Capitulo 01 - I temporada (Diamonts)
Katherine POV
Despertei do transe com gritos, parecia vir do quarto de Justin que fica ao lado do meu. Bufei me levantando. Entediante, isso definia minha vida. Não posso sair, não tenho amigos, acho que nem dignidade me resta.
- CALA ESSA BOCA! - Justin gritava do seu quarto, provavelmente teria acabado de escolher uma nova vadia para o satisfazer e ela não estaria cooperando. Sendo vadia ou não havia acabado de levar uma bela surra pelo estrondo que acabei de ouvir.
Deitei novamente tentando pegar no sono, mas parecida que o Justin estava fazendo de proposito. Os gritos da mulher só aumentavam e podia ouvir as gargalhadas do Justin.
- Doente - sussurrei com a cabeça mergulhada no travesseiro.
Isso já tinha se tornado rotina, de uns tempos pra cá o Justin fica a maior parte do tempo naquele quarto ou no escritório torturando mulheres, elas imploravam por misericórdia algumas se atreviam em agredi-lo o que só piorava as coisas. Eu não entendi ele, sabe, podia ter qualquer mulher a hora que quisesse, mas ele tem prazer em escolher as que não vão com a cara dele, e elas não tem culpa, então pra que espancar as pobres coitadas? Pra mim Justin tem problemas mentais, não acho outra explicação lógica para os seus ataques.
Também não entendia aquelas mulheres, era o Justin Bieber, quem não gostaria de ter uma noite com ele, eu gostaria. Ele era perfeito, delicado, simpático, com um sorriso cativante... Justin sempre quis ser musico, algumas vezes ele costumava tocar pra mim quando nosso pai viajava para tratar de negócios. Mas um dia Jeremy chegou antes do previsto e quando viu Justin com aquele violão o destruiu no mesmo instante e deu uma bronca no Kidrauhl.
Kidrauhl... é assim que chamo o Justin, apenas eu o chamo assim, ele odeia quando chamo ele de irmão, maninho ou "Justin". Era como minha mãe o chamava.
Agradeci a deus quando os gritos pararam, Justin tinha a matado com certeza. Se eu conseguia ouvir o som das porradas no meu quarto não sei como ela aguentará tanto tempo.Mesmo assim eu não podia voltar a dormir, hoje tinha aula, Jeremy odiava quando eu esquecia das aulas particulares, como não podia frequentar a escola meu pai contratou uma professora para me dar aulas, e é um saco. Eu aprendo tudo rápido, nada é difícil pra mim o que torna as aulas super entediantes, odeio ficar entediada. Empinei minha bunda e tentei me asfixiar com o travesseiro, quem sabe eu não dou sorte e consigo me suicidar, qualquer coisa é melhor que ficar nessa casa com essas pessoas.
Me arrepiei toda ao sentir algo gelado nas minhas coxas, estava com uma calcinha boy short e uma blusa curta, não consigo dormir de roupas e nem pelada. Não me movi, provavelmente era Jeremy talvez se eu fingisse que estava dormindo ele não tentaria me molestar, novamente.
Pude sentir seus dedos contornando todo meu corpo até chegar na minha cintura e aperta-la levemente. Não podia ser Jeremy, ele não gosta de preliminares, aquele tarado nojento.
Depois algo pulou na minha cama, foi inevitável não soltar um longo sorriso, só tinha uma pessoa que pulava daquele jeito na minha cama e não permanecia inquieto. Kidrauhl. Pensei em me mover mas não consegui quando ele começou a fazer carinho no meu braço, sabia que se desse algum sinal de que estava acordada ele mudaria completamente de humor, então fiquei parada. Ficamos assim por um bom tempo, conseguia sentir seu perfume, o que me aconchegava.
- Sinto sua falta - sussurrou parando com o carinho.
- Eu também - respondi me ajeitando na cama passando a o encarar.
Justin estava perfeito com um enorme sorriso estampado no rosto. Fiquei fitando aquela boca meio canuda, a imaginando colada na minha, seus olhos cor de mel...Pode parecer que sou uma vadia mas não, sou super tímida e humilde, não escolhi me apaixonar pelo meu irmão ou ser estuprada pelo meu pai, as coisas simplesmente são assim e eu preciso me acostumar com isso o que é meio impossível. Só a uma coisa que posso mudar e é o fato de estar apaixonada pelo Kidrauhl.
O que ficava mais difícil a cada segundo deitada naquela cama ao lado dele, que olhava cada sentimento do meu corpo e depois voltava a me olhar sério. Drogado não estava, caso contrário já teria quebrado todo meu quarto.
Era isso que Justin fazia quando se drogava, ele vinha até meu quarto gritava umas coisas sem sentido tipo "porque você faz isso" ou "para de me torturar". Pra mim ele estava traumatizado pelas coisas que tinha feito e visto seu pai fazer, coitado, foi obrigado a matar alguém e perder a virgindade quando ainda era uma criança. É sei disso porque ele me contou que tinha feito algo horrível com uma mulher e que nunca imaginou que seria daquela forma. No começo eu não entendi mas depois que fui descobrir o que era sexo minha ficha caiu.
Aquele silêncio estava me deixando muito incomodada. Fiquei balançando as pernas ainda deitada com a bunda para cima. Kidrauhl engoliu sedo e não parou de fitar a minha bunda.
Será que ele estava atraído por mim? Não pude deixar de dar um sorriso malicioso. Kidrauhl continuava fitando minha bunda, ele parecia estar hipnotizado ou algo parecido. Minha nossa se ele não tomasse uma atitude eu iria pular em cima dele e não me responsabilizaria pelos meus atos.
Ele mordeu o lábio inferior se aproximando mais de mim. Não tirava os olhos dele sua respiração estava acelerada e quente. Ele soava, abria e fechava a boca várias vezes como se quisesse falar algo mas mudasse de ideia, estava me torturando. Já que ele não ia tomar uma atitude eu mesma tomarei.
- Pode tocar se quiser - falei em um tom baixo, queria que ele ouvisse mas estava com medo dele me achar uma vadia e depois me tratar como tal.
Qual foi a reação de Justin? Ele não pensou duas vezes suas mãos voaram em direção a minha bunda ele a apertou com força arfando em seguida, fechou os olhos e colocou a outra mão sobre sua calça, pude notar um volume ali, sorri.
Justin colocou a mão dentro das calças e com a outra mão ficou brincando a minha bunda, eu sem saber como reagir apenas o deixei se divertir, fiquei parada enquanto o amor da minha vida se masturbava na minha frente. Seus quase gemidos estavam me deixando molhada mas estava faltando algo, não era pras coisas saírem daquela maneira, queria ver aqueles olhos cor de mel olhando na minha direção, aquele boca colada na minha. O que estava acontecendo afinal de contas? Justin depois iria me tratar como mais uma que ele usou para satisfazer suas horas de carência.
Percebendo que aquilo era uma loucura me joguei no chão trazendo junto um travesseiro e me cobrindo com ele em seguida. Justin permaneceu na cama com seu rosto sem expressão alguma, que depois deu ar a arrependimento, ele se levantou e veio na minha direção se sentando ao meu lado, não tive coragem de o olhar.
- M-me perdoa pequena?
- Te perdoar? Porque? - tentei fazer uma voz de inocente, podia notar que ele estava muito arrependido, iria saber beber e depois descontar em alguém que não tinha nada haver com aquilo.
- Por ter te tocado daquela maneira... eu ando cheio de problemas e isso está mexendo com a minha cabeça, apenas me perdoe... por favor...
Odiava ver Justin triste ou chateado, ele era minha vida meu ar meu tudo. E o coitado não tinha culpa da vadia que a irmã dele é!
- não precisa se desculpar... - me virei sorrindo - sei que você jamais faria algo ruim comigo!
- mas.. - antes que ele pudesse fazer um discurso enorme sobre o monstro que ele é o abracei. Justin tem o sério problema de se confundir com o Jeremy, ele senti remorso por tudo que faz, e depois vem chorar ao meu lado se desculpando, era um saco. Pude sentir aquele cheiro doce invadir meu redor, me sentir aconchegada, fiz algo que costumava fazer quando era criança, sentei no colo do Justin e deitei a cabeça no seu ombro. Não foi uma boa ideia pois seu membro ainda estava ereto, o que fez ele soltar um gemido e apertar minha coxa com força. Muita força.
- Kidrauhl... - gemi de dor.
Passamos a nos encarar e ficamos naquela posição por um bom tempo, aquilo era estranho. Por um instante achei que ele iria me beijar mas as batidas na porta vez com que o senhor "sou frio vou te matar" voltasse e me tirasse de seu colo. Justin tentou se recompor, e abriu uma pequena brecha da porta.
- Fala - disse grosso.
- Bieber o-o seu pai quer falar com você - Chaz se atrapalhou todo me fazendo gargalhar. Chaz era uma comédia, e adorava fazer as pessoas sorrirem o que o tornava maravilhoso. Confesso que já tive um queda por ele, e acho que o Justin já notou isso.
- Diz que já vou - Justin ia fechar a porta mas do nada teve um ataque - VOCÊ TAVA OLHANDO PRAS PERNAS DA MINHA IRMÃ? TA QUERENDO MORRER? - ele gritava, não ele berrava - RESPONDE FILHO DA PUTA - não tive reação até aquele louco tirar uma arma da cintura.
- Kidrauhl - pulei em cima dele.
- Cara relaxa eu não estava olhando pras pernas dela, juro - Chaz tentou se defender - bom agora eu olhei mas foi involuntário - brincou apontando pra mim. Até prestes a morrer ele faz piadinhas.
O que não ajudou muito pois Justin destravou a arma e apontou para a sua cabeça. Eu estava no meio dos dois tentando empurrar o Justin mas ele parecia pedra não se movia.
- Eu sabia que tinha alguém se aproveitando da pureza dela, mas logo você Chaz... eu confiei em você! - Justin cuspia as palavras, seus olhos estavam vermelhos, dominados pelo ódio.
- Não Justin, não por favor... - pensei em alguma coisa, qualquer coisa que pudesse salvar Chaz, e veio na minha cabeça Francisco, nosso motorista, ele havia dado em cima de mim muitas vezes o que contei a Jeremy mas ele não deu muita atenção ao assunto, quando se trata de mim ele nunca dá. - É O FRANCISCO, EU TO APAIXONADA PELO FRANCISCO!
Gritei aquilo sem pensar nas consequências, não podia deixa-lo matar a única pessoa que conseguia me alegrar nos meus momentos de depressão, meu único amigo. Justin ficou um tempo pensando e depois empurrou Chaz descendo as escadas com pressa. Até que minha história fazia sentido, sempre que era obrigada a ir checar um galpão todos iam em seus carros e Francisco tinha que me levar já que eles não me deixavam dirigir.... Sempre demorávamos porque ele ia mais devagar possível pra tentar tirar proveito da minha "pureza" como Justin havia dito.
Chaz e eu ficamos parados tentando digerir o que tinha acontecido, meu irmão estava descontrolado, já devia estar acostumada com esses ataques dele mas parece que está cada vez pior...
Ouvimos vários tiros do jardim e uns gritos que pareciam ser de Francisco, aquilo me deixou mal. Um inocente morreu por minha causa sei que vário inocentes morreram naquela casa e na minha frente, eu mesma ja tive que matar dois. Mas ele não precisava morrer. Tudo culpa minha, culpa da minha infantilidade e da falta de respeito com meu irmão.
Isso precisa acabar, preciso dar um jeito de me afastar dele. E rápido.
Sorri fraco para Chaz fechando a porta, voltei pra minha cama e fiquei pensando em tudo que havia acontecido, não quero reclamar de barriga cheia mas minha vida é uma merda. Não entendi o que o Justin quis dizer com "pureza", isso não sai da minha cabeça, como assim "pureza"? Será que ele pensa que ainda sou virgem? Claro, como ele iria adivinhar que fui estuprada pelo meu próprio pai... nosso pai. Isso provocaria uma guerra entre os dois, uma guerra na qual eu não queria presenciar.
Me arrastei até o closet, não tinha outra escolha a não ser encarar a minha droga de vida. Não ligo pra isso de estilo ou combinar cores então peguei a primeira peça de roupa que vi ali.
[...]
- Por que será que filme de ação é tão entediante - perguntou Ryan enchendo a boca de pipocas.
- Porque não tem peitos nem bundas só músculos - responde Chaz.
E foi assim o filme inteiro os dois reclamando por não tinha aparecido nenhuma bunda, ou a Megan Fox. Eles sabiam que a Megan Fox não estava naquele filme mas mesmo assim eles reclamavam porque ela não tinha aparecido. Já eu queria que outra pessoa tivesse aparecido. Justin. Desde aquele "ataque" ele não tinha dado a cara ainda. Fiquei o dia inteiro sentada naquela sala assistindo filmes enquanto aqueles dois bobões reclamavam.
- Quero peitos - revirei os olhos quando Ryan pegou o controle e colocou em um filme porno.
Apenas o encarrei séria e ri. Não tinha como ficar brava com aqueles dois, eles eram como irmãos pra mim. Os dois são filhos de um falecido amigo do Jeremy e ele prometeu cuidar dos dois, Ryan foi o primeiro a vir morar com agente então foi criado junto com o Justin, por isso eles confiam um no outro são inseparáveis. Depois de uma longa busca pela mãe do Chaz que havia conseguido fugir com um dos filhos ele trouxe Chaz que na época tinha 7 anos já. Os dois são irmãos apesar de não parentarem isso.
Peguei meu iphone, olhei já eram quase uma da manhã. Dei tchau para os meninos que nem notaram de tão interessados que estavam naquela bosta. Quando ia subir as escadas pude ouvir minha barriga roncar, fome. Podia subir e depois voltar pra comer algo, mas isso era perigoso demais, meu querido pai poderia se aproveitar de ninguém por perto e tentar...me tocar novamente.
Aproveitei que os meninos estavam ali e fui em passos longos e silenciosos para a cozinha. Passando pela porta do escritório escutei a voz do Kidrauhl... não teve como evitar, fiquei ali ouvindo a conversa.
- Regra numero três: você é a pessoal mais doce e inocente do mundo, então nada de tentar ser sensual ou algo parecido entendeu? - pude ouvir Justin dizer sério - Regra quatro: toda vez que eu olhar para você quero que desvie, como se estivesse com vergonha... cinco: seja um grude, fique me dando beijinhos toda hora... seis: quando eu não concordar com você faça bico, enfim se comporte como uma criança mimada... sete: nunca, NUNCA me chame de Justin quando estivermos sozinhos entendeu? Me chame de Kidrauhl...













