Eu fui pra cama e acordei hoje não me sentindo. E pior que o vazio era o conhecimento da existência dele. Geralmente essas coisas vem e vão, as vezes eu tento racionalizar e encontrar o motivo, outras vezes eu só coloco para trás, sem tempo de dar o devido valor do entendimento. De madrugada me concedi essa dádiva. E mesmo que tenha encontrado algumas razões, pequenas e estúpidas a descoberta delas talvez tenha deixado tudo pior. Eu deveria ser maior que isso. Após instigar a coragem pra levantar, essas sensações foram tão inesperadas que comecei a rearfirmar o sentimento de nunca ter sentido o que é ser amada de verdade. Não era dúvida, não era uma tese a ser analisada, destrinchada e destruída para a possibilidade de compreensão. Era afirmação, com ponto final, e não com a exclamação da descoberta. E aí a notícia de que a bezerra de ontem morreu, fiquei tanto tempo nela, tentei tanto, fui embora realmente achando que ela ficaria bem. Mas tentei demais. O mundo com sua ironia ficou cinza, nós querendo chuva e ele se fechou apenas para demonstrar que se parecia do sentimento, mas não com tanta empatia para com uma mera pessoa, como se para zombar dizendo "eu sei, te vejo mas não importa, não vou te dar a chuva hoje".
E o diabo da afirmação se juntou a insuficiência.
Nem me questiono os motivos mais. Só deixo passar por mim, eu preciso continuar e reconhecer requer muito que não tenho mais para dar.
Fiz o que tinha pra fazer, pesada, com coração arrastando, puxando o corpo, pedindo um tempo "senta, ou deita, mas só deixa eu sentir, depois você volta", terminei tudo deixando ele de lado.
E o mundo com sua ironia – em casa já sentada no sol, olhando pro nada – me mandou aquele que por 10 anos esteve ao meu lado, nem só colocando um sorriso no rosto, as vezes apenas a presença ao lado mas sempre enchendo o coração. Devagarinho Oliver veio e, como se pedindo permissão, se aconchegou em mim pra dizer "ei, eu tô aqui!". Bastou.
Preferível me sentir a idiota que sou por me deixar esquecer disso.













