A Porcelana do Futuro Engasgada de Pérolas
Na impermanência permaneço Com um pé atrás em frente ao porvir Dez passos a frente dos olhos tardios Que qualquer revisionista possa fazer
Eco duradouro percussivo Ruminando o passado Conviverá com o rito que Destituirá camada por camada
Até encontrar por você mesmo Um coração suprimido, dançando Na noite o boto, resistindo a Encarecer-se em seu vazio
O afeto que laçará pérolas A imagem de cera medita A marca encoberta da silhueta Tanto trama a rendição
A sentença percorrerá Cada nome que um dia conhecera Eis um rio que chora a morte do Cotidiano esbarrando na hora letal
A coroa de júbilo, atrás do crânio A coroa julgada, a margem da garganta Sua terra comprimida no peito: A despedida inócua dos gentis
O esforço dobra o caminho A boca saboreando o ferro Decompondo um pilão em outra boca Pacificando a via em que lágrimas floresciam
Tende serenamente a esvair-se Aqui me alcanças, enfim E já não usas mais corpos Para esculpir a culpa












