• Pois quando eu inventar o meu livro de história, vai ser com a minha raiz.
Font: Quebrando Tabu !
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• Pois quando eu inventar o meu livro de história, vai ser com a minha raiz.
Font: Quebrando Tabu !
Quão fundo pode o homem descer sem perder a sua alma?
Mais um conto de suspense sobrenatural da série Memento Mori
FINADOS E A MINHA QUIZILA COM OS CEMITÉRIOS
O dia de finados é tão forte entre os católicos quanto entre os de religião de matriz africana.
Uma vez, acompanhando uma amiga, vi um cemitério cheio, com pessoas vestidas de branco e, ao que me parecia, fazendo rituais em volta das sepulturas.
Havia o clichê da venda de flores, velas e os “coveiros de última hora”, gente com enxada na mão, oferecendo serviços de capinagem e limpeza de túmulos. Principalmente nas covas simples, sem jazigo, enterrados sob a terra e uma simples cruz. O filho da Rosa estava nesse estado. Ela nunca teve dinheiro para adquirir um jazigo para o filho, que morreu jovem.
No candomblé e na umbanda, espírito de morto recebe o nome de egum. E não é uma coisa boa.
Os mortos devem seguir o seu caminho.
Se ficam por aqui, perdidos ou presos na nossa realidade, podem ser chamados de encosto, o espírito, nem sempre de um morto, que vive de sugar as forças de um vivo. Atrasando, atrapalhando a sua vida.
Apesar de cadavérico e de jogar na nossa cara, o nosso futuro, a nossa próxima e última morada, cemitérios me fascinam.
A arte, o epitáfio, a foto no morto.
Mas em tempos em que eu frequentava e acreditava nessa religião, aprendi que cemitério não é um bom lugar para os vivos. Pois sem proteção e/ou preparação, podem sair dele com uma dezena de eguns nas costas.
Antes de acompanhar Rosa, tomei um banho, passei uma pipoca na cabeça, vesti a roupa, que não pode ser nunca preta, e fomos, e ao volta a mesma bosta, e retirar as roupas antes de entrar dentro de casa, e deixa-las do lado de fora. Guardá-las somente depois de lavá-las.
Há muito tempo desisti desse caminho, não tenho mais fé em Orixás, e xingo sem pudor a minha pomba-gira, mas a quizila de entrar em cemitérios continua.
A vida já é uma bosta.
Pra quê arrumar ainda mais problemas, com um egum de graça, perturbando a sua vida?
Anexo
Apesar de as almas terem um dia da semana dedicada a elas, é TERMINANTEMENTE PROIBIDO acender vela para as almas dentro de casa.
Meu pai, que depois da morte da minha mãe, com influência da maldita tia Leninha, ficou fanático pela religião. Passou os onze anos da sua vida, acendendo vela para senhora falecida minha mãe dentro de casa.
Mesmo com todas as pessoas avisando para não fazer isso. Que deveria procurar um cruzeiro em igreja ou cemitério mesmo.
Com o tempo, acho que ele passou acender velas para uma legião de almas, pois toda a segunda-feira, era uma caixa e meia de velas.
Quem acompanha o blog, sabe no que deu a vida de meu pai. Se a sua decadência financeira, e psíquica tem um pouco a ver com isso, não sei. Mas deixo aqui a lição.
Quando ele cismou de acender aquela montoeira de velas na porta do meu quarto, eu simplesmente não consegui dormir, quando eu olhava para elas, meus olhos ardiam e minha cabeça doía. Isso pra você ter uma ideia, do que você pode tá arrastando pra dento da sua casa.
Anexo II
Nunca entrei no cemitério de Mesquita. Mas décadas atrás me intrigou um sonho: Eu estava no cemitério e via nele, várias entidades. Entre elas, a Senhora Pombagira Maria Padilha do Cruzeiro das Almas. A maldita que dizem eu carregar.
Não lembro o que ela me disse, mas lembro do seu tom debochado, seu vestido vermelho, seu cabelo loiro, com certeza zombando de mim. O seu “Cavalo” que desde os 15 anos cuidou dessa falsa e só tomou na bunda.
Parabéns pra ela. Burra fui eu em confiar.
FINALDOS AND MY QUIZILA WITH THE CEMETERIES
The day of the late is as strong among Catholics as among those of african religion. Once, accompanying a friend, I saw a cemetery full, with people dressed in white and, it seemed to me, doing rituals around the graves. There was the cliché of selling flowers, candles and "last minute gravediggers", people with hoe in hand, offering weeding services and cleaning graves. Especially in the simple pits, without deposit, buried under the earth and a simple cross. Rosa's son was in this state. She never had the money to acquire a deposit for her son, who died young.
In candomblé and umbanda, spirit of the dead is named egum. And it's not a good thing. The dead must go their way. If they stay here, lost or trapped in our reality, they can be called a backrest, the spirit, not always of a dead man, who lives to suck the forces of a living. Delaying, disrupting your life.
Despite cadaveric and playing in our face, our future, our next and last abode, cemeteries fascinate me. The art, the epitaph, the picture on the dead. But in times when I frequented and believed in this religion, I learned that cemetery is not a good place for the living. Because without protection and/or preparation, they can come out of it with a dozen guns on their backs.
Before accompanying Rosa, I took a shower, i put a popcorn on my head, i put on the clothes, which can never be black, and we went, and around the same shit, and remove the clothes before entering the house, and leave them outside. Store them only after you wash them.
A long time ago I gave up this path, I no longer have faith in Orixás, and I curse my dove-gira unabashedly, but the want to enter cemeteries continues. Life's already a piece of shit. Why get even more trouble, with a free gum, disturbing your life?
Annex Although souls have a day of the week dedicated to them, it is STRICTLY FORBIDDEN to light a candle for souls indoors. My father, who after my mother's death, influenced by the damn aunt Leninha, became fanatical about religion. He spent the eleven years of his life lighting a candle for my mother's deceased lady in the house. Even with all the people warning you not to do that. That you should look for a cruise in church or cemetery anyway. Over time, I think he passed lighting candles for a legion of souls, because all Monday, it was a box and a half of candles. Whoever follows the blog knows what gave my father's life. If your financial and psychic decay has a little to do with it, I don't know. But I leave the lesson here. When he thought of lighting that pile of candles on my bedroom door, I just couldn't sleep, when I looked at them, my eyes burned and my head hurt. That's so you have an idea, of what you might be dragging into the back of your house.
Annex II I never got into the Mosque cemetery. But decades ago intrigued me a dream: I was in the cemetery and saw in it, several entities. Among them, Ms. Pombagira Maria Padilha of Cruzeiro das Almas. The damn one I'm said to carry. I don't remember what she told me, but I remember her debauched tone, her red dress, her blond hair, sure mocking me. Your horse who since he was 15 took care of this fake and just took it in the ass. Congratulations to her. Stupid was me to trust.
LEYENDA DE LA ORISHA OYA
LEYENDA DE LA ORISHA OYA
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Oya estaba preocupada, tenia grandes deseos de ser madre pero todos los esfuerzos se veían frustrados así que fue a visitar a un balalao para ver si éste encontraba cura para ese mal.
Cuando el balalao se entero de que Oya hacia caso omiso a la prohibición de comer carne de carnero , le dijo que se quedaría embarazada si realizaba sacrificios a las deidades. (more…)
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