém precisa saber que aqui dentro, além do coração batendo, ele está apanhando também.
Devaneios ébrios - Lia Ferreira
Ser poeta é uma grande responsabilidade. Todos esperam que o poeta seja uma ótima pessoa que grite aos 4 mundos o quanto a vida é maravilhosa, esperam que romantize a alma e que exale paixão. Como se fosse obrigação do poeta sentir, ou que sentir demais fosse sinonimo de positividade. Quando a realidade diz o contrário. Escrever poesia é, na verdade, reinventar-se no papel, de forma que o poema expresse tudo aquilo que você não pode decifrar. Ou quem sabe, fazer com que o leitor sinta, o que você já não tem capacidade de sentir, porque o vazio te engoliu. Ou até mesmo, descontar nas palavras o que te sufoca o espírito. Um poema não precisa ser bonito ou tratar dos assuntos com paixão para ser verídico. Qualquer um pode ser poeta, mas um poeta nunca será qualquer um.
Devaneios ébrios - Lia Ferreira
Eu ia dormir querendo viver, mas vivia querendo dormir. E no final, nem dormia e nem vivia direito.
Devaneios ébrios - Lia Ferreira