Etrian Mystery Dungeon 2: Emerald Grove Rearrangement
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Etrian Mystery Dungeon 2: Emerald Grove Rearrangement
I'm honestly really happy EMD2 has the Farmer class because I wanna know what they did to make the Farmer more suited for a roguelike rather then a dungeon crawler.
oh hey the official japanese twitter made a tweet about that new emd2 article in famitsu i wonder what it says
oh cool that’s neSUBCLASS?????
konua & traore can just destroy me in etrian mystery dungeon 2
Etrian Mystery Dungeon 2 3DS Cover Preview
Erro mais doce, 2ª temporada. - Capítulo 23.
Pov. Lua
Estava procurando a chave do carro quando senti o meu celular vibrar. E era minha irmã. Pela nona vez, segundo o registo de chamadas não atendidas. Destravei o carro, sentei, respirei fundo e atendi.
- Oi princesa! – Falei quase que esperando ela começar a reclamar porque eu não a trouxe.
- Ô Lua, onde você tá? – Confirmei a expectativa. – É sério! Fiquei achando que você ia me buscar e combinei de deixar as meninas em casa... Aí quando eu vejo: Chega Sr. Luiz. – Ri dela. – Aí já sabe... Ele deixou todo mundo, mas foi falando até em casa que eu tinha atrasado ele... – Ri mais ainda imaginando.
- Tá vendo? Nem todo mundo é otário como a irmãtorista aqui... – Ela riu.
- Aí chego aqui... E adivinha: O traste não foi trabalhar ou voltou mais cedo... Nem quis perguntar. – Me preocupei. Senti de vontade de exclamar um: “Aguenta firme que eu voarei para aí” mas me contive. Não dava para ser tão paranoica. Tinha uma monte de coisas para resolver na empresa e tinha que pegar o material da aula da manhã que eu tinha faltado para conversar(se é que aquilo foi uma conversa).
- Deixa de besteira! – Foi o que saiu. – Cidinha tá aí... Fica conversando com ela a tarde inteira ou vai dormir... – Sabendo que seu problema era ficar “sozinha”. – Ou melhor, vai estudar! Faça os exercícios dos assuntos que eu já deixei resumo pronto... – Ela bufou. – É sério! Não estou brincando! Estou estudando mais os seus assuntos que você...
- Pra você ver como é um saco... – Retrucou.
- Vai, Marisol! É sério! Tenho muita coisa pra resolver hoje... Qualquer coisa me liga! – Me despedi e desliguei. Passei na faculdade, peguei o material e segui para a empresa.
- Boa tarde, boa tarde, boa tarde... – Falava de um por um a cada funcionário que eu encontrava.
- Ih Lua... O ar-condicionado da sua sala está desligado... Você sempre avisa quando está chegan...
- Dessa vez não deu. – Interrompi. – Mas não tem problema. Vou abrindo os e-mails, e você me traz tudo o que tiver para eu olhar ou assinar.
- Ok. Vou lá abrir a porta para a senhora então...
- Não precisa. Você sabe que eu não tenho essas frescuras... Vá logo adiantando o que tiver que eu não quero sair tarde hoje! – Ela assentiu com a cabeça e me deu as costas. Respondi vários e-mails, assinei vários papeis, programei duas reuniões. Ao final da tarde, meu corpo doía e cabeça quase explodia. Estava me programando para sair quando Aline entrou na minha sala.
- Tem um cliente às 17:30, outro às 18:00 e outro às 19... – Arregalei os olhos.
- Hã? Como assim? E ninguém me fala nada? – Não me contive.
- Desculpe, mas só terminei de confirmar as vindas agora e não queria lhe avisar sem estar confirmado... – Tentou se explicar
- Só era falar que estava agendado, mas que ainda ia confirmar... – Respirei fundo para me acalmar.
- Se você não quiser, eu posso explica-los que você está gravida e precisou se ausentar... – Desdenhou. Quase a enchi de pancadas.
- Peça para os clientes se dirigirem diretamente a mim... – Ignorei seu desdenho.
- Eu, como secretaria, devo saber de todos os seus compromissos para atualizar sua agenda. – Não consegui prender o riso.
- Então aproveita e anota na minha agenda uma reunião com você para amanhã. – Foi minha vez de desdenhar. Quase que em hipótese alguma, eu destratava pessoas. Por pior que elas tivessem feito. Mas Aline me causava ânsia. Aline me dava sensação que, ou no outro dia, ou no outro ano, me aprontaria algo. Seus olhos eram de inveja. Pura inveja. Mas minha vida, naquele momento, tinha coisas mais sérias a serem resolvidas. E não dava para demiti-la porque perderia mais tempo com mais coisas e, naquele momento, eu mal conseguia respirar.
Erro mais doce, 2ª temporada. - Capítulo 22.
Pov. Lua
-Se isso fosse um conto estariam me tendo como a mocinha sofrida... – Falei pramim mesma. – E eu sempre odiei mocinhas sofridas... – Levantei do chão. Tirei a roupa e entrei em baixo do chuveiro, mas se você pensa que eu fiquei chorando por longos minutos para me acalmar... Errou feio. O banho só não foi mais rápido porque eu lavei o cabelo. Me maquiei, troquei de roupa, pus um salto e saí. Meio sem rumo, meio me segurando para não borrar tudo. – Um lugar onde não tenha nenhum conhecido... – Pensei alto. – Um restaurante bem caro. – Finalizei. Eu precisava ficar sozinha. E fiquei. Por quase 2 horas. Esqueci que tinha irmã-filha, esqueci que tinha namorado quase marido, esqueci que tinha faculdade, esqueci que era gerente de uma empresa, esqueci que tinha uma vida dentro de mim.
- Lua? – Talvez a voz mais familiar naquele momento surgiu atrás de mim. Me virei lentamente com o coração quase saindo pela boca. – Meu amor! – Ele deu aquele sorriso que eu amaria ver em qualquer situação, menos aquela. Retribui com um sorriso fraco. Ele tentou me dar um selinho, mas acabou acertando meu pescoço. – O que é que você tá fazendo aqui? Sozinha? – Me perguntou quase se perguntando.
- Almoçando? – Falei pondo mais uma garfada fria na boca. Aquela comida deliciosa já estava me esperando a algum -longo- tempo. Ele revirou os olhos depois de pensar um pouco.
- O que aconteceu?
- Nada. – Falei rápido quase o interrompendo.
- Conheço esse nada... – Riu. – Preciso repetir a pergunta ou você vai corrigir a resposta?
- Não enche. – Fui firme. – Já disse que nada. – Ele voltou a rir, me zoando mesmo. – Mas o que é que VOCÊ está fazendo aqui? – Inverti.
- Ué, eu te disse que tinha uma reunião aqui hoje... – Falou como se fosse obvio.
- Disse? – Tentei lembrar. – Disse. Merda! – Escapou.
- Oi? Merda? O que é que você está me escondendo? Você tá muito estranha... Na sua testa tem um: “Me ajuda” em letras maiúsculas e você insiste em dizer que nada. – Estava tão na cara assim? Eu quis chorar e o abraçar forte, mas me contive.
- Não é nada, meu amor... – Dei um selinho e toquei na ponta de seu nariz. – Mas vai lá... Eles vão te achar bem irresponsável e achar que eu vim te vigiar... - Tentei rir.
- Só vou se você me prometer que sai para ver um filme e jantar comigo hoje... – Eu ri.
- Minha vida está tão “caixinha de surpresas” que eu não tou podendo prometer nada... – Ele riu – Mas vou pensar... – Ele riu mais.
- Pensar? Isso lá é coisa que se diz para o futuro marido e pai da sua filha? – Fiz que sim com a cabeça.
- Filha? Quem disse que é menina? – Lembrei.
- Eu sonhei que era. – Pôs a mão na boca.
- Já vi que quem está escondendo algo não sou eu...
- Mas se for menino eu vou gostar também... – Se justificou.
- Vai, amor! Deixa de enrolar! – Ele me deu um beijo e levantou.
- Te pego as oito! – Piscou.
- Vou pensar! – Pisquei de volta. Eu tinha muito que pensar. E esse muito tinha feito meu almoço gelar. Comi apenas a proteína e pedi a conta. O gerente se aproximou.
- Licença... A senhora tem alguma reclamação? – Fiz que não meio sem entender. – Gostou do nosso prato? – Perguntou.
- Ô querido... Perdão. Eu amo o restaurante, estou sempre aqui... Não é o prato que estava ruim, é a vida mesmo... – Eu ri, porque rir dos problemas era bem melhor do que chorar por tê-los.
Erro mais doce, 2ª temporada – Capítulo 21.
Pov. Lua
Dias se passaram, nada mudava e eu marquei uma conversa com quem poderia mudar algo: Minha mãe. Sim, marquei. Sim, ela era tão inacessível assim. Estava sentada na minha cama quando ela chegou, pouco antes do almoço. Casa vazia como eu queria. Segui para o quarto dela e, quando eu achava que ela sentaria em minha frente e se comportaria o mínimo de mãe possível: Ela não o fez. Enquanto arrumava coisas pelo quarto, ela pediu para que eu falasse.
- Qual é a frescura dessa vez? – Sim, ela era assim.
- Você não vai sentar? – Fiz questão de perguntar.
- Não. Fale! – Foi direta. Até demais.
- Já que você é assim, agirei da mesma forma… – Os hormônios tomaram conta de mim. – Seu namorado está dando em cima de mim. – Ela riu. Riu como se eu tivesse contado a piada mais hilária de todos os tempos. – Quase um mês atrás, ele me encontrou na cozinha, e, além de passar a mão na minha cocha, me chamou de gostosa e disse que tinha um fetiche comigo. – A ignorei.
- Claro! Você fica andando de camisola de seda pela casa… – Falou como se fosse obvio. Fiquei incrédula. A culpabilização da vítima era ridícula no Brasil, desde séculos antigos e, naquele momento, minha mãe era uma mera machista ignorante.
- Eu posso andar de calcinha e sutiã que ele continua sem direito ALGUM de fazer qualquer referencia a mim. E já que, sua faculdade, pós e mestrado em Direito não te fizeram aprender isso, que eu considero o básico, eu sinto muito. – Enfatizei.
- Ah… Por que você é o estremo da responsabilidade e do aprendizado, né? – Ironizou. Revirei os olhos.
- Olha o que você está fazendo… Pensa pelo menos uma vez… Olha quem você está defendendo! – Tentei.
- Você só pode estar com inveja… – Desdenhou.
- PARA! QUE MERDA! – Levantei. – Eu que sou otária de tentar vir aqui conversar com você… Em 18 anos eu nunca tive uma conversa com você, e vou ter agora? – Neguei com a cabeça. – Eu tenho pena de você, mãe! – Olhei dentro dos olhos dela. – Eu queria poder ter o mínimo de orgulho de você pra poder ser o mínimo parecida para meu filho, mas infelizmente, minha vontade é ser totalmente o contrário do que você foi e é pra mim. – Falei tão calma que os olhos dela demostravam dor. – Seja feliz! Com seu namorado, com o que você acha que ele é, com o que ele é mas não demostra, com essa confiança toda… – Bati a porta e sai do quarto. Quase sem conseguir respirar de tanto que prendia o choro. Sentei na minha cama e analisei a foto antiga que enfeitava a minha cabeceira: Minha família. Chorei como se as lágrimas fossem acabar em algum momento, senti minha alma latejar, minha cabeça repetir “Você tem que continuar a guardar essa história só para você” e a esculachei por pensamento. Mas, no fundo do meu coração, eu desejava que ela fosse feliz. E continuava a ser capaz de matar e morrer por ela. E a amava.