Hoje eu cheguei no fim do dia como quem chega ao fim de si.
Não foi tragédia, foi cansaço mesmo.
Esse cansaço miúdo, acumulado, que não grita… só pesa.
Carreguei coisas que ninguém viu, respondi perguntas que ninguém ouviu, engoli silêncios por educação.
O mundo seguiu normal.
Eu segui por obrigação.
Agora a noite me encontra descabelada por dentro.
Não peço grandes recomeços.
Só um pouco de descanso da versão de mim que teve que ser forte o tempo todo.
Se amanhã vier, que venha com menos cobrança.
Se não vier, tudo bem também.
Hoje, eu só quero existir sem desempenho.








