Psicologia, Psiquiatria, Acupuntura, Naturologia e Arteterapia no controle da dor
Olá. Hoje continuamos a falar sobre o trabalho interdisciplinar no controle da Dor. Vamos abordar as seguintes áreas: Psicologia, Psiquiatria, Acupuntura, Naturologia e Arteterapia.
Psicologia: a dor física e emocional
Muitas vezes, aspectos afetivos/psicológicos contribuem para agravar ou desencadear quadros dolorosos. Por outro lado, a dor frequentemente tem um efeito devastador na vida da pessoa, levando a sofrimento e incapacidades, interferindo no seu bem-estar fisiológico, emocional, social e espiritual. Podemos ilustrar esta relação como uma via de mão dupla: a dor afeta diversos aspectos psicológicos e os aspectos psicológicos afetam a vivência da dor.
Estudos indicam que a avaliação psicológica é fundamental para todo paciente que sofre de dor crônica. Seu principal objetivo é verificar como a dor pode estar afetando a vida do paciente e identificar que fatores da vida do paciente podem estar afetando a sua experiência dolorosa.
A avaliação psicológica pode apontar estratégias terapêuticas que reduzam disfunções, incapacidades e a percepção da dor. Uma intervenção a partir daí pode contemplar orientação para reeducação psicossocial, terapia comportamental cognitiva ou tratamento médico/psiquiátrico com resultados importantes como:
1- alívio da ansiedade
2- fortalecimento emocional para o enfrentamento adequado com relação à crise da doença e reorganização familiar
3- abertura da comunicação entre o paciente, familiares e equipe com estabelecimento de canal para expressão e reflexão sobre a dor e sofrimento.
Psiquiatria e Acupuntura Médica: abordagem da integralidade
Duas abordagens distintas, mas que partem de uma avaliação da integralidade do ser humano, fundamentadas pelos recentes avanços científicos da neurociência e neurofisiologia. Dor, para a Medicina Chinesa, quer dizer bloqueio do fluxo de Qi (Energia Vital). Entre uma das principais causas para este bloqueio podemos citar os fatores emocionais, além de fatores externos, tais como mudanças climáticas e alimentação inadequada. Para os chineses antigos, não há separação entre mente e corpo, físico e psíquico. Com a união entre Psiquiatria e Acupuntura, buscamos integrar medicina ocidental e medicina oriental, observando o dinamismo entre mente, emoções, memórias, músculos, ossos e tendões.
Muitos diagnósticos psiquiátricos estão relacionados a quadros dolorosos. Entre estes, destacam-se a depressão e a ansiedade, tanto como fator desencadeante, quanto como fator de manutenção ou piora do quadro doloroso. Outro ponto importante da psiquiatria na clínica de dor é o manejo das medicações. Grande parte das medicações utilizadas no tratamento da dor crônica são psicofármacos. Como o psiquiatra tem familiaridade com estes medicamentos, pode auxiliar na prescrição e na avaliação de interações medicamentosas e efeitos adversos.
A prática da Acupuntura ganhou interesse crescente no Ocidente no final do século passado e seu uso tornou-se conhecido pela eficácia no tratamento de quadros de dor aguda e crônica, devido ao seu grande efeito analgésico. Muitas pesquisas científicas atuais comprovam sua eficácia terapêutica, tornando-se um tratamento recomendado pela OMS para diversas doenças, entre as quais estão incluídas a maior parte dos quadros de dor crônica, além de depressão e ansiedade.
Naturologia e Arterapia
A Naturologoia é um conhecimento da área da saúde que se baseia em terapêuticas naturais e vitalistas para o desenvolvimento da saúde integral. A avaliação é feita a partir de recursos como a iridologia, em que a análise da íris revela fragilidades inatas em órgãos, toxidade e aspectos da personalidade. Após a avaliação, são feitas indicações de terapias naturais como plantas medicinais, óleos essenciais, Florias de Bach, assim como orientações sobre hábitos de vida saudáveis e praticas integrativas, por exemplo, massagens e arteterapia. As práticas integrativas naturais visam a qualidade de vida, e não excluem os tratamentos tradicionais, mas somam-se a estes pelo desenvolvimento da saúde.
A Arteterapia faz uso da arte livre ou de técnicas expressivas como linguagem simbólica do mundo interno e externo do indivíduo. Ela favorece a expressão de conteúdos que muitas vezes não cabem em palavras e nem são totalmente conscientes, assim como possibilita olhar para esses conteúdos como “sujeito observador” após a produção. Podemos dizer que a produção facilita o diálogo terapêutico, a autoexpressão, o autoconhecimento e ainda mobiliza a criatividade para ressignificar esses conteúdos. Além disso, o próprio fazer artístico, livre da intenção de resultados estéticos, é por si só terapêutico, principalmente em um mundo que nos exige “resultados” e “posturas” o tempo todo.
Olá. Continuando com os textos sobre a Equipe Interdisciplinar, hoje abordaremos algumas áreas profissionais específicas: Medicina da Dor, Enfermagem e Fisioterapia. Os textos abaixo foram escritos por profissionais que atuam no Singular - Centro de Controle da Dor.
O Médico da dor: problemas complexos exigem conhecimento especializado
Embora a dor seja uma condição universalmente presente em todos os tempos, a especialidade médica de controle da dor é nova. Anteriormente, a dor era entendida apenas como um produto de uma doença específica. Hoje, é vista como um problema complexo que requer conhecimento especializado para sua avaliação e tratamento.
Há diversas opções disponíveis para o controle da dor, porém todas elas dependem primeiramente de se achar o diagnóstico correto. Encontrar o médico certo para isto, que tenha a formação adequada, é um ótimo começo. O médico da dor se dedica a achar causas específicas da dor a partir do histórico do paciente, achados fisiológicos, vários estudos radiológicos e laboratoriais e bloqueios diagnósticos para se realizar um diagnóstico preciso.
Os principais objetivos da Medicina Intervencionista da Dor são reduzir e controlar a dor, ajudando o paciente a maximizar o seu nível de funcionamento. Quando possível, o foco principal é resolver o problema. No entanto, alguns casos requerem tratamento contínuo e multidisciplinar. O médico da dor, apoiado em sua experiência clínica e conhecimento especializado, pode determinar quais são os recursos mais adequados para garantir um tratamento voltado às principais necessidades e possibilidades em cada caso.
O corpo médico do Singular é referência nacional no controle da dor, com vasta experiência em tratamentos realizados com procedimentos minimamente invasivos e constante aprimoramento, com especializações, cursos e participações em congressos internacionais. Atuam no Singular três dos seis médicos brasileiros que possuem o FIPP (Fellow Internacional Pain Practice), certificado concedido pelo Instituto Mundial da Dor (World Institute of Pain – WIP).
Enfermagem: acolhendo e conhecendo o paciente com dor
A equipe de enfermagem atua através de uma prática sistematizada, continuada e registrada na avaliação e tratamento da dor. Entre as diversas ações realizadas, destacamos:
Acolher e orientar o paciente
Avaliar através de questionários
Dar suporte na redução, controle e alívio da dor e do sofrimento
Criar o elo entre o paciente e toda a equipe interdisciplinar
Oferecer informações adequadas para promover o conhecimento da família quanto à dor do paciente
Monitorar a evolução do controle da dor do paciente através de feedback
Fisioterapia: contole da dor e recuperação da mobilidade
A fisioterapia nos últimos anos avançou muito no tratamento de pacientes com dor crônica. Publicações científicas têm demonstrado a importância dos fisioterapeutas dentro da equipe multidisciplinar que trata pacientes com dor crônica e suas sequelas e limitações ocasionadas no aparelho locomotor. A fisioterapia atua com dois principais objetivos:
1. Controle da dor, utilizando modalidades eletroterapêuticas, acupuntura e técnicas de manipulação e mobilização articular e vertebral
2. Recuperação da mobilidade, força muscular, propriocepção e controle motor, utilizando modalidades terapêuticas como hidroterapia, cinesioterapia e estabilização vertebral para devolver e ou restaurar a funcionalidade completa do paciente com dor crônica