Odila conteve o ímpeto de revirar os olhos. Sabia que o Chapeleiro Maluco a desprezava tanto quanto ela não suportava a presença dele. Aquela antipatia tinha raízes na Floresta Encantada --- graças a Rothbart --- e nenhum dos dois parecia disposto à dar o braço a torcer, apesar de se encontrarem num outro mundo, agindo a partir de novas identidades. Se não tivesse que fingir estar desacordada, definitivamente teria cuspido nos sapatos de Edward no momento em que o homem começou a reclamar sobre Agatha não dar o dia de folga para Kyle já que ‘ele precisava muito mais do homem do que ela’. Infelizmente, se fazia necessário atuar perto do Chapeleiro; porque, ela pensava, fofoqueiro como decerto era, a deduraria para o primeiro vilão que ameaçasse cortar a cabeça dele em troca de informações sobre o paradeiro de Odila. “Pare de choramingar, Maddox.” Exigiu, grosseira. Então se virou para ele com os braços cruzados e a cara amarrada; definitivamente irritada de ter que trocar mais que três palavras com ele. “Caso não tenha percebido, preciso que o Svensson ajuste o palco para os meus bailarinos, senão, não teremos espetáculo na semana que vem.” Gesticulou na direção do palco da Ópera de Storybrooke, onde Kyle trabalhava --- provavelmente alheio à briga que acontecia nos fundos. “Você é grandinho o suficiente para conseguir lavar as suas cuecas sozinho, tenho certeza.” Curvou os lábios num sorriso debochado. “Agora, se me dá licença... Estou ocupada.” Deixou um tapinha no ombro masculino antes de dar as costas para ele, tendo usado mais força que o necessário no toque. Ops, pensou.