a ticking bomb.
with @eas-jisung / private para.
Aquele acampamento estava acabando consigo, mais do que apenas isso o estava deixando à beira da loucura. Ficar isolado no meio da mata com nada mais que fazer além de caminhadas, bicicletas, e mato, mato, mato, m-a-t-o. Triggering. E se juntassem seus problemas de comunicação com Nico nos últimos dias poderíamos concluir que, sim, Daesung estava à beira de um colapso nervoso. Estava literalmente sucumbindo à tudo que ele fez o maior esforço durante seus anos no reformatório para conter.
As brigas se tornaram constantes ao ponto de Daesung ignorar por completo em algumas vezes a existência de Jisung. O cigarro não estava mais ajudando. E não tinha álcool, então, ele estava por conta própria nessa brincadeira. Era sufocante, e irritante, e triste ao mesmo tempo. Tudo isso misturado resultava em um Daesung inquieto, ou muito pelo contrário, mais quieto do que sempre fora. E se ele se olhasse no espelho agora, não se reconheceria.
As brincadeiras pararam, e o único momento em que sua mente divagava era quando se desviava do grupo para fumar. Espairecer. Contendo-se para não esmagar a cabeça de ninguém contra uma árvore.
Era perigoso demais estar em grupo. E ainda mais perigoso estar sozinho. Mas era melhor estar sozinho do que estar na presença de alguém à qual ele poderia machucar mesmo não tendo a intenção; a não ser que a pessoa fosse Han Jisung.
E como os Deuses eram ótimos aliados de Park Daesung, é claro que a única pessoa que o incomodaria naquele momento era justamente a fonte da sua raiva. Estava de costas agora, mas podia ter certeza de que era ele quando o ouviu chamar ao longe. Aparentemente estavam procurando por Dae na trilha, e bom, acharam que era uma excelente ideia mandar Nico atrás de si. – O que você quer? – Praticamente sibilou as palavras quando colocou de volta o cigarro na boca, girando nos calcanhares logo em seguida. – I said it’s over, got it? – Agora seu tom de voz era mais calmo, porém cada palavra foi dita pausadamente. E apesar de Daesung saber que estava se precipitando sobre aquilo, ele não via mais saída para nenhum dos dois.
Já tinha semanas que mal se falavam, e as coisas iam de mal a pior. Daesung simplesmente não tinha cabeça para aquele tipo de estresse. – Too late, ok? I’m sorry. – Antes que o outro pudesse sequer comentar sobre, Daesung avançou sobre ele, empurrando-o contra uma árvore mais próxima. – Não. – Um grunhido escapou e quando Dae se afastou de novo a destra estava apertada, o punho fechado. – Não torne tudo isso ainda pior, Jisung, ainda temos alguns dias de confinamento nesse fim de mundo. – Assim que terminou as palavras Daesung engoliu em seco, e sem pensar nas consequências voltou a avançar sobre o mais novo, mas agora com o punho em riste, desferindo um único soco contra a árvore à qual o tinha encurralado. – Não me obrigue a te acertar na próxima.














