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Para o Dr. Freud,
Hoje tive um daqueles sonhos espectaculares, andava a viajar por realidades/dimensões com todo o tipo de diferenças entre si, algumas bastante aprazíveis e familiares, outras aterradoras pela sua estranheza e leis da física erróneas. O mais curioso foi a mistura que eu ia forçando, ao passar de uma para a outra com alguém ou coisa que queria trazer comigo. E às vezes ao fugir de uma realidade deixava a "porta aberta" e aberrações passavam e contagiavam a outra. Tudo começou a piorar em espiral, as várias dimensões misturavam-se cada vez mais, de cada vez que atravessava para a outra. Entretanto já não fugia sozinho, tinha o meu grupo de pessoas oriundas de já não sei qual dimensão cada uma. Acabei perdido numa busca eterna por uma realidade parecida com a original e familiar, ou daquelas melhores que encontrava, mas ainda intocadas pelo mal das minhas passagens indiscretas.
Another space agent, this is Doctor Freud Froid and his transformation Rigel Frenzy.
The last girl you think of, gets to be in your night dreams. So be careful, boy ;) Said the americano to me
02_06_21
Entre muitos outros sonhos com outras pessoas, lugares, personagens e criações...
Na outra noite após a última troca de mensagens, sonhei que estava a tomar café com a D., mas era D. que conheço da escola primária! Em corpo, pois em alma tenho a certeza que era a outra que desejei. O seu comportamento e a nossa interacção não deixa dúvidas quanto a isso. [...detalhes...] Ah começei a ouvir tocar a música 'Shut Up Kiss Me' da Angel Olsen. Nunca decoro letras de músicas, e essa música não é excepção. Mas sou capaz de jurar que nesse sonho todas as suas palavras fluiram pela minha mente, sabia a letra para além do refrão. Ou melhor, elas emanavam dos seus lábios, e nesse momento concentrei toda a minha atenção em observar a comissura dos seu lábios, os seus detalhes e a forma como se moviam em consonância com a letra da música. Mas ela não estava a cantar a música, os seus lábios contavam alguma coisa que lhe tinha acontecido ou falava de alguém, mas eu nesse preciso momento não conseguia ouvir isso. Nem queria.
Hoje sonhei que ao fundo do quintal dos meus avós ela lá estava à minha espera de braços abertos (ou talvez não abertos...não me lembro do detalhe, mas sim esperava por mim de uma forma que não podia rejeitar) . Fui ter com ela com a minha prima e o meu primo. Após um bom cumprimento íntimo peguei-a pela mão e fomos acompanhados pelos meus primos. Às tantas os meus primos abandonam-nos, entram num bonito carro de colecção esverdeado e desaparecem. <<Ah com que então vinham connosco só por conveniência!>> E eu e a D.? Nós bem humorados continuámos a ir. [Acordo] Para onde? Pff quero lá saber.
Doutor Freud neste preciso momento não tenho paciência para fazer análises dos sonhos. Apenas lhe contei isto aqui e agora porque (o primeiro sonho é um exemplo exacto do que li no seu livro à pouco tempo em que também relata um exemplo seu semelhante, no meu caso acontece o curioso processo de trabalho do sonho que faz por encontrar um (ou mais) ponto(s) em comum entre ideias diferentes, aqui foi evidente o nome ahah... sim... e talvez não apenas isso eheh, let’s not go deep on analysis though...)
21_05
Foi uma noite prolífica de sonhos aparentemente cheios de representações interessantes. Se agora me lembrasse deles com certeza que poderíamos realizar análises do sonho altamente reveladoras.
Lembro-me da última coisa do último sonho que sei ter sido muito mais rico no seu todo. Era um falcão talvez, um milhafre, um corvo? uma ave selvagem daquelas que às vezes observo no ar tanto no campo como na cidade. Agora só me lembro de a ter apanhado e de a colocar dentro de uma gaiola, a minha gaiola. Estava satisfeito com isso. [Acordo]
Sempre detestei o engaiolar de animais. Sempre prezei a beleza da liberdade de movimento das aves.
Agora com tão poucos elementos (em memória) do sonho manifesto, não consigo fazer grandes associações e revelar os pensamentos latentes do sonho. Resta-me uma questão que certamente não poderei deduzir resposta com a certeza de uma boa análise. Quem era a ave que prendia? E era eu quem prendia? Seria eu a ave? A contradição que vejo no sonho pode servir para realçar uma insatisfação, etc...
Na última noite finalmente aconteceu com ela sim, mas não me lembro do sonho...
11_04
Já não me lembro o suficiente para escrever qualquer tipo de relato, nem um que seja merdoso. Mas sim mais uma vez sonhei com a M., e desta vez foi de certeza porque eu fiz “drunk texting” com ela, 2 da manhã, não é boa ideia. E toda a emoção pura e verdadeira transpareceu no sonho. Entre outras posições... lembro-me que estávamos deitados, tal vez completamente nus, estávamos a fazer aquelas cenas lamechas que se faz entre namorados, de quando podiam estar a fornicar e não estão. Eu estava a ser especialmente ‘cocky’ e ela estava a gostar, mas mesmo assim perguntava-me incessantemente se eu gostava mesmo dela, se a amava, e eu sentia-me péssimo porque embora estivesse a gostar de tudo aquilo, não a amava, sentia-me a enganá-la. Se ela sabia, estaria eu mesmo a enganá-la? Dou-lhe uma boa palmada no seu rabo, ela ri-se mais uma vez, ri-se de tudo... Estávamos a sentirmo-nos tão bem, mas ela estava com o medo que eu não a amasse, e eu sentia-me culpado, por não a amar mais do que podia. Entre os seus risos, gemidos e olhares inebriados, apareciam as suas incessantes perguntas repetitivas, a momentânea expressão facial que se transformava para implorar que eu lhe dissesse a verdade. Não me lembro se lhe disse mesmo que não a amava. Mas eu sabia que ela sabia-o, e que não queria acreditar. Ela acreditava que as minhas carícias não podiam ser falsas! Sim, não eram...
Possíveis influências:
1. A realidade segundo a minha distorcida perspectiva emocional em estado crú
2. O livro ‘O Estrangeiro’ de Albert Camus (a relação amorosa de Meursault e Maria)