O verão soprou outra estação Por sua vez, trazia amenidades O primeiro mandava flores ao cortejo O segundo respondia com beijos ao horizonte Não levo tua fé para casa Tratados e devotos Em tons sugestivos disparam: Leve uma coca consigo Quantas manifestações de deus Teu inconsciente coletivo suporta? Atiça o deus por entre as gaiolas E meça os quilates do ego de seu filho pródigo O fio condutor está desencapado Jurando a cada manhã que se inicia um curto Aos ritos diplomáticos O tom pastel de barro já admite uma coagulação... Cortejar campos floridos, Almejar o dilúvio À vista descerá como catarata Anunciando ao olho mágico: Astigmatismo O reencontro com gosto carnavalesco de sexo Os dois afáveis desamores passíveis de cura Seguiram homônimos mesmo com o passar dos anos Correspondendo a mesma grafia, os amores de banquetes eternizavam-se... Compressa de água quente sobre o testa de ferro As enxaquecas o perseguiam por décadas Comovendo o menos hipocondríaco dos vizinhos A segui-lo em testemunha de posse da verdade contra o doutorado Respiro por teu ar puro naftalina A visita encontra-se olhando a fresta de minha porta Antevendo vassouras, esquecera-se e pisara em fissuras O azar ardera em sua coluna, preocupando-se em tomar extratos de flores metálicas...
Emplastro, Pierrot Ruivo













