Equipe 18 - Maria Eduarda Brunini e Késia Carvalho
-Muito obrigada, pessoal. Até amanhã. Não quero vocês usando a comemoração como desculpa para corpo mole depois. –Logan sorriu, enquanto encaminhava todos para a porta de sua casa. Havia sido um bom dia para a Scotland Yard e melhor ainda para Logan. Eles ainda não haviam achado o necromante, mas tudo indicava que Siberia tinha conseguido amedronta-lo o bastante para parar de enviar marionetes de mortos para matar os vivos, e para finalizar, o detetive havia dado satisfações para a imprensa, que parecia satisfeita. Quanto menos soubessem e menos se intrometessem, melhor. -Ainda não gosto da ideia dela dormindo com você. –Savannah era a última a sair e aproveitou os minutos que tinha para falar sozinha com Logan. –Ela não me parece estável agora. -E quando foi que você gostou dela, Savie? – o detetive falou, tentando manter sua voz normal quando se referia a Siberia. -Não me faça virar a vilã, Logan. Não a odeio. Só não acho seguro. -E eu não acho que você esteja preocupada com meu bem-estar. Vamos todos ficar bem, Savie. -É com Logan Strauss que estou falando, não é? Estou indo. Não deixe os meninos virarem a noite aqui, sabem como são. -Boa noite mamãe. –Logan se despediu e fechou a porta para voltar ao seu sofá. Erik, Charles e Siberia estavam meio alegres e riam de qualquer coisa que falassem. Sua lindinha parecia estar melhor –mesmo que os sinais de melhoras fossem poucos, ainda eram sinais. -LOGAN, VEM PRA CÁ. –Siberia gritou. –Eu convenci o Erik a falar os segredos sombrios da adolescência. Quero te ouvir também. -E a sua adolescência, Sibs? –perguntou Charles –Não vai contar pra gente? -Eu era uma órfã que falava com mortos. Quer mais? -Ela já foi pra Oxford. –Logan contou logo após de se sentar ao lado de Charles. -Oxford????? -Oxford, e não façam essa cara. Eu sou muito capaz, lindinhos. -Você não parece ser uma pessoa para faculdades. -Eu sei, Charles. Por isso sai. E parem de virar o assunto para mim! Erik, pare de dar voltas e voltas e comece a contar. -Ok, vamos lá. Quando tínhamos uns 14 anos, Logan e eu nunca tivemos um porre. Nossos pais nunca dariam dinheiro para comprar e nenhum dos dois tinha coragem de roubar da carteira deles. Então fizemos o que quase todo adolescente desesperado fazia. -Vocês se prostituiram para comprar cachaça? -POR DEUS, CHARLES, NÃO. –gritaram em uníssono. -Fizeram um strip tease para alguma vizinha tarada comprar? -Siberia, deixa o Erik terminar. –Logan reclamou, com a voz firme. -Não querendo decepcionar a imaginação fértil e pervertida de vocês dois, mas, nós roubamos o mercadinho da rua de trás. -Essa é a história chocante de vocês? Roubar o mercadinho? -Ei, foi bem eletrizante, tá? Éramos dois moleques colocando garrafas na calça e parecendo ter caxumba no lugar errado. -Eu ainda prefiro a versão do Charlie, ou a minha. -Ok, agora a minha vez. Quando eu tinha 13 anos, eu nunca havia beijado. E tinha essa garota, Melanie, que eu gostava, mas eu não queria fazer feio e estragar tudo com ela, então, eu beijei o primo dela primeiro, como um teste. Nós estávamos no quintal da casa dela e quando eu terminei o beijo, ela estava do nosso lado e perguntou por que eu não tinha a chamado pra brincar também. -Eu definitivamente prefiro o Charles a vocês. –disse Siberia, rindo. -Eu iria preferir fazer feio a beijar o primo dela. – Logan, também recuperando-se das risadas, disse. -Estou com o Logan nessa. –completou Erik. -Tem problemas em relação a beijar homens, detetives? –provocou Siberia. -Nenhum, só não é pra mim. -Como sabe se não é pra você? -Simplesmente se sabe! Por favor, Siberia. -Talvez vocês dois devessem tentar. -Beijar o Logan? Não, muito obrigada. -Eu não tenho nada a ganhar beijando o Christiansen! -Talvez você tenha. –Siberia sussurrou para Logan, o fazendo lembrar-se de um episódio ocorrido algumas horas antes. -Está cansada, Sibs? Eu posso cancelar, dizer que foi uma má ideia e pedir para ninguém sair de casa. -Não, Logan. Você merece alguns drinks por hoje. -Só mereço os drinks? –o detetive sorriu, indo de encontro à menina e tirando alguns fios de cabelo soltos no rosto. -Acho que sim. –respondeu ela. Logan levou a outra mão a sua cintura e pressionou seus corpos. A mão que estava no rosto acabou descendo para o busto, enquanto a outra fazia uma brincadeira divertida no cós da calça da menina. Ele desfez o sorriso e beijou o pescoço dela, indo até o lóbulo da sua orelha para sussurrar: -Tem certeza que eu só mereço os drinks? Ela teria respondido de imediato se não fossem os dedos dele abrindo os botões de sua calça e a boca no seu pescoço. Quando ela finalmente ia falar, a campainha da casa tocou e ela só conseguiu dizer: -Você tem visita. -Bom, eu não tenho problema nenhum em fazer isso. –disse o moreno. -Eu tenho! Não estou atraído pelo Logan, não preciso fazer isso. -Aw, Erik. –começou a moça. –Está com medo de ter a sua masculinidade ferida? -Acho que todos sabem que minha masculinidade é comprovada. -Então faça. Estamos só nós quatro. Definitivamente não sairá daqui. –finalizou Charles. -Vamos lá rapazes! Logan trocou de lugar com Siberia no sofá para sentar-se de frente a Erik. O loiro estava rindo, nervoso, como se não acreditasse que aquilo iria realmente acontecer. Strauss com certeza iria ganhar algo muito bom dela para conseguir pensar na hipótese de beija-lo, mas, o que ele ganharia? Fama de boiola pelos corredores do departamento, com certeza. -Não irei fazer isso, pensem o que quiser. -Não seja tão radical, Erik. –Logan disse e puxou o pescoço do loiro para si, tomando seus lábios. Charles e Siberia assistiram de queixo caído. A menina tinha certeza que aquela era uma cena digna de pornô gay e estava começando a sentir os efeitos em si. Logan tinha as mão no cabelo de Erik e esse parecia um pouco surpreso no começo, mas nessa altura, já estava retribuindo. O loiro parecia estar, surpreendentemente, gostando e levava seus braços até os braços do outro. Acabaram o beijo ofegantes, vendo os telespectadores os encararem com leves sorrisos no rosto. -Se isso foi porque vocês não queriam se beijar, eu definitivamente quero estar por perto quando vocês quiserem. -Eu... eu tenho que... ir para casa. Fazer aquelas coisas que se fazem em casa. É isso, até mais. –Erik respirava fundo e procurava suas chaves em cima do sofá, tentando sair de lá o mais rápido possível. -Por aquelas coisas, você quer dizer punheta? -CHARLES! –gritaram os dois novamente. -Eu quis dizer trabalho. Todos temos trabalho para fazer amanhã. Eu amo meu trabalho. –quando achou suas chaves, Christiansen correu para a porta , saindo e fechando-a agilmente e selando um fato que Siberia Lindell nunca duvidou: o efeito Strauss não escolhe gênero.









