"Rhythm 33”
Derramaria um cais Perdido pela língua Parido de uma vontade Que morre na sinestesia
Afasta essa gente fantasma Querendo habitar o hotel Onde as pernas jazem Na vez de ultrapassar o futuro
É rígido o descanso Será propenso tal desacato A imensurável luxúria Se encarregará dos labirintos
São carnívoros, são rebanhos São santos, são passionais São esotéricos, são instrumentos São ecos, são comícios autoeróticos
O medo é uma linguagem visceral Sua procura por cabeças rompidas Por coroas fora do tempo E outros monólogos de silicone
Neste lugar marcado pelo gesto É o chamado afrodisíaco A imobilizar-se para celebrar A tonelada entre os lábios
Assegurando a decomposição De mais um cordeiro-cordial A mesa repleta de pressa E os nomes que conhecemos entregues ao sal
O teatro nessa mão Me arrasta feito carruagem Quando Apolo for só uma vitória Eu cederei meu interesse e morte com ternura



















