Desfrequência
Invejo cabeças de peixe Antevejo ordens Dançando a probabilidade De instrumentalizar o reflexo muscular
Finda o lapso, dente venerável Os vales apresentam esses Ecos que o desejo emperra Para seu domínio exclusivo
De quem é a força que transmuta As luzes e o final de barganhas? Alguém entrara nos palácios Erguidos atrás dos olhos
E incendiou cada detalhe Guardado com esmero Cada memória é agora Parte do banquete de Kali
Cruza esses deuses urbanos Aporta a casa, seu karma Seu nome, seus fiéis e rivais Sob a terra tropical
Em aço e osso, eis a descoberta Meu vocabulário cada dia mais Minguante e dependente da coragem De demarcar simbolismos e tabus
Arrasta meus mortos na tua diplomacia Uma vez como culpa e todas as outras Para sustentar uma vaidade febril Entre corpo e conceito, advertido hiato
Atravessando essa agora brevidade Abraço o céu com o peito desnudo Dobro-o em dois, dissipo sob os Dedos de pupilos um pouco desse mimetismo














