Contos
01. CAÇADORA DE TESTES
02. STAY WITH ME
03. SECOND CHANCE
04. PEDIDO DE NAMORO LIBERIA
05. CAÇADORA DE SENSAÇÕES
06. VIRGINDADE DO LOGAN
07. GHOSTLY WEDDING BELLS

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Contos
01. CAÇADORA DE TESTES
02. STAY WITH ME
03. SECOND CHANCE
04. PEDIDO DE NAMORO LIBERIA
05. CAÇADORA DE SENSAÇÕES
06. VIRGINDADE DO LOGAN
07. GHOSTLY WEDDING BELLS
Equipe 23 - Clary Avelino e Anne Gomes
A caneta balançava levemente entre seus dedos e os olhos cinzas fitavam o papel a sua frente, com tanta atenção que ela poderia fazê-lo pegar fogo. Finalmente, Sibéria soltou um suspiro desistente e jogou a cabeça entre os braços, revirando os olhos e bufando de irritação. – Eu não fiz algo dessa vez, fiz? – A voz de Logan fora ouvida bem atrás da garota e ela deixou um sorriso preguiçoso aparecer em seus lábios. – Dessa vez fui eu. – Sibéria estendeu o papel para o homem e brincou mais uma vez com a caneta, ponderando com a cabeça e mordendo o lábio inferior. – Uma lista? – Olhou para o papel com certo deboche na voz. Ao perceber que não era brincadeira, seus olhos se voltaram para a dona dos olhos cinzentos – Coisas para fazer antes de morrer? – Olha, não tinha mais pudim na geladeira, eu tinha que fazer alguma coisa! – Sibéria levantou os braços como se fosse inocente e começou a rir em seguida – Você tem alguma sugestão? – Tenho sim. – Os dentes do detetive atacaram seus lábios e ele sorriu malicioso – Pegue uma jaqueta, vamos para o bar realizar sua oitava coisa. Ficar bêbada com absinto puro! Como nunca fez isso? É quase uma ofensa. – Logan dobrou a lista e colocou-a no bolso da calça, pegando o telefone e buscando algum taxi disponível num aplicativo. Mal havia chamado o transporte e Sibéria já estava a sua espera, com a jaqueta no corpo e um sorriso sapeca nos lábios. – Nunca me interessei, para ser sincera. Hoje mais cedo eu pensei nisso da lista e saí procurando algumas coisas sobre bebidas em geral. Você sabia que o absinto era considerado uma droga no começo do século vinte? As pessoas se tornavam dependente deles e aí... puft! Podiam ter de epilepsia até problemas mentais, além do suicídio. A medida que eles saiam de casa, Sibéria estava falando suas recém descobertas informações sobre a bebida, os olhos tinham até uma pontada mais animada e ela parecia uma criança tagarela que não parava a boca por um segundo. Logan apenas ouvia tudo numa seriedade incomum, sua cabeça não processava muitas das palavras da garota, ele apenas estava pensando no quão sexy era ouvir ela explicar todas aquelas coisas, pensava até em pedir aulas mais tarde para sua lindinha. E o tempo parecia passar ainda mais rápido. Taxi chegou. Taxi saiu. Bar chegou. Absinto. Fadas em todo lugar. Espera... Fadas?! Logan apertou um pouco os olhos, tentando ao mínimo acreditar no que seus olhos estavam vendo, aquilo não era real, nem podia em hipótese alguma ser. Fechou os olhos e balançou a cabeça rapidamente, para logo em seguida abrir os olhos e se deparar com o óbvio: tinha exagerado no absinto, tanto que a esse ponto já estava alucinando, vendo fadas por volta do bar. – Yaaaaaaaaaaaaaaaaaaay! – Sibéria gritou animada e visivelmente alterada, fazendo com que Logan desse um pequeno pulinho de susto e se virasse em direção a mocinha, que sorria alegremente com um certo brilho no olhar que acabou o deixando encabulado, afinal, as orbes acinzentadas da morena já eram extremamente hipnotizantes e aquele brilho um tanto divertido só ajudavam para que o detetive se recusasse a desviar seu olhar para qualquer outro ponto. – Teeeeerra chamando Logan. – A garota se encontrava estalando os dedos em frente ao rosto do homem que saía de seus devaneios assim que reconheceu a cabeleira cor de fogo de Savannah Millers, com um sorriso divertido tomando conta de seus olhos como se concentrasse para não rir da cara de tacho que Logan carregava. Cara de tacho essa que logo em seguida virara algo emburrado e um tanto incomodado ao perceber logo atrás da ruiva, Erik Christiansen. O cabelo bagunçado e o olhar desafiador por cima de Strauss, causando calafrios em todas mulheres que olhavam abertamente a guerra e o ódio entre os dois, sentido até mesmo no jeito que se encaravam. Sibéria passou a língua pelos lábios e se preparou psicologicamente para as coisas que ouviria a seguir. Ah, homens... Sempre tão competitivos e com essas baboseiras a parte, poderiam ser menos brigões e mais amorosos, se abraçarem de vez em quando e... Sibéria estalou os dedos, pensando rapidamente em algo que fez sua mente dar um baita de um giro. Estalou a língua e passou-a pelos dentes. Assim que Savannah se aproximou e a cumprimentou, dando um beijo estalado na bochecha de Logan, tudo parecia ainda melhor e a ideia piscava em neon na sua cabeça. Ela foi até Logan e pegou o papel, que estava com uma coisinha riscada. Passou os olhos por toda lista, procurando aquilo que faria sua noite mudar. 11 – Ver dois homens se beijando. Pessoalmente. – Tem que me ajudar com mais alguma coisa dessa lista. – Sua voz não saiu embolada, como ela imaginava, mas muito séria. Talvez as fadas estivessem um pouco cansadas de perturbar a mente dela – E você também! – Apontou para Erik, que nem lembrava de ter cumprimentado – Logan e eu estamos realizando coisas de minha lista e acabamos de conhecer as fadas da França, agora vocês dois vão se beijar para eu poder riscar mais uma coisinha. Savie começou a rir. Não tinha aguentado segurar a própria risada. Erik olhou para Sibéria como se ela estivesse recitando alguma coisa de Edgar Allan Poe montada numa bicicleta e vestida de palhaço. Logan apenas cuspiu o que ele estava bebendo, seja lá o que fosse. – Sibs, você passou do limite. É melhor chamar o taxi de volta para casa. – Logan sugeriu, limpando a boca com a mão e fungando em seguida – Não passei não! Por favor! E se um meteoro cair nesse exato momento e nos matar? Você vai deixar sua lindinha morrer sem ver algo assim? – Sibéria fez um bico, juntando as mãos em frente ao corpo e olhando para Logan com a maior cara de pidona – Meu detetive vai mesmo me negar isso? – Logan bufou, levemente irritado, Sibs estava mesmo o pedindo tal coisa? Passou a mão por seu rosto tentando manter ao máximo a calma, coisa que conseguia ser extremamente dificil na presença de Christiansen, deixou que os lábios formassem uma pequena linha fina enquanto ponderava em sua cabeça qual das respostas seriam o suficente pra que a mocinha desistisse da idéia.– – Sibéria, não. Esquece isso, porque não vai rolar. Logan sorriu um tanto irônico, fazendo Sibéria bater o pé um tanto brava, homens e seu medo ridículo de ferir sua masculinidade com um simples ato. Qual é! Era apenas um beijo, nada mais. Filmes que a mocinha havia visto durante os anos comprovavam isso, já que os homens que se beijavam e faziam outras coisas não deixavam de ser masculos e gostosos.Com ênfase no "gostosos".E então, como se uma lâmpada fosse acesa em cima de sua cabeça, a mocinha deixou que um sorriso malicioso tomassse forma em seus lábios e se aproximando lentamente de Logan, levando os pés para que seus lábios ficassem na altura da orelha do mesmo. – Eu faço tudo o que você quiser, meu detetive. Qualquer coisa. – Sussurrou, em seu melhor tom sexy dado ás circunstâncias que se encontrava, fazendo com que Logan se arrepiasse por completo, por fim, voltou ao seu lugar ao lado de Savie, que se perguntava o que a menina havia dito para o homem á sua frente.– – Não, Sibéria. – Disse por fim, ainda decidido, cruzando os braços por cima do peito com a sombrancelha um tanto arqueada, mas Sibs não se daria por vencida, olhou mais uma vez o papel em sua mão e resolveu usar aquilo como sua última esperança, rezando para quem quisesse ouvir que dessa vez desse certo.– – Se você beijar o Erik eu beijo a Savannah. – Disse por fim, decidida, fazendo com que Erik se engasgasse com a cerveja que estava tomando e tentasse disfarçar tossindo algumas vezes, levou seu olhar em direção à ruiva ao seu lado de modo sugestivo. – – Só porque eu não poderia perder essa chance por nada. – Savie deu de ombros, sorrindo de orelha à orelha do modo mais malicioso que se era possível imaginar, deixando que seu olhar pousassem em Logan.– Logan suspirou e ponderou a idéia em sua cabeça, era uma troca, certo? Ele não saíria perdendo, mas mesmo assim teria que beijar Christiansen e isso já era o suficiente para que seu estomago começasse a se revirar de de modo em que parecesse que havia acabado de sair de uma montanha russa logo depois de ter comido que nem um elefante. Mordeu o lábio devagar e logo levou seu olhar até ambas as moças que estavam á sua frente, Savie carregava um sorriso malicioso, já Sibs um olhar um tanto pidão. Teria que cumprir tal coisa pela mocinha, afinal, esse era o objetivo quando decidiu trazer ela em um bar para ficar bebâda com absinto, não? Passou a mão pelo rosto e sorrindo levemente, e acabou por se dar por vencido. – Ok, ok. – Levantou suas mãos na altura dos ombros, fazendo com que Christiansen arregalasse os olhos e cuspisse uma quantidade razoável de cerveja de dentro da boca, não conseguiria acreditar no que havia acabado de ouvir, muito menos que Logan Strauss havia concordado.– – Eu sei que eu sou um cara extremamente lindo, charmoso e gostoso, mas passo a oferta, Strauss. A fruta que eu gosto é outra, mas quem sabe um dia você ache alguém tão gato quanto eu, que goste da coisa. – Logan não pode controlar o revirar de olhos, assim que Erik terminou a frase, mas antes mesmo que pudesse responder algo à altura, Sibéria já sussurrava algo no ouvido do loiro, que sorriu abertamente e deixou a caneca de cerveja de lado. – Bom, é só um beijo e nada mais, não é mesmo? – O detetive não conteve a risada disfarçada, para logo em seguida ser puxado por Savannah para fora do bar, em um beco qualquer, apenas para que ninguém conseguisse ver o que aconteceria á seguir. Logan respirou e inspirou cerca de três vezes antes de finalmente se aproximar de Erik e segurar-lhe o rosto, sentindo o hálito de menta de um chiclete qualquer com o cheiro da cerveja que invadia suas narinas. – Nunca mais vamos falar sobre isso, certo? – Logan apenas soltou as palavras calmamente, fazendo com que Erik assentisse levemente, antes de finalmente juntar-lhe os lábios em um beijo calmo, onde tudo o que Christiansen conseguira fazer era resumido em: ficar parado apenas seguindo os movimentos de Strauss, que, para a desgraça do loiro, beijava extremamente bem. Mas, tal ato terminou quase que na mesma rapidez que havia começado, para logo em seguida sair para bem longe de Christiansen, apenas fitando ambas as mulheres que os olhavam com a boca escancarada. – – Credo, vocês ao menos sabem como fazer isso de modo em que pareça menos artificial. – Sibéria soltou sem ao menos se censurar antes.– Vou mostrar para vocês como se faz. – A mocinha sorriu, puxando Savannah pela cintura, enquanto que uma mão se dirigia até a nuca da ruiva, a puxando levemente para baixo, para logo em seguida, selar-lhe os lábios em um beijo selvagem, com direito ás mãos de Savannah passeado pelo corpo da mocinha, parando em sua bunda e apertando ali com certa força, fazendo com que a mesma acabasse por arfar baixinho. Poucos segundos depois, seus lábios se separaram e ambas se olhavam, tentando segurar o riso da cara dos dois detetives, que consistia em olhos arregalados e boas em um formato perfeito de "o". – Agora, detetive, nós podemos ir. – Sibs sorriu, puxando Logan pela mão e acenando um "tchau" para Savie e Erik, que agora riam histericamente da cara um do outro.
Equipe 11 - Beatriz Jesus e Núbia Oliver
Logan
- Ta, pergunta... – Falei contrariado vendo o quanto Siberia olhava pra mim e fazendo uma nota mental a cada segundo de um dia cortar a língua dele. Por que ele tinha que trazer pro meu jantar de ensaio do casamento que a gente já tinha se beijado? Suspirei trinta vezes. Pra que abrir a porra da boca? - Perguntar o que? – Franziu o cenho. - Eu sei que você quer perguntar, Siberia. E caso não pergunte darei esse assunto por encerrado e nunca mais irei falar disso. - Tudo bem – levantou as duas mãos na altura dos ombros. – Por que o Erik falou aquilo de “acredite eu realmente sei como o Logan beija bem”? – Eu via a curiosidade explicita em seus olhos. – Tipo... Vocês já tiveram um caso? - É um pouco mais complexo que isso. - Como mais complexo? – Arregalou os olhos. – Logan, você é bi? – Foi a minha vez de arregalar os olhos e negar insistentemente. - Não, pelo amor de Deus, não. Não que eu veja algum problema nisso, só não sou mesmo. - Então explica, detetive – ela pediu e eu suspirei.
- Logan, você já reparou como a Barbara fica cada vez mais gostosa? – Erik chamou minha atenção. Olhei pra linda ruiva que era barwomen no nosso pub preferido. Ela era capaz de deixar qualquer um louco, era só reparar a quantidade de homem que formavam fila pra fazer um simples drink com ela; e eu era um desses, claro. - Como não reparar? – Charles entrou na conversa. – Ela é incrivelmente sexy. De repente vi Erik me olhar com um sorriso malicioso. Eu já sabia o que ele ia propor, a gente sempre acabava nisso. Charles entrou na brincadeira também. Vi Savannah, Doakes e Steve nos olharem confusos. - Desafio aceito! – Logo respondi, olhando a ruiva no bar. - Mais que aceito. E se vocês perderem? Fazem o que? – Charlie perguntou. - Eu não vou perder – Vi o loiro sorrir confiante. – Pode ter certeza. Bem, se eu ganhar vocês dois vão ter que se beijar – Respondeu com um sorriso de lado. - Enlouqueceu? – Charles foi o primeiro a se pronunciar. - Não confia no seu taco? – Arqueei as sobrancelhas. - Confio, mas todos sabemos que dois de nós irá perder. - Eu topo – afirmei e Erik concordou. Charles ergueu os ombros e os deixou cair se dando por vencido.
Eu não lembro ao certo como foi... Só lembro daquela ruiva maravilhosa me perguntando se era amigo do cara de cabelo cor de mel porque ele era uma graça. Inicialmente pensei que ela estivesse falando do Erik, mas Erik era loiro. Eu respirei fundo pensando na merda que essa aposta tinha sido e quando voltei a orbita, Charles já estava de volta a mesa pagando drink pra todo mundo e rindo da minha cara e da de Erik.
- Vocês vão ter que se beijar – Charles impôs. - Não mesmo – eu e Erik falamos juntos. - Olha, que lindos, já estão até falando juntos – Savie implicou. - Eu não vou fazer isso – Erik negava e arregalava os olhos como se estivesse de frente pra morte. - Ué, mas não foi você que inventou essa punição? – Doakes zombou. - Não se mete – eu e Erik replicamos juntos novamente. - Lindos! Realmente, Savie – foi a vez de Steve zombar e Savie deu um falso sorriso apaixonado concordando. - Eu vou beber – me levantei.
Não sei quantas doses eu tomei, nem o que tomei, só me lembro de Erik bebendo comigo e dizendo que “pelo menos eu era gostoso”. Erik me mandava umas cantadas de vez em quando – que eu não lembro quais eram –, mas lembro de Charles zoando ele e falando que tinha certeza que aquilo era tudo que ele sempre quis. E de repente senti Erik me puxar. - Vamos acabar logo com isso – E antes que eu pudesse pensar ele já tinha grudado a boca na minha. Primeiro tentei empurrar ele, depois arregalei os olhos, até que senti a língua de Erik contornar minha boca. Pai! O quão errado aquilo era? Respirei fundo escutando os gritinhos de incentivo vindo de Charles e as boas gargalhadas de Doakes. Até que abri a boca. E é... até que ele beijava bem. Erik subiu a mão pros meus cabelos curtos e o beijo durou mais alguns poucos minutos. Olhei pro lado e vi Savannah com os olhos quase saltando das orbitas. - Nossa, você beija bem – Erik disse e me puxou para um novo beijo. Eu arregalei os olhos novamente.
Charles não conseguia parar de rir vendo Erik agarrar Logan de novo. E soltava piadinhas do tipo “vemos claramente quem é a mulher desse relacionamento”, Steve acompanhava rindo e dizendo que ainda não tinha se decidido sobre isso, Doakes já começava a ficar sem ar e Savannah estava embasbacada demais para sentir alguma coisa. Depois disso Logan bebeu mais para se esquecer do episódio e ficava meio tremulo cada vez que Savannah olhava pra ele depois de ter falado que nunca mais iria olhá-lo com os mesmos olhos.
Logan A gargalhada de Siberia era tão contagiante que dava quase para esquecer que esse era um fato bastante constrangedor pra mim. - Chega para de rir – eu pedi com olhar de cachorro que caiu da mudança. - Você achou que ele beija bem? – Siberia gargalhava tanto que seus olhos chegavam a soltar lágrimas. - Você vai acordar a Madie. - Desculpa – o ar claramente faltava para ela. – Eu não consigo parar de rir. Você gostou do beijo dele – riu mais. - Siberia! - O que? – Desatou a rir novamente. - Eu não devia ter te contado isso. Siberia você não vai parar de rir? – Ela tentou prender o riso, mas falhou e soltou um mini grito. - Eu to tentando imaginar a cena – eu revirei os olhos e escutei um choro agudo. – Oops! - Parabéns! – Disse ironicamente e ela fez um bico. - Não fica boladinho, a culpa é sua por ter me contado que se amarrou no beijo do loirinho. - Eu vou ver minha filha – fechei a cara. – Tchau - me levantei do sofá e comecei a caminhar até o quarto de Madie. - Não fica assim, amor, eu concordo que o Erik beija bem – parei no meio do caminho e olhei pra trás perplexo. Estava tentando raciocinar e me preparando pra falar algo quando Siberia prendeu o riso e lembrou: - A Madie! – Riu de novo correndo escadaria acima.
Equipe 9 - Vitória Vasconcelos e Roberta Freitas
Sete Minutos no Paraíso
– O que você está dizendo? – Erik franziu a sobrancelha, confuso com a proposta de Sibéria. – Simples: vamos para o armário brincar de “Sete Minutos no Paraíso”. – Replicou óbvia. – Você nunca teve adolescência? – Sete minutos no paraíso? – Acho que isso responde a minha pergunta. – Sibs rolou os olhos, mas manteve um sorriso arteiro no rosto. Aquilo seria muito divertido. – Nós vamos para esse armário aí, bem atrás de você. – Apontou com a cabeça para o closet e Christiansen desviou o foco dela para olhar melhor o espaço que ela apontara. – Você poderá fazer o que quiser, nós ficaremos sete minutos lá dentro. Nem um minuto a mais, nem um minuto a menos. – Ok. – Erik balançou os ombros, concordando, e já tinha suas mãos nas maçanetas das portas quando Sibéria o puxou em sua direção. – Eu ainda não terminei, apressadinho. – Sibs levantou uma bandana e, com a outra mão, girou o dendo indicador no ar, alertando que ele deveria ficar de costas para que ela pudesse amarrar o pequeno tecido sobre seus olhos. – Sibéria… – Não me faça querer desistir, Christiansen. – Ela pôs as mãos na cintura e fingiu uma expressão brava. Erik suspirou, derrotado, e cedeu a sua vontade. – É a minha única exigência, juro. Bem, essa e o seu total silêncio. – Proferiu e o detetive riu nasalmente. Não tinha condição alguma de negar algo àquela mulher se ela estivesse se pondo ao seu inteiro dispor como naquele momento. Sibéria posicionou a venda nos olhos de Erik e amarrou com um nó, garantindo que ele não fosse se desfazer. Então ela começou a fazer alguns movimentos descoordenados em frente ao detetive para ter certeza que ele não via nada e, quando teve, o chamou para entrar no closet. – Me dê sua mão. – Christiansen esticou o braço em sua direção e ela o agarrou, conduzindo-o ao armário que não estava a mais que três passos de distância deles. – Fique parado aqui, querido, só um momento. – O posicionou próximo aos cabides e abriu mais um sorriso ao ouvir o barulho de um carro estacionar do lado de fora da casa, e recordar o que estava prestes a fazer. – Eu só vou pegar um coisa que esqueci, não demoro. – Mas… Sibéria não teve tempo de ouvir o que Erik tinha a dizer pois já estava correndo pelos corredores da casa em direção à sala de estar. “O quê” não era bem a questão à respeito do que Sibs estava indo buscar, mas sim “quem”. E se ela conseguisse mesmo fazer aquilo dar certo, era bem provável que algumas cabeças rolariam naquela noite. Talvez até mesmo a dela. – Não ria, não ria, não ria. – Sibs repetia para si mesma como um mantra ao ver a maçaneta da porta principal ser insistentemente girada até conseguir ser aberta. – LOGAN! – Céus, ela precisava se controlar. O detetive olhou ao redor, confuso. Não costumava ser recebido dessa forma ao chegar em casa. Tinha quase cem por cento de certeza que estava alucinando. – Está falando comigo? – Existe outro Logan nessa casa? – Sibéria rolou os olhos. Ela já sabia que ele seria mais difícil de dobrar. Strauss mantinha sempre um pé atrás com ela pois já sabia com que tipo de mulher ele convivia. – Não posso me entusiasmar em saber que não ficarei mais sozinha nessa casa? – Disse aproximando-se do homem e ofereceu ajuda para ele retirar o sobretudo. – Nem se entusiasmar, nem ser prestativa. – Logan franziu o cenho em sua direção e saiu em direção à cozinha. “Louca”, foi o que ele pensou. Num momento Sibéria era um doce, no outro era mais azeda que uma laranja verde. Era bipolaridade demais para um homem só lidar. – O que você está aprontando? – Perguntou ao vê-la se sentar num banco que ficava em frente a ele. Sibéria precisaria ser rápida, Erik não ficaria lá em cima eternamente. – Então, como foi? – Questionou casual, ignorando totalmente a pergunta de Logan. – Como foi o quê? – Strauss revidou, apoiando as mãos no balcão e a encarando cético. Ele queria saber onde Sibéria queria chegar com toda aquela falsa socialização. Algo ali estava muito errado. – Seja lá o que você estivesse fazendo. – Eu só fui dar uma volta. – Ele arqueou a sobrancelha e Sibéria murmurou um “hm”, ainda decidindo qual seria seu próximo passo. – O que você quer, afinal? – O que eu quero? Por que você acha que eu quero algo? – ela levantou do banco lentamente, se aproximando do detetive. Aquele era o caminho certo para convencê-lo, ela sabia. – Eu só estou puxando assunto. Anda sendo um tédio por aqui. – Você não faz o tipo que puxa assunto sem querer algo em troca. – Você é muito desconfiado, senhor Strauss. – Sibéria sibilou, rodeando o pescoço do homem com um braço enquanto brincava com a gola de sua camisa utilizando a mão do outro. – Aprimorei ainda mais essa habilidade depois de te conhecer. – Então você não vai poder dizer que eu nunca te ensinei nada… – Respondeu a moça, já beijando o pescoço do policial que mantinha o corpo parado. Sibéria correu os lábios com leveza pela pele de Logan, que não resistiu por muito tempo às carícias inesperadamente gostosas que a mocinha do Rye estava disposta a dar. Ele logo agarrou a cintura de Sibéria, o que fez a moça olhar para ele, e então a beijou. O beijo era nada calmo, num ritmo que expressava perfeitamente o fulgor entre os dois. Logan empurrou Sibéria até a pequena mesa, fazendo questão de roçar cada mínima parte de seus corpos antes de sutilmente erguê-la até que estivesse sentada sobre o móvel. Seus rostos, tão próximos um do outro, não deixavam de se tocar. Uma das mãos de Sibéria estava na nuca de Logan, e a outra em seu cabelo, puxando devagar o começo de seus fios. – Sibéria. – Logan sussurrou ao que quebrou o beijo, a respiração quente batendo contra os lábios tentadores dela. – Caralho. – Era única coisa que ele conseguiu acrescentar. Sibéria riu, sabendo que já estava a um passo do que queria. Do que esperava conseguir. Logan foi para frente, procurando os lábios da mulher novamente, mas não encontrou. Era hora de ser audaz. Se continuasse enrolando ali em baixo e desfrutando da agradável companhia de Strauss, acabaria distraída - e, pior, Erick acabaria cansando de esperar no armário vendado feito um pateta. – O quê? – Logan perguntou, confuso ao vê-la virando o rosto sempre que procurava por mais um beijo. – Sabe, senhor Strauss, eu estava pensando… – Sibéria o afastou para o lado, pulando da mesa e ajeitando suas roupas. – É sempre o mesmo sexo e… – Como assim o mesmo sexo? – Ele tinha o cenho franzido mais uma vez. Até que o detetive ficava bem com caretas ofendidas. Sibéria achou fofo, no mínimo. – Ei, não disse que é ruim – Ela se defendeu. – Muito pelo contrário. A verdade é que... eu queria fazer uma brincadeira. – Mordeu os lábios, lançando um olhar doce por baixo dos cílios. O detetive estreitou os olhos, sentando ele mesmo na mesa em que Sibéria se encontrava. Havia se encabulado com a ideia, ela notara, mas era de praxe que a moça esporadicamente aparecesse com ideias mirabolantes. – Você não prefere que eu simplesmente arranque todas as suas roupas e te foda encima dessa mesa aqui? – Strauss ofereceu, tocando com suavidade um dos braços de Sibéria. Uma suavidade completamente contrária às palavras ditas por sua boca, é claro. – Eu deveria ter atendido a porta já nua. – Sibéria ponderou, pensativa. - Seria mais fácil de barganhar com o senhor. – Talvez. – O sorriso que pintou os lábios de Strauss não tinha nada de inocência. – Nós podemos subir até o seu quarto? – Ela pediu. – Eu realmente gostaria de tentar algo novo. – Não. – Por que não? – A indignação assumiu o tom de Sibéria. Todo aquele comportamento acelerado era culpa do tempo. Ela tinha certeza que se demorasse mais dois segundos toda a brincadeira ia acabar com final trágico. – Será divertido. – Ela chegou mais perto de Strauss, tocando seus braços de leve. – Eu prometo. Logan hesitou. Mas, uma piscada depois, Sibéria começou a percorrer os lábios na curvatura de seu pescoço. E logo os dois estavam subindo as escadas com as bocas ocupadas demais para perguntas serem feitas. – Shh… – Sibéria sibilou, rouca, ao pé do ouvido do detetive. – Eu preciso que você faça um silêncio absoluto agora. – Pediu ao arrancar outra bandana de um de seus bolsos e ajustá-la sobre seus olhos, como fez com Christiansen. – Que tipo de brincadeira você está tramando, huh? – Logan soou baixo, divertido. Sibéria estava agindo de modo tão espontâneo que era impossível não se deixar levar pelas suas peripécias de momento. E, bem, ele nunca havia se decepcionado com o que a moça fazia entre quatro paredes. – Considere nosso segredinho. – Ela ditou, sorrindo contra a boca dele. – E cale a boca, por favor. A porta do quarto foi aberta e eles entraram em quietude. Logan apenas seguia os passos de Sibéria, divagando mentalmente sobre o que ela queria fazer. No meio tempo, a moça do Rye abriu espaço no closet para que os dois detetives ficassem um de frente para o outro, mas não notassem suas presenças. Ela segurava a risada enquanto dava a entender que eles poderiam avançar em sua direção. E foi aí que aconteceu. Sibéria havia se abaixado bem no momento que eles se aproximavam e os dois acabaram esbarrando as bocas um no outro. Erik foi o primeiro a se afastar, assustado por ter sentido uma barba áspera e desconhecida arranhar seu rosto. Já Logan foi o primeiro a arrancar a venda, sendo seguido pelo colega de trabalho. Os dois tinham faces furiosas estampadas nos rostos quando ouviram uma risada ao longe. Sibéria já havia corrido dali, sabendo que aquela brincadeirinha não ficaria em pune. – SIBÉRIA!
Equipe 6 - Mariana Valentina e Mariana Girius
A casa estava escura, em silêncio, a única luz presente era a que saia da geladeira. Era uma e pouca da manhã e, todos os dias, por volta daquele horário, ouvia os passos leves de Sibéria no corredor. Sempre buscando o mesmo destino: a minha geladeira.
Eu tentava evitar me levantar ou a seguir, mas a pequena possibilidade daquelas visitas de madrugada à cozinha terminarem em algumas marcas roxas no meu pescoço e o formato das minhas mãos nas coxas torneadas de minha garota de Rye era irrecusável. Esses pequenos pensamentos, pequenas considerações que me passavam desapercebidas em grande parte do tempo que me assustavam. Eu era totalmente dependente daquela mulher. Faria qualquer coisa em troca de um beijos seus.
Ou pelos menos acreditava que faria. Meu queixo caiu e meus braços, que seguravam seu traseiro firmemente enquanto eu tinha as suas pernas entrelaçadas em meu tronco nu, a soltaram bruscamente no chão enquanto ela sugeria um dos maiores absurdos que eu já tinha ouvido na vida. E bem, eu já havia escutado muitos. Principalmente vindos da mocinha em minha frente.
– Pensa, detetive – Sibéria tinha um sorriso zombateiro no rosto, como se estivesse se divertindo muito com a situação. E ela estava. –, eu não beijei aquela mulher na Dirty Robbers no seu aniversário? Qual era mesmo o nome dela mesmo? Marcia, Melissa… Mariah… – Inclinou a cabeça para trás, fingindo buscar no fundo de sua mente o nome da mulher, mesmo nós dois sabemos que ela se lembrava claramente. Seria impossível apagar aquela noite.
– Mandy. – Respondi. O que havia acontecido entre Mandy e ela era totalmente diferente do que ela tinha proposto.
– Mandy. – Ela repetiu lentamente, saboreando cada pequena sílaba do nome da mulher, com certeza se lembrando nos acontecimentos da noite na boate. – Beijei uma mulher na sua frente, senhor Strauss, me diga por que o senhor não deveria retribuir isso?
– Isso é totalmente diferente, Sibéria. – Retruquei e afastei uma de suas mãos que veio em direção ao meu rosto. Quando eu me imaginaria negando contato físico com aquela mulher? – Se não lembra, também beijei Mandy. Beijei você, foi algo nosso. Definitivamente é diferente.
– Vai me dizer que não ficou exitado enquanto me beijar? – Perguntou com seu sorriso de canto de boca, aquele para qual eu não conseguia negar nada, surgindo em seus lábios. Dessa vez não a afastei quando entrelaçou os braços em meu pescoço, aproximando nossos corpos, estava extasiado demais revivendo outras sensações para dar ouvidos a sensatez. – Vai dizer que não ficou exitado assistindo ela me tocar, detetive? Vai me dizer que não lhe deu prazer?
Sibéria colava cada vez mais nossos corpos, falando baixo em minha orelha. Suspirei fundo e engoli em seco, algo que não passou por ela sem ser notado. A garçonete de Rye riu e me esforcei para não me deixar levar por suas palavras e as sensações que elas me proporcionavam.
– E te dará prazer me ver beijando o Christiansen?
O sorriso que tomou conta do rosto de Sibéria me fez negar com a cabeça. A garota era louca, sempre fez de tudo que estava ao seu alcance par provar isso, mas aquilo era demais. Era doente. Propor que eu beijasse um cara? Dizer que isso lhe traria prazer? E beijar Christiansen? Poderia enumerar diversos modos mais agradáveis de divertir Sibéria Lindell.
– Qual é, Sibs? – Enlacei sua cintura a trazendo novamente para junto de mim. – Você só pode estar brincando. Já riu o suficiente da minha cara por hoje, não acha? Podemos partir para a parte que você acordar na minha cama.
Para a minha surpresa maior, Sibéria foi quem se afastou dessa vez, andando lentamente de costas levantando uma sobrancelha provocativa.
– Talvez eu pense em seu caso depois que você passar pela cama de Erik. – Disse simplesmente, como se dissesse “Não esquece de comprar meu pudim quando voltar.”
– Isso só pode ser brincadeira… – Repeti olhando para a garota já na escada com incredulidade. – O que você vai fazer? Greve de sexo? Só irá abrir as pernas quando eu enfiar a língua na boca daquele almofadinha?
– Olhe, só! O senhor finalmente entendeu algo que eu disse, senhor Strauss. Já estava começando a me preocupar com o seu raciocinio lento, tem certeza que é o número 1 a Scotland Yard? – Sorriu, se virou e desapareceu pelas escadas, me deixando sozinho com a minha geladeira lotada de pudim.
Depois do meu aniversário, a Durty Robbers se tornou o lugar preferido das poucas pessoas que restaram no Departamento para passar as noite de sexta. Era difícil se concentrar na música e nos balanços das mulheres na pista de dança com todo o trabalho que estavamos tendo. Havia um assassino louco a solta, não tinhamos a menor pista do seu próximo passo, e por isso, segundo Savannah e Charlie, precisavamos esvaziar a cabeça.
Me encostei no bar e tomei mais um gole da minha bebida, observando Sibéria de longe conversando com Christiansen. A garota ainda não tinha tirado da cabeça a ideia ridícula e estava a defendendo cada dia mais, me parando nos momentos de mais intensos entre uma provocação e outra, reafirmando que não me deixaria encostar um dedo em seu corpo enquanto não aceitasse o desafio. Toda aquela provocação e falta de foda estava me enlouquecendo. Ao menos era isso que eu dizia para mim mesmo, que eu estava louco, enquanto observada meu ex melhor amigo de longe.
Já era o quarto copo de whisky que descia na garganta e tudo que eu conseguia sentir era raiva. Maldita Sibéria. Aquela garota me paga. Beijar Christiansen? Sério? Por que eu tinha que ser cara bobo apaixonado que sempre fazia o que a madame pedia?
Toda aquela situação havia deixado as coisas mais desconfortáveis entre o policial e eu. Já não bastasse o nosso histórico, agora tinha que ouvir Sibéria e Charles com suas suposições que toda a inveja e intrigar que Christiansen tinha por mim eram na verdade tesão reprimido. Isso mesmo, Sibéria contou para Charles a sua ideia ridícula e meu colega, ao invés que me ajudar a mostrá-la como aquilo era loucura, ficou do lado dela. E, me deixando mais chocado ainda, admitiu na maior naturalidade sobre seu caso mal resolvido com Clinton. Sim, meu melhor amigo, companheiro das minhas noites de conquista, se atracava com o bom e velho Clinton nos banheiros da policia de Winchester quando pensavam que ninguém estava vendo. Será que, no final, quem estava levando tudo de forma errada era eu?
Pedi mais uma bebida ao barman e me direcionei à Sibéria. A mulher usava um vestido vinho com fenda lateral que roubava os olhares de todos os homens no estabelecimento. Parei ao ledo dos dois e pedi licença ao detetive. Uma sensação estranha, a mesma que senti nas outras vezes que nos encontramos após o pedido de Sibéria, correu pela minha espinh e não pude evitar olhar o rapaz de cima a baixo. Seria tão estranho assim beijar outro homem? Quer dizer, isso não me fazia mais ou menos hétero, a coleção de gemidos que arranquei da mulher ao meu lado nos últimos meses estava ali para provar. Contudo, Erik não era só um cara qualquer que Sibéria poderia escolher aleatoriamente, sem fundamento, Erik tinha sido meu melhor amigo, tinha me traído e acabado com minha primeira paixão. Conseguia o ouvir me zombando e espalhando pela cidade o sobre minha tentativa de o seduzir. Eu viraria cachota no departamento e logo essa história chegaria na Scotland Yard, afetando diretamente a minha carreira. O pedaço de paraíso que Sibéria tinha entre as pernas valia tudo aquilo? Haviam outros meios que fazê-la ceder aos meus encantos, já tinha feito isso antes, a verdade, o que mais me preocupava mesmo, era que eu não sabia mais se os meus olhos passeando pelo rosto e a barba por fazer do loiro era pelos motivos que eu tentava me convencer.
Sem conseguir mais lidar com meus próprios pensamentos e o sorriso contido de Sibéria que tinha os olhos passeando do policial para mim, segurei-a pelo braço e a puxei para longe de Erik.
– O que está esperando, detetive? – Perguntou com seu sorriso cheio de inteções.- Erik já está todo soltinho, parece até que sabe que vai ser beijado pelo número 1 da Scotland Yard.- Riu como satanás ria do pecador. – Siberia, não sei se já te disse, mas você é a pior pessoa que eu tive o prazer de conhecer. – Oh, jura? Pois saiba, meu querido Logan, que você é um amor – Apertou minhas bochechas com aquelas mãos que traziam sofrimento. – Agora vai. Erik está te esperando. – Virou-se pronta para sair. – E aproveite que o pessoal ainda está na mesa, tenho certeza que a Savannah vai adorar o beijo de vocês. – Soltou por último, antes de partir indo se sentar na mesa ao lado de Charlie. E que o santo das porpurinadas me ajude. Andei até Erik e vi que ele ria em pé com alguma piada. Respirei fundo e tentei me imaginar em qualquer outra situação senão aquela enquanto passava meus braços envolta de seu ombro largo. Ombro largo? O que eu estava falando? Caminhei com ele para um pouco mais longe das outras pessoas e ouvi seu riso gostoso. Oh, céus.
– Do que está rindo Christiansen? – Até que o perfume não era de má qualidade. – Por que está me abraçando?– e assim como eu, ele parecia bem desconfortável com a situação.
– Sabe, Erik, estava pensando o quanto nós temos sido imaturos durante todo esse tempo. Desde Clementine nós temos essa rivalidade e, como uma memória amizade que tivemos e dos bons momentos acho que deveríamos esquecer tudo aquilo que nos afetou e começar de novo. Mas que merda era aquela que eu estava falando? Eu nunca perdoaria com ele tinha feito comigo. Assim que o Sr. Moreau expulsou eu e meus pais de sua casa as coisas começaram a ficar apertadas. Tivemos que ir morar na casa dos meu avós e tive que ralar para passar na universidade. Erik não sabia o sinônimo da palavra irmandade. – Strauss, acredito que você já tenha esgotado sua cota de cachaça por hoje. – ele começou a ficar nervoso quando sentiu minhas mãos descendo por seus braços. Não conseguia ver Siberia, mas sabia que ela estaria com aquele sorriso diabólico nos lábios só esperando a cena acontecer.– E pare de me tocar desse jeito. E seria agora em 1,2,3 Segurei seu rosto em minhas mãos e o beijei. Beijei forte. De início sua boca travou, mas assim que sentiu minha língua em seus lábios ele os abriu dando passagem. Esse deveria ser o momento em que eu deveria estar sendo jogado no chão.
. – E então, senti suas mãos em minhas costas. Ok, Erik, chega. Não podia ver a reação do pessoal, mas com certeza todos deveriam estar chocados. Menos a Siberia. Ahh a Siberia deveria estar rindo como uma louca. Não fazia ideia de quanto tempo estava ali, mas independente disso já estava na hora de parar. Tirei minhas mãos da sua nuca e me afastei
Ele me olhava confuso. Todos me olhavam confusos. Que puta merda eu fui fazer. Antes que o interrogatório começasse saí da mesa e fui até o banheiro tirar aquele gosto terrível de macho da minha boca.
Erik Christiansen
Logan Strauss havia me beijado. Me beijado. Logan Strauss. O número 1 da Scotland Yard. O queridinho da Inglaterra. A paixão infantil de Clementine.
Logan Strauss, aquele que, segundo os maiores sites de fofoca inglesa, era dono dos melhores lábios e da língua mais eficiente. Eu precisava urgentemente entrar em contado com esses tabloides para confirmar os boatos.
Levei, involuntariamente, meus dados a minha boca dormente. Pude sentir o susto do Logan ao perceber que eu retribui o beijo, que o aprofundei. Não entendia como aquilo havia acontecido. Porque ele havia chegado daquela maneira, eu digo, pois minhas ações não eram nada mais do que reproduções dos meus sonhos mais secretos.
Quem eu estava tentando enganar todos os dias, indo trabalhar com aquele cara e me esforçando ao máximo para responder as suas alfinetadas ao invés de abaixar as suas calças no meio de uma investigação – eu iria para o inferno por isso, mas o detetive ficava absurdamente sexy analisando uma cena de crime. É lógico que Logan, assim como todos os nossos outros colegas de trabalho, já haviam notado a minha atração por ele. Eu não era o cara mais discreto.
Por anos acreditei que tudo o que senti por aquele cara, meu amigo de infância, o garoto que roubou a menina que eu gostava, que se sobressaia de mim em tudo que faziamos, era inveja. Um ciúme profissional. Demorei algum temo para perceber que o incomodo que eu sentia pela sua relação com Clementine não era ciúmes da menina que eu acreditava ser apaixonado. Não, eu era apaixonado por ele. Pelo dono daqueles olhos hipnotizantes. Foi Clementine, em seu leito de morte, que ajudou a perceber aquilo. A assumir meus sentimentos. Naquele ponto Logan já estava longe estudando e, quando voltou, não tive coragem que o contar nada. Como teria? Strauss comia uma média de dez mulheres por semana.
Perdido nesses pensamentos, observei o homem que tinha acabado de me beijar se afastar, se encaminhando para aporta da boate em passos atordoados. Recobrei meus sentidos, abalados pelos beijos do detetive, e o segui. Oras, havia um assassino paranormal a solta, eu poderia morrer em qualquer instante. Não teria melhor momento para colocar para fora aquilo me sufocava há anos.
Esbarrei e não me dei trabalho de me desculpar em quatro pessoas na pista de dança lotada. Respondi de qualquer jeito para um dos meus subordinados que já voltada. Mas que porra, onde o detetive havia se enfiado? Sai pela porta principal e senti aquele costumeiro palpitar do meu coração ao avistar o que eu procurava próximo ao seu carro. Era agora.
– Eu sei o que você vai dizer, não precisa nem…
– Não, você não sabe. – O cortei me aproximando. Como ele conseguia permanecer tão calmo, eu sentia cada célula do meu ser entrar em combustão.
Respirei fundo e passei os olhos por sua expressão, procurando algo que me desse um empurrão. Logan estava ali, com suas sobrancelhas grossas e os lábios carnudos – lábios que estiveram no meu há poucos minutos. Havia uma ruga entre suas sobrancelhas, aquela fofa que sempre aparecia quando ele ficava curioso. Curioso. Era isso que eu precisava.
– Fui eu quem entregou vocês. – Falei. Eu sabia que ele tinha entendido, mas mesmo assim prossegui.– Para o pai de Clementine. Eu dizia que era apaixonado por ela, eu acreditava que era. Te ver com a garota que eu amava era… me provocava sentimentos horríveis, sentimentos que me assustavam. – Prossegui sem coragem de levantar meu olhar para o homem em minha frente, porém sabia que seus olhos estavam em mim, atentos. – O que mais me assustava era a verdade. Eu sempre soube, mesmo que tentasse me convencer do contrário. Nunca senti nada pela Clementine, Logan. – Falei alguns tons mais baixo finalmente tomando coragem para o encarar. Logan não tinha expressão nenhuma no rosto, mas seus olhos estavam carregados. Seus olhos olhos estavam fundos e me traziam mais emoções do que o meu corpo era capaz de aguentar. Nem treinos diários com os melhores treinadores da polícia poderiam me preparar para aguentar seu olhar enquanto me declarava. Era você, Strauss. Sempre foi você. Eu não tentava ao máximo ganhar de você em todos os desafios da vida por querer me sentir superior. Eu queria que você me notasse. Me percebesse como eu era bom. Como eu era o suficiente. Que você não precisava de Clementine, Savannah, Missandei, Sibéria ou qualquer outra. Eu poderia te satisfazer. Eu poderia amar por nós dois. Te daria amor, paixão, sentimentos que eu sei que você procura e não encontra. Eu te daria tudo, detetive.
Terminei de falar, talvez por medo de sua reação, por falta de coragem para enfrentar suas próximas palavras ou seu silêncio, acabei com o pouco que nos separava em dois passos e tomei seu rosto em minhas mãos.
– Eu te daria tudo. Tudo que você pedisse. Porque eu já me dei para você no momento em que te conheci. Como nunca percebeu isso? – E uni nossos lábios em um último suplico. Ah, esses lábios.
Equipe 26 - Júh Barros e Amanda
[CENA LOGAN E ERIK]:
A música estava alta, o barulho era insuportável, todo aquele cheiro de bebida e sexo impregnado por todos os lugares. Esse era o tópico forte das festas de adolescentes: A música alta, a bebida e o sexo. Era ótimo quando a semana de aulas acabava e eles podiam relaxar de toda a pressão dos estudos e toda a preocupação de acordar no horário e dormir cedo.
E era exatamente nesse lugar que se encontravam Logan Strauss e seu melhor amigo Erik Christiansen. Eram inseparáveis na hora de fazer burradas e loucuras, até a hora de acobertar um ao outro em seus casos amorosos. E lá estavam os dois, sentados em um mini bar na casa de um de seus amigos, cada um com uma garrafa de Jose Cuervo nas mãos, exalando o cheiro da tequila de todos os lugares e em seu terceiro estagio de embriaguez.
Os dois tinham uma vida toda de pegação e loucuras, mas adoravam testar seus limites a cada momento e amavam provar o quanto poderiam se superar, mas a competição nunca foi grande entre eles. E em todas as suas festas eles se preocupavam e beber um pouco e conquistar as garotas, mas nessa festa eles resolveram testar seus limites na bebida. E eles resolveram tudo em 5 estágios:
[1º Estágio (Sensações)]:
Apenas alguns shots de bebidas e o corpo começou a dar indícios do efeito prematuro, a pele ficava ficava mais quente, o cérebro se sentia mais animado e mais corajoso, todo o medo e preocupação eram substituídos por excitação e ideias mirabolantes.
- Quantas você pega hoje? - Erik perguntou tomando seus shots e observando a festa com um olhar predador e astuto.
- Só bebida, sem tempo para mulheres, são estranhas e complicadas, elas nunca sabem o que querem e quando nos tomamos as decisões elas passam na nossa cara que não houve conversa alguma ou que estávamos sendo egoístas. - Logan rolou os olhos e tomou ferozmente seus shots, focado em seu trabalho do momento.
- Problemas no paraíso? - Christiansen soltou uma risada e se serviu de mais bebida.
- Deixou de ser paraíso tem um tempo. - o rapaz soltou um copo na mesa com força e respirou fundo olhando ao amigo. - Vamos beber muito e eu estava pensando que talvez nós poderíamos tentar descobrir até onde nosso nível de bebida alcança.
- Com certeza até o coma alcoólico vai. - o loiro soltou uma risada e virou a bebida nos lábios, achando a ideia estupida.
- Vai perder um desafio porque está com medo de entrar em coma? - Logan sorriu travesso para o rapaz sabendo que acertou a fera.
- Você só está suicida por causa da Clem, mas eu não. - Erik revirou os olhos e olhou para festa novamente ignorando o amigo.
- Eu estou fazendo um desafio, resta saber se você será homem suficiente para aceitar. - Ponto fraco, é uma coisa surpreendente mortal.
- Desafio aceito, idiota.
[2º Estágio (Passar vergonha)]:
Todos estavam em uma pequena roda, cheios de bebida no sangue e rindo da atração da maior atração da festa…
- A gente também sabe dançar essas músicas do David Guetta, a gente sabe rebolar e tudo mais. - Erik falava para a pequena plateia e rebolava desajeitado, arrancando várias risadas.
- O Erik sabe dançar até música do Justin Bieber, eu só danço Taylor Swift. - Logan pulava com a garrafa de bebida na mão e balançava os quadris numa tentativa falha de rebolar.
- Logan a gente pode fazer a dança dos macacos daquela vez que nós fomos ao zoológico. - o amigo tinha os olhos brilhantes como se tivesse tido uma grande ideia.
- Claro,eu ainda lembro dela. - então os os garotos começaram a pular, se coçar e rebolar, rodando juntos e rindo, bebendo mais de sua bebida.
Eles ainda viriam muito daquela dança, porque as pessoas que ainda não estavam afetadas pelo álcool, estavam com o celular mirado direto para a cena dos dois. Até hoje ninguém encontrou algo mais engraçado que aquelas danças, talvez futuramente...
[3º Estágio (Sensibilidade)]:
- Ela só me cobrar as coisas, só sabe me fazer me sentir sem palavra perto dela, ela manda em mim e eu obedeço, chega a ser doentio, cara. - Logan estava sentando no chão de frente para Erik.
- Não é doença, é amor. - Erik bebia goles e mais goles de sua garrafa, sua fala já estava embolada, como a de Logan.
- Ela não me escuto, e quando alguma coisa saí errado ela só bota a culpa em mim, como se EU tivesse dado a ideia. - ele balançava a cabeça desconsolado.
- E porque você não larga ela? - Erik olhava o liquido da garrafa com bastante interesse, estudando algo que não era compreensível.
- Porque eu amo ela. - Strauss olhou para seu celular onde tinha foto dele e de Clem e sorriu.
- Eu também. - o amigo deu de ombros e começou a rodar a garrafa o chão.
- Como? - o pouco de consciência de Logan captou aquela frase acionou o alerta vermelho.
- Eu amo a Clem. - Erik derrubou o liquido da garrafa no chão e entrou em desespero, abraçando a garrafa.
- Então nós dois amamos a mesma mulher? - Logan perguntou confuso e bêbado, péssima combinação.
- Aham, eu amo mais. - o rapaz sorriu para o amigo e bebeu da sua garrafa.
- Então você precisa ver como ela manda nos homens. Você tem que dar muito prazer a ela também, porque a garota é insaciável. Se não conseguir, me chama. - E a consciência se foi.
- Você é o melhor amigo do mundo. - Erik se jogou desajeitado para o lado de Logan e o abraçou.
- Você que é. - E assim eles ficaram, se abraçando e falando sua lamúrias.
[4º Estágio (Verdade nua e crua)]:
Os dois amigos estavam jogados no sofá, observando a festa com suas garrafas de bebidas na mão, quando uma silhueta e coxas aparecem em seu campo de visão.
- Logan, eu ainda nem te vi hoje direito sem aquela sua namora chata. - Hayley, uma garota de sua escola, chegou se ajeitando no sofá ao lado de Logan.
- Porque eu não queria te ver. - o rapaz respondeu olhando par frente, como se estivesse em modo automático, ou fosse um robô.
- Como assim? - ela soltou um gritinho fino e magoado.
- Como você mesma disse, eu tenho uma namorada chata e tenho que me preocupar com ela, não quero ficar tendo casos com você que fica com todos. - Strauss ainda olhava diretamente para frente.
- Você está me machucando. - ela se levantou e ficou na frente dele.
- Eu estou falando a verdade. - o rapaz continuou olhando para frente, mas sua visão não estava focada o suficiente para enxergar a garota.
- Erik, querido, vamos sair daqui? - ela se virou para o loiro com a voz doce.
- Eu não vou te comer e não vou sair daqui, acho que o Mark pode te comer outra vez… Tenta lá. - o rapaz ainda conseguia estar pior que o amigo.
- O que diabos deu em vocês? - ela soltou um grito e começou a bater o pé indignada.
- 4º Estágio. - eles responderam juntos e a garota saiu bufando, com a raiva correndo por suas veias.
[5º Estágio (Experiências)]:
Os garotos estavam jogados no jardim da festa, com garrafas vazias ao seu redor e o resto de uma no meio dos dois.
- Eu queria poder levantar. - Erik falou baixo, segurando a cabeças nas mãos.
- Eu queria poder fazer qualquer coisa, se não fosse ficar aqui sentado. - Logan pegou a garrafa do seu lado e notou que estava vazia e jogou na grama a sua frente.
- Eu amo você. - o loiro falou olhando para o amigo.
- Eu também te amo. - Strauss sorriu para ele.
- Mas eu nunca te beijei para saber se te amo. - Erik ficou sério na mesma hora.
- Verdade. - Logan olhou para cima como se estivesse pensando, fez até uma cara de que estava fazendo força. - Nós temos que tentar, eu já tentei com a Clem.
- Então temos que tentar. - Erik se aproximou do amigo.
E então em questão de segundos os lábios dos dois se tocaram, e no próximo segundo suas linguás já dançavam em sincronia, mas alguma coisa estava fora do normal ali. Mas nenhum dos dois ousaram se separar, para não causar um desconforto. Apenas se separam quando precisavam recuperar o folego.
- Isso foi estranho. - Logan disse olhando para o cima novamente.
- Muito estranho. - as sobrancelhas de Erik estavam franzidas em confusão.
- Mas eu ainda te amo. - Strauss sorriu para o amigo.
- Eu também te amo. - O loiro sorriu para ele e eles deram um abraço.
Eles dormiram na festa aquela noite e no outro dia não lembravam de absolutamente nada, mas talvez fosse o melhor a fazer.
Equipe 3 - Bela Ávila e Lara Vitória
Deveria ser a sexta cerveja ou talvez fosse a sétima que Logan se deliciava. O pub afastado da cidade estava quase deserto com exceção de uns cinco caras que jogavam sinuca e seus colegas de equipe Charlie e Erik. O único motivo por ter deixado que o arrastassem até ali era sempre o mesmo: Siberia. A amarga recusa ainda o deixava completamente insano e com vontade de abaixar a cabeça na mesa de sinuca e deixar que os homens mal encarados batessem nela com o taco. Riu com seus pensamentos, já se sentindo muito mais leve. Ao seu lado Charlie discutia tipos de mulheres com Erik, a única companhia que aceitou ir até ali para impedir Strauss de manchar sua reputação na Scotland Yard, embora isso não fizesse o menor sentido para Logan que sempre imaginou que o colega quisesse seu cargo e seu prestígio. Talvez as coisas pudessem mudar. – Estou te dizendo, Erik. Uma loia é muito melhor que uma morena. – Charlie afirmou, já um pouco "alto". – Concordo que uma loira é boa demais. Mas não resisto a uma morena, elas são as melhores. – Erik levantou o rosto com dificuldade também pelas inúmeras bebidas e apontou para uma morena que estava sentada no colo de um dos caras que jogava sinuca. – Olha aquele corpo, aquele rosto. Essa daí da de 10 a 0 em qualquer loira. "Pegaria" sem pensar duas vezes! – Finalizou sem se importar em baixar a voz, sendo infelizmente, ouvido por metade dos homens junto ao outro canto do bar. O homem que estava junto com a morena e se preparava para dar sua melhor sacada levantou o taco e virou a cabeça em sua direção com uma expressão furiosa. – Como é que é? – Como se fosse uma espécie de "Flash", na visão de Logan, o grandalhão chegou perto de Erik e o pegou pelo colarinho sem pensar duas vezes o levantando quase um palmo do chão. – Repete isso na minha cara se você tem coragem, desgraçado. Ta achando que só porque é novo na área pode chegar dando em cima da mulher dos outros? Charlie fitava a cena imóvel e de queixo caído. Erik por sua vez o observava amedrontado, pois havia deixado sua arma, distintivo e qualquer outro documento que pudesse ser útil naquele momento em casa. O grande homem valia quase dois dele e poderia arrebentá-lo com facilidade. E como se lendo seus pensamentos, ele o jogou do outro lado das mesas, partindo pra cima em seguida. Logan se levantou atordoado e procurou a arma em sua cintura, mas parou ao ver que outros três homens sacaram enormes armas e se dirigiram à ele e ao Charlie que ainda estava inanimado observando a luta. Erik tentava proteger seu rosto, mas sentia socos repetidos em sua face esquerda embaixo do grandalhão que parecia furioso. Logan novamente procurou sua arma e não encontrou onde sempre estava e quase se xingou ao lembrar que havia deixado dentro do quarto em sua casa, com medo que disparasse contra sua própria cabeça. Sem alternativa e completamente bêbado, estendeu as mãos como se rendendo e chamou a atenção dos homens armados à sua frente. – Vamos com calma, por favor. Estamos bêbados e desarmados, ele não fez por mal. – Talvez se estivesse sóbrio, Strauss veria como isso era ridículo, mas não estava. – Por favor, irmão, só estávamos bebendo aqui. Ele é gente boa. O homem que agredia Erik, parou de súbito e sorriu para Logan, se levantando e vindo em sua direção. – Gente boa? Você é a namorada dele por acaso? Que lindo. Por que não se beijam? E sem esperar resposta ergueu Erik com violência e o empurrou em direção ao Logan que sem perceber, estava sendo segurado por um dos outros capangas e o apertou em direção ao seu colega. Os dois bateram a testa um no outro e sem nem conseguirem se desviar, colaram os lábios um no outro com força e Logan teve esperança que aqueilo fosse só um sonho.
Equipe 1 - Dayse Paula e Laura Beatriz
— Filho, tome cuidado! Não aceite nada de estranhos, preste atenção ao atravessar a rua e volte para casa no horário combinado. — falou a minha mãe, me fazendo revirar os olhos.
— Oh, mãe, estou fazendo 16 anos. Eu sei me cuidar.
— Erik, você pode ter 50 anos, mas você ainda vai ser meu bebê. Nem estou acreditando que hoje você está fazendo dezesseis aninhos. Parece que foi ontem que… — Minha mãe até ia tentar contar a mesma história do dia que nasci, mas, graças a Deus, a campainha tocou e porta frente foi aberta.
— Boa noite, srª Christiansen. — Logan e Clementine falaram após cruzarem a porta. A intimidade era tanta que nem esperavam mais a campainha ser atendida.
— Oi, Logan e Tina. —Minha mãe cumprimentou-os. — Por favor, tomem conta do meu bebê. — Um sorriso de deboche surgiu na cara dos meus dois amigos. O Logan abriu a boca para fazer alguma piada as minhas custas, porém eu me pronunciei primeiro.
— Tá bom! Vamos logo, se não iremos nos atrasar. Tchau, mãe! — Dei um beijo na bochecha da minha progenitora e saí junto com meus amigos.
Ao chegarmos do lado de fora foi impossível impedir o Logan de começar com suas piadas idiotas
— Own, o bebê da minha mãe não sabe se cuidar sozinho. — Aproximou-se para apertar uma das minhas bochechas, porém eu dei um tapa na sua mão.
— Para de ser ridículo, nem no dia do meu aniversário você dá um pouco de paz. — Reclamei.
— É, Logan! Hoje é o aniversário do Erik, dá um trégua. — Falou a única do moça do grupo me defendendo.
Logan levantou os braços como um sinal de rendição.
— Obrigado, loirinha. — Falei passando um dos braços ao redor dos ombros dela. — E como hoje é meu aniversário, eu quero saber de uma coisa: cadê meus presentes? — perguntei.
— Seu presente é me ter ainda como amigo. — Disse o Logan. — Brincadeirinha! Amanhã eu te entrego porque esqueci de trazer.
— E o seu, Tina? — Interroguei.
— É claro que tenho um presente para você. Acredito que vai o melhor presente que você já ganhou durante toda a sua vida. — Enunciou de um modo muito convencido — . Porém, só irei entregar quando for a hora de voltar. —
Depois do que a Clementine falou, eu não conseguiria ficar totalmente focado na comemoração com meus amigos. Acho que nunca quis tanto que dê-se a hora do meu toque de recolher.
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Sair com meus amigos foi ótimo, mas eu só queria que o tempo passasse rápido. Mas, parece que quanto mais rápido que eu pedisse que fosse, mas lento passava. Primeiro passamos em numa lanchonete para encontrar com o resto do meus amigos. Depois fomos para um praça isolada e ficamos fazendo muita bagunça e barulho como qualquer outro típico adolescente faria.
Tentei prestar atenção nas conversas, afinal eu era o foco ali. Era obrigado a interagir com as pessoas, contudo meus pensamentos eram traiçoeiros e me fazia imaginar os mais diversos presentes que a Tina podia me dar. De vez em quando eu me pegava encarando-a. Ela era tão linda. Adorava o jeito que ela sorria, como ela tirava os fios loiros de seu rosto e como mordia os lábios. Me peguei imaginando se um dia seria eu o motivo do seu sorriso. Se um dia eu queria tiraria os fios de cabelo do seu rosto e tocaria sua pele macia. Se um dia eu poderia morder os seus lábios.
Meus devaneios me fizeram perder total noção do tempo. Só fui desperto quando a Tina surgiu na minha frente balançando a mão na minha frente com um sorriso no lábios e me falando que era a hora de irmos. Ao ouvir suas palavras meu coração acelerou, senti o sangue correr mais rápido nas minhas veias e meu estômago embrulhar. Oh, Erik Christiansen, isso não era de ficar com dor de barriga.
Eu, Logan e Clementine tomamos o rumo da minha casa. Quer dizer, eu achava que estávamos indo para minha casa, até a Tina dobrou numa esquina totalmente contrária ao destino.
— Espera, não vamos para casa do Erik? — Ok, o Logan também não sabia para onde estávamos indo. Oh, Céus, estávamos entregues a vontade da Clementine.
— Não! Eu tenho que entregar o presente do Erik. E ele está no celeiro da minha casa. — Respondeu sorrindo. Um sorriso enigmático.Um sorriso de tremer as pernas de qualquer pessoa. Um sorriso me fez meu estômago embrulhar mais ainda.
O que essa garota está aprontando?
— Então, vamos logo! Porque todos nós temos horário para chegar em casa. — Resmungou o Strauss.
Meu cérebro não conseguia processar mais nada. Parece que meus pés chumbados no chão. Eles voltaram a andar, mas eu não conseguia sair do lugar. A Tina percebeu que fiquei trás e voltou para me puxar pela mão.
— Oh, Erik, ande!
— Hmmmm, acho que o bebê Christiansen está nervoso. — Mais uma vez, sou protagonista das piadas do Logan.
Outra vez, minha mente foi sugado pelos meus devaneios e só voltei a realidade quando entramos no celeiro. Finalmente, era o fim de todo o suspense e início da minha morte.
— Então, Tina, entrega logo o presente dele. Olha, o coitado já está todo vermelho.
— Bem, não foi fácil decidir o que te dar. Então, ultimamente, eu vejo como você nos olha, eu e o Logan, se beijando. E acredito que você nunca tenha dado um beijo igual, então meu presente para você, será um beijo... porém, com uma condição. — Se antes eu achava que meu cérebro tinha parado de processar informações, agora eu tinha certeza.
— Hã? Que? Qual condição? — Perguntei.
— Você tem beijar o Logan. — Ela falou com uma calma invejável.
— O que? — Gritamos eu e o Logan juntos. Era inquestionável Clementine Moreau tinha enlouquecido.
— Você pirou de vez. Olha, Clementine, eu e o Logan caímos muito nas suas brincadeiras, mas, dessa vez, não vai rolar.
— Então, você não quer me beijar?
— Eu não falei isso. — respondi, rapidamente.
— Ora, então beija o Logan. — Como se isso fosse muito simples? Qual era o problema daquela garota? — Logan, você aceita beijar o Erik? — Meu coração acelerou mais ainda. Meus olhos quando saíram das órbitas. O Logan iria aceitar? — Deixando claro que tem um beijo sincero e tem durar, no mínimo, sete segundos.
— Tina, você está falando sério? — indagou o Logan com um tom muito sério.
— É, claro que estou. Por que iria brincar com uma coisa? Logan aceita. O Erik já sei pelo olhar dele que já concordou. — Pelo meu olhar? Oi? O que está acontecendo aqui? Clementinha juntou as mãos e fez aquele olhar irrestível. Ela sabia que sempre conseguia com nós dois quando nos olhava assim.
— Ok, eu aceito. — respondeu num tom de voz cansado. Deus, eu e o Logan íamos no beijar!
Tina se sentou em dos fardos da palha pronta para apreciar o show de camarote.
— Podem começar! — Disse animada e batendo palmas.
— Olha, deixando claro que isso não pode sair daqui. — falei e o Logan concordou.
Clementine balançou as mãos num sinal de desdém e mandou a gente se apressar. Logan se virou para mim com os olhos mirando o chão. Apesar de ser um ano mais novo, o Strauus tinha a mesma altura que eu. Dei um passo e, dessa forma, quase colando nossos corpos. Strauss encaixou seus olhos nos meus, finalmente. Eu não sabia o que era isso que estava sentido, só sabia que essas sensações me davam medo. Quando senti sua mão na minha cintura parece que chão desapareceu. Eu não aguentava mais aquela tensão que pairava entre nós, então coloquei as minhas mãos na sua nuca. E me preparei para o meu primeiro beijo.
A sensação dos nossos lábios era surreal. Eu não sabia o que fazer, o nervosismo chegou com força. O Logan percebeu claramente meu nervosismo e tomou o controle do beijo. Lentamente, os lábios começaram a se mover. Eu estaria mentindo se dissesse que não estava gostando. Oh, isso era muito bom, porém, será que era certo? Espantei esses pensamentos e voltei a concentrar no beijo. Puxei mais o seu rosto e deslizei minha mão para o seu cabelo. E foi quando senti a língua sorrateira do Logan entrando da minha boca. Eu achava que não podia ficar melhor, mas o Strauss destruiu minhas expectativas. Os movimentos da sua língua na minha boca eram tão bons. Sua língua era levemente áspera, mas ainda gostosa. Eu só sabia que não queria parar.
Quando as coisas iam evoluir para outro patamar, ouvimos a porta do celeiro abrir e, rapidamente, eu e o Logan nos afastamos. Nada mais, nada menos que o Pastor Moreau entrou no celeiro. Ah, Cristo, eu vou pro inferno.
— O que vocês três estão fazendo aqui? — perguntou o pai da Tina.
— Ah, papai, estávamos comemorando o aniversário do Erik. Eu te falei. — disse a Tina, assumindo uma postura totalmente oposta à anterior. Quem imaginaria que minutos antes ela estaria tentando convencer dois rapazes a se beijar.
— Ah, é mesmo. Mas, já está tarde. Hora de todo mundo ir para casa.
O que? Pera, e meu beijo com a Clementine?! Não me diga que fiz tudo isso em vão. O meu mundo nesse momento caiu.
O Pastor Moreau mandou a Tina se despedir de nós. Ela veio toda sorridente nos abraçar e dei um beijo na bochecha de cada um. Fiquei com medo de ficar só com o Logan, porém, assim que Tina saiu, ele correu para fora do celeiro. E fiquei lá parado sem reação. Que presente, hein, Erik?!
Saí frustado do celeiro e me comecei a me encaminhar para casa. Meus pensamentos e sentimentos estavam totalmente confusos. Meu primeiro beijo tinha sido com Logan Strauss, meu melhor amigo. Meu primeiro beijo tinha sido com um homem. Eu beijei um homem. Que bela lembrança eu teria. Minhas mãos estavam levemente tremulas. Não estava sabendo lidar com toda aquelas sensações. Passei por tudo isso para no fim para não beijar a Clementina. Bendito seja o pai dela. Que raiva!
Quer dizer, eu estava com raiva por não ter beijado a Tina ou por gostado do Logan? O que está acontecendo comigo? Eu não posso ter gostado. Erik, você gosta de mulher. Sabe, Erik, você está precisando de uma noite de sono.
Equipe 2 - Shenila Ginabay e Leticia Diniz
— Tá tá, agora é a sua vez — Lindell falava já com o tom da voz alterado por conta do álcool.Erik, Logan, Siberia e Charlie estavam todos na sala de estar da casa de Logan, todos largados no chão rindo e contando segredos vergonhosos entre eles.Parecia estranho mas Erik se sentia em casa junto com os colegas de trabalho. — Ok, teve uma vez que eu e o Logan — antes de continuar o loiro já caiu em gargalhadas. — eu e o nosso querido lindo, gostoso detetive, nos beijamos.A sala ficou em silêncio, não por muito tempo, uma risada exagerada começou a soar pelo ar.Strauss estava olhando raivoso para o loiro que só agora teve noção do que acabou de falar. Charlie se encontrava segurando a barriga de tanto rir, já a pequena Lindell estava de boca aberta e olhos arregalados, mas logo a risada a tomou.— Meu deus me conta isso direito — Charlie disse, mas logo foi repreendido com um soco no braço .— Vai se foder Erik, filho da puta, juramos não contar isso a ninguém, mesmo perante a tortura.— Desculpa cara, o segredo dela também foi ótimo, eu precisava ganhar o ranking de vergonha. — Por favor Lucy, fica comigo.— Você sabe que eu sou mais gostoso.E lá estava os amigos de infância discutindo entre si pra ver quem ficaria com a garotinha morena.— Eu fico com os dois. — o sorriso entre os garotos foi cúmplice — mas, vocês terão que se beijar antes.Os dois começaram a discutir, se negando a fazer tal ato.— Poxa, seria tão mais excitante se vocês fizessem isso, eu com certeza iria me excitar muito com isso. — a menina tinha um sorriso malicioso na boca.Porra, ela é muito gostosa.Então os dois se olharam e concordaram com a cabeça.Os dois se olhavam com certo nojo, mas a menina, poxa, ela tinha tanto desejo nos olhos. A cena foi única, os dois adolescentes se beijando, foi algo que não durou muito, porém épico. — Pronto, agora você nos beija — o moreno falava passando a mão nos lábios.Então viram um sorriso aparecer nos lábios da morena é um riso começar.— Garotos hahahaha, todo esse sacrifício por uma vagina, mas amores, adivinhem, da fruta que vocês gostam eu como até o caroço.Lucy saiu dando as costas para os dois que ficaram sem reação.
Equipe 17 - Giulietta Lins e Isys Torres
Boate, aniversário de 27 anos do Logan Strauss* Erik's POV Elena era o nome daquela maravilha criada pelos Deuses, eu estava praticamente a noite toda atrás daquela garota, feito um cachorrinho procurando uma cadela no cio. Ela tinha que valer a pena, mas algo me dizia que ela valia, algo que estava quase a mostra pelo decote em V enorme no seu vestido verde escuro. Os cabelos escuros e muito curtos estavam penteados para trás. Ela riu sapeca quando eu a apertei entre meus braços e tentei encostar meus lábios nos seus, mas não deu certo, mais uma vez. Bufei frustado quando ela se desvencilhou de mim e saiu andando para o meio da multidão, de novo. A ereção no meio das minhas pernas já era visível e a faltava muito pouco para eu me irritar. Peguei mais um copo de wisky sem me importar com o fato de que eu já começava a enxergar tudo embaçado a minha frente, eu precisava de sexo e agora era questão de honra conseguir isso com aquela mulher. No fim da noite ela estaria na minha cama, sorri sacana observando a mulher se mover sensualmente na pista de dança, ah se iria! *Em outro lugar da boate* Logan e Siberia dançavam no ritmo da música. Riam das palhaçadas um do outro, já que estavam um pouco afetados pela bebida, mas àquela altura nem se importavam se alguém tivesse observando, trocavam carinhos e arriscavam beijos desesperados de vez em quando, alguém que visse de fora provavelmente acharia que estavam tentando se engolir ou que eram loucos, mas eles não se importavam, não naquele momento. Dançaram uma música lenta e Sibs mantinha a cabeça encostada no ombro de Logan, rindo das coisas obscenas que ele falava em seu ouvido vez ou outra e já sentia sua intimidade úmida só de pensar nas propostas que ele fazia à pé de ouvido. Quando a música acabou, Siberia se afastou de Logan sem muita vontade e o encarou risonha. - Preciso ir ao banheiro. - Não vá! - Falou manhoso, a girando na pista de dança, fazendo a mesma cair na gargalhada de novo. - Eu preciso mijar. - Falou e foi a vez do detetive rir das palavras da garota, depositou um beijo na testa da mesma e a soltou. Mas segurou a mão da mesma antes que ela fosse. - Precisa de ajuda? - Sorriu malicioso. - Apesar de ser tentador, acho melhor não. Sabe como é, não queremos ser expulsos da boate. - Riu quando o detetive arqueou a sobrancelha como quem dizia "Não?", e se afastou balançando a cabeça seguindo em direção ao banheiro, o detetive pegou uma bebida qualquer que estava sendo servida em uma bandeja e dirigiu-se até uma cadeira vazia do bar, sacou o celular e começou a observar as mensagens de alguns casos passados lhe desejando feliz aniversário. Erik's POV Lá estava ela, vislumbrei a garota caminhando em direção ao bar e se sentar, observei-a de longe por uns instantes, como um felino que observa a presa, pronto para atacar. Meus olhos brilhavam em excitação e meus dedos formigavam de vontade de apalpar cada mínima parte daquele corpo que parecia ter sido esculpido por uma criatura divina. Meus olhos se embaçaram por um momento e eu os fechei por alguns segundos, abri-os com um brilho renovado e segui em direção ao bar, em direção a uma pessoa em específico, ela estava de costas, perfeito! Eu a pegaria de surpresa, dessa vez não tinha escapatória! *No bar da boate* Logan sentiu duas mãos quentes tamparem seus olhos e sorriu com o ato, sem que tivesse tempo de dizer algo sentiu a cadeira ser virada e lábios carnudos tocarem os seus com um desespero quase palpável, a língua de Siberia passou por seus lábios pedindo espaço que foi concedido imediatamente, sentiu o gosto de bebida na língua atrevida da mulher que explorava cada canto da boca do detetive, era um beijo selvagem, e Logan sentia sua calça ficar apertada, precisavam chegar logo em casa. A língua da mulher travava uma batalha deliciosa com a sua e as mãos da mesma desceram para os glúteos de Logan o surpreendendo com o ato dando um sorriso sacana, não sabia dessa tara da mulher por seus glúteos, o detetive então envolveu a mulher com os dois braços e sentiu o corpo da mesma estremecer com seu toque, o corpo musculoso demais para ser da Sibs, mas pensou que fosse só fruto de sua imaginação, já que estava bêbado demais, foi nesse momento que Logan sentiu uma das mãos da garota direcionando a sua para o meio de suas pernas e sentiu algo que definitivamente não pertencia ao corpo da mulher que conhecia tão bem, não pertencia ao corpo de mulher alguma, na verdade. Abriu os olhos sentindo o estômago dar várias voltas, juntou as duas mãos no peitoral de Erik o empurrando para longe, fazendo o homem quase cair no chão e olhar para o outro com o olhar espantado. PUTA. QUE. PARIU. POR QUE DIABOS O IMBECIL DO CHRISTIANSEN ESTAVA COM A PORRA DA BOCA GRUDADA NA DELE? Sentiu um gosto ruim invadir a sua boca e correu para o canto mais próximo colocando a bebida para fora, ah aquele otário pagaria, ele havia até mesmo ficado excitado! O que ele tinha na cabeça? Limpou a boca com as mãos e se direcionou ao homem que estava perto de Siberia, que só agora Logan notou que estava ali, que gargalhava como se tivesse presenciado uma cena incrível de comédia. Segurou o outro pelo colarinho, estava vermelho de raiva. - Me dê um bom motivo para não arrebentar a sua cara agora? - Logan! Deixe ele, eu não o culpo por querer te experimentar... - Siberia comentou com um sorriso malicioso nos lábios, colocando uma das mãos no meu braço. - Eu achei bem excitante, vocês dois se atracando. - Deu de ombros. Afrouxou o aperto no colarinho de Erik que já estava ficando vermelho sem conseguir respirar, mas não podia deixar aquilo assim, havia ferido seu orgulho, em um momento curto de sobriedade desferiu um soco no rosto do homem o largando no chão e o mesmo cambaleou para trás, tossindo fazendo gotículas de sangue saírem de sua boca por conta do soco que levará, então foi segurado por Charile que os olhava sem entender o que acontecia. - Eu não tinha ideia de que era você, cara! Eu NUNCA em toda a minha vida faria algo se soubesse que... - Erik balbuciou, virou o rosto para o lado e vomitando em seguida. Os seguranças chegaram naquele momento pedindo "gentilmente" para que os homens se retirassem. Siberia seguia-os para fora com uma cara satisfeita, sua intimidade estava encharcada, aquela cena a tinha excitado mais do que deveria, mas eles se beijaram de forma tão apaixonada que não via como não ficar naquele estado, no fim não havia sido só ela a ter uma experiência com alguém do mesmo sexo naquela noite. Quando já estava fora da boate, Logan agarrou uma das mãos da mulher, a puxando para o carro. Precisava ir para casa, precisava de sexo, sexo selvagem para esquecer-se daquele maldito beijo. Precisava de sua Siberia. A mulher parou de caminhar subitamente fazendo Logan a encarar sem entender o que acontecia, ela pareceu pensativa por um momento e então seus lábios carnudos e chamativos se curvaram em um sorriso, o sorriso mais sujo que conseguia dar, por fim, Sibs proferiu as seguintes palavras para que ambos os homens ouvissem: - Estava pensando, vocês não topariam um Ménage à Trois?
Equipe 22 - Kamila Marques e Ana Beatriz
— Que droga é essa, Logan? – Sibéria exclamou, fechando a porta do apartamento após entrar e se deparar com um Logan desleixado no sofá; antes adormecido, agora com os olhos semicerrados pela claridade do local e pela dor que o barulho repentino lhe causou.— Já voltou, lindinha? – ele pronunciou, com a voz pastosa – Estava com saudades... – prosseguiu, abrindo um meio sorriso malicioso e cambaleando ao tentar levantar para se aproximar dela.— Por Deus, o que você fez ontem à noite? – ela franziu o nariz ao sentir o cheiro forte de álcool que emanava de Logan, a medida que ele se aproximava dela, proferindo coisas sem nexo e provocações de seu feitio. Irritada, Sibéria o arrastou até o banheiro para colocá-lo debaixo de um chuveiro gelado e trocar suas roupas. Não demorou até que Logan apagasse novamente, acordando algumas horas depois, queixando-se de uma dor lancinante e memórias conturbadas. Medicado e hidratado, perguntou repentinamente:— Pra onde você foi?— Do que você tá falando? – respondeu, confusa.— Depois que viemos pra cá, e você foi embora. – ele disse, curioso.— Como assim? Eu não passei a noite aqui, Logan. Estava com James, não lembra? — Mas..... – ambas faces expressaram um misto entre confusão e preocupação, quando seus olhos se cruzaram.— O que aconteceu ontem, Logan? [FLASHBACK ON]O detetive estava extremamente puto por sua lindinha ter escolhido James aquela noite. O que ele tinha de tão especial senão a ter tirado sua virgindade? Ele era o cara que a dava orgasmos todo dia, isso sim lhe tornava extraordinário.Decidido a não passar mais por tamanha frustração, o policial decide ir a festa mais próxima do local que estava, rezava para que o caminho não fosse longo pois na situação em que estava qualquer motivo poderia ser causa para um acidente.- Qual é! - Pensava o detetive. Havia uma festa de halloween rolando logo naquela época do ano? A casa era enorme, estava cheia de luzes por fora com grandes enfeites, mas por dentro parecia estar tudo escuro com a música eletrônica que ali tocava. Isso soava a muita diversão para Logan, então decide entrar para ver se era isso mesmo que a festa lhe prometia.Quando entrou pela porta estava firme de que esqueceria Sibéria nessa festa, pelo menos por uma noite a garota não iria estar em sua mente. Era difícil para Logan pensar assim pois logo que entrou, viu uma sósia de sua lindinha no bar, pedindo algo que era mais parecido com uma Lagoa Azul. Seria isso o efeito do álcool em sua mente ou agora Sibéria frequentava festas psicodélicas?O detetive decide tomar um drink para tentar tirar a garota da sua cabeça mas o quanto mais tentava esquece-lá tinha a impressão do aproximamento de sua sósia. Para tirar aquela dúvida, Logan decide falar com ela.- Sibéria? - Ao perceber a voz dele a chamando, rapidamente se vira e então o policial tem sua confirmação. Era ela. Sua lindinha estava parada em sua frente.- Logan, o que você está fazendo aqui? - Sibéria parecia assustada.- A mesma coisa que você, parece que a diversão com Jimmy acabou, não é mesmo? - Logan dizia com convicção, chegando cada vez mais perto.- Você ta fedendo a álcool, melhor eu te levar pra casa. - Sibéria tentava se distanciar do detetive mas aquilo parecia não estar dando certo. - Até parece que você não me deseja nesse momento lindinha. O que você acha de eu te comer aqui nessa festa e agora? - O tom na voz de Logan era totalmente perceptível, desejo e lúxuria por sua garota.O detetive começa a traçar um longo caminho pelo corpo de Sibéria, suas mãos escorregam para sua cintura e um ardente beijo, ele depósita nos lábios de sua lindinha. A garota parecia estar chocada com a cena, mas não parou, anseava por mais. Como queria mais do que aquilo.- Logan, não dá. Vou te levar pra casa e lá nos conversamos. - Interrompendo o beijo, ela sussura as palavras no ouvido do detetive.Ele concorda ao pensar que quando chegasse em casa teria sua lindinha rebolando para ele na cama.- Afinal, o que aconteceu entre você e o james? Ele não animou como eu faço e você desistiu gostosa? Você não sabe o quanto eu te quero agora. - Dizia o policial enquanto começava a beijar Sibéria.- Droga, Logan! Não da pra você calar a porra dessa boca por um momento? Eu to dirigindo! - Sibéria estava um fuso de nervosismo e paixão.- Okay lindinha, mas eu sei que você queria essa boca em outro lugar agora. - Era claro ver que não restava um pingo de sobriedade em Logan com o sorriso malicioso que ele estava dando a ela.Chegando em casa o detetive decidiu se jogar no sofá e esperar por sua Sibéria. A garota ao entrar no cômodo, senta-se ao lado do policial.- Você é tão lindo. Todos os sentimentos que eu escondia de você por todos esses anos, retornaram essa noite quando você me tocou.- Do que você ta falando, lindinha? A bebida te afetou? - Logan falava ao começar uma trilha de beijos pelo pescoço de Sibéria.- VOCÊ NÃO ENTENDE NÉ? EU FIZ TUDO AQUILO PORQUE EU TE AMAVA! CONTEI AO PASTOR MOREAU DO SEU CASO COM AQUELA PIRANHA DA CLEMENTINE PORQUE ERA IMPOSSÍVEL CONTINUAR TE VENDO COM ELA! EU NÃO AGUENTAVA MAIS! DESCULPA LOGAN, MAS EU SEMPRE FUI APAIXONADO POR VOCÊ.- Sibéria acho melhor você ir dormir, acho que você ta pior que eu. Vai tomar um banho e amanhã a gente termina o que nos começamos. - Logan dá um selinho em Sibéria enquanto ela começava a chorar e decidida, sai da casa dando uma forte batida na porta.- WOW! Acho que encontrei alguém que exagerou mais do que eu hoje. - Falava o detetive em meio de risadas.[FLASHBACK OFF] E então, a confusão mental de Logan deu lugar ao horror:— Pastor Moreau.... Clementine... PUTA QUE PARIU! EU BEIJEI O ERIK!
Equipe 24 - Beatriz Meneses e América Laviérre
- Eu estou avisando: vou embora!
Erik reclamou pela milésima vez naquela tarde e Logan até reviraria os olhos, mas eles não estavam abertos.
- Só mais cinco minutos. - o moreno retrucou, puxando a menina loura para mais perto, tomando os lábios dela nos seus mais uma vez.
Erik soltou um grunhido irritado e começou à balançar a perna esquerda numa mania que tinha.
Ele odiava ter de ficar vigiando o corredor do colégio enquanto Logan pegava a filha do professor de cálculo. Odiava!
Era sempre a mesma coisa: os três entravam numa sala qualquer, o loiro vigiava o corredor, enquanto Logan ficava com a parte boa da situação. Qualquer dia desses seriam pegos. Como, diabos, eles explicariam os motivos que levaram três "quase-adolescentes" de quatorze anos a se trancarem numa sala que era tudo, menos a aula do horário?
- Nós vamos ser pegos. - soltou aflito e o casal riu.
- Você reclama como uma menininha, Erik. - a garota zombou.
- Ah, sinto muito se eu não sou filho de nenhum prof-essor... -soltou irônico, esfregando uma mão contra outra, num gesto inútil para conter o nervosismo. - ELE VAI ME REPROVAR!
Logan riu alto e deu um selinho na menina, se afastando dela no outro instante.
- Tudo bem, vamos.
Erik respirou aliviado e esperou que os outros dois se arrumassem, abrindo a porta para sair dali.
Seria melhor não ter feito isso.
- Professor? - o louro gaguejou, encarando o rosto dos amigos, buscando apoio.
- Podem me explicar o que estavam fazendo dentro da sala?
A voz do homem era contida, os lábios franzidos em frustração. Levou a mão até o nariz e arrumou o óculos, cruzando os braços em seguida.
- Nós... nós...
- Conselho de casal. - a garota se manifestou, adotando uma postura descontraída e caminhando até o pai, segurando seu braço para tentar passar confiança. - Eles estão em conflitos. Dá para acreditar? E ainda dizem que mulheres são complicadas!
Erik piscou uma, duas vezes, totalmente sem reação. Logan não moveu sequer um músculo facial.
- Como assim? - o professor indagou, confuso.
- Você não sabe? - a garota franziu a testa, parecendo genuinamente confusa. - Achei que os professores também soubessem... Logan e Erik assumiram o namoro.
Queixo caído era uma expressão modesta demais para descrever a reação do loiro.
- Oh, sério? - a voz do homem não passava muita confiança, um sorrido irônico tomando conta de seus lábios. - Meus parabéns, então, garotos! Me sinto honrado em ser o primeiro professor a descobrir... vamos lá, isso merece uma comemoração. Não é todo dia que aparecem tantos garotos corajosos, não é mesmo?
Erik transferiu o olhar até o rosto de Logan, e ele apenas tinha um sorriso contido.
- Do que o senhor está falando? - gaguejou o menino.
- Ora, beijem-se! - o professor mandou, sua voz demonstrava pura acidez. - Já que vocês se assumiram... qual o problema. Isso se vocês estão falando a verdade, claro. Se esse for o caso, podemos nos resolver na direção.
- Nós já nos resolvemos, não foi, querido? - Logan se manifestou, tocando o braço do amigo em um gesto delicado.
Erik não podia acreditar em suas opções: ou beijava o amigo, ou iria para direção e, provavelmente, seria reprovado. Não confiava na ética do professor Stevens.
- Claro. - tentou sorrir fraco e se virou para o amigo, aproveitando a oportunidade para lhe lançar o pior olhar que conseguiu.
- Vamos, eu não tenho o dia todo! - o professor incentivou.
Logan aproximou o rosto do amigo e fechou os olhos, passando seus braços ao redor do corpo do garoto, que continuava estático.
- Fico te devendo mais uma. - Logan sussurrou contra os lábios dele, os envolvendo com os seus no instante seguinte.
Erik não tinha opção, sabia disso. Então, se fosse para fazer, faria direito.
O loiro guiou sua mãos até os ombros magros do outro e abriu os lábios, permitindo que a língua do amigo tocasse a sua.
- Tão bonitinhos... - a menina suspirou, a ironia mascarada na voz.
Erik guiou os dedos até o cabelo do moreno e os puxou, aprofundando o beijo enquanto colava seus corpos ainda mais.
Eles não sentiam atração por homens, claro. Aliás, estarem num beijo que aparentava ser quente, não despertava nenhuma sensação de desejo neles, mas, ainda assim, não era ruim.
Mesmo que nunca admitisse em voz alta, Erik assumiu para si mesmo que o amigo beijava incrivelmente bem.
- Okay, okay... - o professor se manifestou. - Não precisam se engolir.
Logan riu, se separando de Erik e evitando olhar para ele.
- Ora, papai, foi você quem insistiu. - a menina disse. - Eles não são maravilhosos?
- Que seja. - retrucou o professor. - Vocês estão perdendo aula. Se apressem.
O homem se virou para sair dali, levando sua filha consigo, que deu uma piscadela por cima do ombro para a dupla que deixou para trás.
Ambos só se manifestaram quando não havia ninguém à vista.
- Eu estou mesmo te devendo uma. - Logan disse, o tom de voz baixo.
- Cala a sua boca. - retrucou o loiro. - Eu preciso ir no banheiro.
Logan riu alto, atraindo o olhar indignado do amigo.
- Eu sei que beijo bem, mas não precisa bater punheta.
- Eu vou vomitar. - Erik preferiu ignorar o garoto, podia jurar que daria um soco nele se precisasse encará-lo por mais dois minutos.
- Assume que não foi tão ruim. - Logan continuou provocando.
- Você está com gosto de canela. - o loiro disse ainda de costas, enquanto caminhava para longe. - E EU ODEIO CANELA.
Rindo alto, Logan observou o amigo virar o corredor.
Equipe 16 - Maria L. Viudes e Jhulia Morente
Sibéria estava sentada na espreguiçadeira à beira da piscina tomando alguma coisa que envolvia álcool. Avistou Erik e Logan chegando.
- Você terá que escolher, Sibs - disse Erik, falando embolado.
- Escolher o que? - Ela olhou para os dois com a sobrancelha levantada.
- Erik está insistindo que ele fode melhor - Logan riu - Diz para ele, Sibs, diz que eu fodo melhor.
Sibéria gargalhou, ao ponto de fechar os olhos. Quando abriu, olhos os dois a sua frente, checando o quão bêbado estavam e teve uma ideia.
- Eu digo! - disse levantando a mão com se estivesse se rendendo. Os dois homens presentes deram um sorriso de expectativa - Mas com uma condição. - Os dois homens presentes voltaram a atenção para ela, e então ela continuou - Eu digo, mas só se vocês dois, derem um beijo. - A cara que os dois fizeram, foi impagável! Sibs deu um sorriso de mostrar os dentes. - Mas tem que ser um beijo de língua, um beijo daqueles bem gostosos, que deixe qualquer mulher de calcinha molhada. - Ela sabia que eles não aceitariam, então já tratou-se de levantar.
- Espera! - gritaram em uníssono.
Sibéria virou, com um sorriso plástico para eles. Logan e Erik se olharam. Isso fez o sorriso dela aumentar. Até que Sibs se deu conta do que estava acontecendo.
"Eles estavam cogitando na proposta?!"
Em um passe de mágica, viu uma coisa inacreditável. Logan e Erik estavam fazendo algo que ela nunca pensou que iria ver na vida. Estavam com os lábios colados. Estavam com as línguas juntas. Eles estavam se beijando!!!
Sibéria acordou eufórica e de calcinha molhada.
"Meu deus, que sonho foi esse?"
Equipe 19 - Ju Franck e Rapha Oliveira
Logan tirou a arma do coldre e levantou os braços na altura do ombro. O ruído vindo da casinha abandonada na qual ele e seu rival, Erik, tinham que investigar, era de dar arrepios. Era quase como um gritinho de uma criança de cinco anos misturado com uma ventania. Ao se aproximarem da porta da frente, Strauss olhou para o companheiro e contou até três. No três, Christiansen chutou a porta e gritou, “Polícia de Winchester!”, mas não tinha absolutamente nada lá. Os policiais se olharam e Logan apontou para uma portinha no canto. O detetive da Scotland Yard abriu a porta, que rangeu ao ser aberta, e entrou no cômodo. De repente, a porta atrás dele se fechou com um alto estrondo, o deixando num breu eterno. Pegou sua lanterna e apontou para a direção da saída, e encontrou Erik apoiado na porta, pálido, suando frio e com a respiração entrecortada. Parecia até que tinha visto um fantasma. - O que foi? - Strauss perguntou, indignado, abaixando a arma. - Logan, eu juro que tinha um espírito lá fora. O negócio estava voando, flutuando por aí, e ao invés de olhos tinha dois buracos pretos, e eu não me assusto fácil, mas aquela coisa, seja lá o que for, me assustou pra cacete! - ele disse, os olhos arregalados. Seu companheiro teve que segurar a risada. - Espírito, Christiansen? Sério isso? Eu não acredito que colocaram o policial mais jumento da Inglaterra como meu parceiro de busca! - Não ria de mim, Strauss, se fosse você já tinha se mijado nas calças. – ele provocou. Dessa vez, Logan riu de verdade. - Você esqueceu uma coisa. Eu não acredito em espíritos. – Ele parou de rir. – Aposto que o que você viu foi uma cortina voando, mas seu cérebro de azeitona queria tanto que fosse um fantasma que você acreditou que era isso. Erik fechou os olhos e expirou. – Você ainda vai me matar. Antes que o queridinho da Scotland Yard pudesse responder, sua boca já estava colada com a do outro policial. Logan resistiu no primeiro segundo, mas logo retribuiu o beijo. Por que ele fez isso, ele nunca ia saber. Estabeleceram um ritmo quente, com toques e língua envolvidos. De repente, Erik se afastou e virou as costas, deixando Logan atônito encostado na parede. - Mas que merda acabou de acontecer aqui? – Christiansen correu as mãos pelo cabelo e se virou para responder. - Você nunca, jamais, vai falar disso aqui para qualquer pessoa, entendeu, Strauss? – ele disse entre dentes. - Não é como se eu quisesse compartilhar isso com alguém. – Ele passou as mãos pelo rosto. – Porque, Erik? - Eu tenho umas tendências a ser bi, e porra Logan, você sabe que você é gostoso – Erik disse, para a surpresa do detetive. – Já que estamos brincando de pergunta e resposta, porque você beijou de volta? - Eu não tenho a mínima ideia. – ele respondeu, respirando fundo. – Vamos embora desse lugar. Christiansen concordou com a cabeça, sendo o primeiro a sair pela porta. Já na viatura policial, Strauss levantou as sobrancelhas. - Bom, agora pelo menos eu sei o porquê de você passar horas arrumando esse topetinho.
Equipe 18 - Maria Eduarda Brunini e Késia Carvalho
-Muito obrigada, pessoal. Até amanhã. Não quero vocês usando a comemoração como desculpa para corpo mole depois. –Logan sorriu, enquanto encaminhava todos para a porta de sua casa. Havia sido um bom dia para a Scotland Yard e melhor ainda para Logan. Eles ainda não haviam achado o necromante, mas tudo indicava que Siberia tinha conseguido amedronta-lo o bastante para parar de enviar marionetes de mortos para matar os vivos, e para finalizar, o detetive havia dado satisfações para a imprensa, que parecia satisfeita. Quanto menos soubessem e menos se intrometessem, melhor. -Ainda não gosto da ideia dela dormindo com você. –Savannah era a última a sair e aproveitou os minutos que tinha para falar sozinha com Logan. –Ela não me parece estável agora. -E quando foi que você gostou dela, Savie? – o detetive falou, tentando manter sua voz normal quando se referia a Siberia. -Não me faça virar a vilã, Logan. Não a odeio. Só não acho seguro. -E eu não acho que você esteja preocupada com meu bem-estar. Vamos todos ficar bem, Savie. -É com Logan Strauss que estou falando, não é? Estou indo. Não deixe os meninos virarem a noite aqui, sabem como são. -Boa noite mamãe. –Logan se despediu e fechou a porta para voltar ao seu sofá. Erik, Charles e Siberia estavam meio alegres e riam de qualquer coisa que falassem. Sua lindinha parecia estar melhor –mesmo que os sinais de melhoras fossem poucos, ainda eram sinais. -LOGAN, VEM PRA CÁ. –Siberia gritou. –Eu convenci o Erik a falar os segredos sombrios da adolescência. Quero te ouvir também. -E a sua adolescência, Sibs? –perguntou Charles –Não vai contar pra gente? -Eu era uma órfã que falava com mortos. Quer mais? -Ela já foi pra Oxford. –Logan contou logo após de se sentar ao lado de Charles. -Oxford????? -Oxford, e não façam essa cara. Eu sou muito capaz, lindinhos. -Você não parece ser uma pessoa para faculdades. -Eu sei, Charles. Por isso sai. E parem de virar o assunto para mim! Erik, pare de dar voltas e voltas e comece a contar. -Ok, vamos lá. Quando tínhamos uns 14 anos, Logan e eu nunca tivemos um porre. Nossos pais nunca dariam dinheiro para comprar e nenhum dos dois tinha coragem de roubar da carteira deles. Então fizemos o que quase todo adolescente desesperado fazia. -Vocês se prostituiram para comprar cachaça? -POR DEUS, CHARLES, NÃO. –gritaram em uníssono. -Fizeram um strip tease para alguma vizinha tarada comprar? -Siberia, deixa o Erik terminar. –Logan reclamou, com a voz firme. -Não querendo decepcionar a imaginação fértil e pervertida de vocês dois, mas, nós roubamos o mercadinho da rua de trás. -Essa é a história chocante de vocês? Roubar o mercadinho? -Ei, foi bem eletrizante, tá? Éramos dois moleques colocando garrafas na calça e parecendo ter caxumba no lugar errado. -Eu ainda prefiro a versão do Charlie, ou a minha. -Ok, agora a minha vez. Quando eu tinha 13 anos, eu nunca havia beijado. E tinha essa garota, Melanie, que eu gostava, mas eu não queria fazer feio e estragar tudo com ela, então, eu beijei o primo dela primeiro, como um teste. Nós estávamos no quintal da casa dela e quando eu terminei o beijo, ela estava do nosso lado e perguntou por que eu não tinha a chamado pra brincar também. -Eu definitivamente prefiro o Charles a vocês. –disse Siberia, rindo. -Eu iria preferir fazer feio a beijar o primo dela. – Logan, também recuperando-se das risadas, disse. -Estou com o Logan nessa. –completou Erik. -Tem problemas em relação a beijar homens, detetives? –provocou Siberia. -Nenhum, só não é pra mim. -Como sabe se não é pra você? -Simplesmente se sabe! Por favor, Siberia. -Talvez vocês dois devessem tentar. -Beijar o Logan? Não, muito obrigada. -Eu não tenho nada a ganhar beijando o Christiansen! -Talvez você tenha. –Siberia sussurrou para Logan, o fazendo lembrar-se de um episódio ocorrido algumas horas antes. -Está cansada, Sibs? Eu posso cancelar, dizer que foi uma má ideia e pedir para ninguém sair de casa. -Não, Logan. Você merece alguns drinks por hoje. -Só mereço os drinks? –o detetive sorriu, indo de encontro à menina e tirando alguns fios de cabelo soltos no rosto. -Acho que sim. –respondeu ela. Logan levou a outra mão a sua cintura e pressionou seus corpos. A mão que estava no rosto acabou descendo para o busto, enquanto a outra fazia uma brincadeira divertida no cós da calça da menina. Ele desfez o sorriso e beijou o pescoço dela, indo até o lóbulo da sua orelha para sussurrar: -Tem certeza que eu só mereço os drinks? Ela teria respondido de imediato se não fossem os dedos dele abrindo os botões de sua calça e a boca no seu pescoço. Quando ela finalmente ia falar, a campainha da casa tocou e ela só conseguiu dizer: -Você tem visita. -Bom, eu não tenho problema nenhum em fazer isso. –disse o moreno. -Eu tenho! Não estou atraído pelo Logan, não preciso fazer isso. -Aw, Erik. –começou a moça. –Está com medo de ter a sua masculinidade ferida? -Acho que todos sabem que minha masculinidade é comprovada. -Então faça. Estamos só nós quatro. Definitivamente não sairá daqui. –finalizou Charles. -Vamos lá rapazes! Logan trocou de lugar com Siberia no sofá para sentar-se de frente a Erik. O loiro estava rindo, nervoso, como se não acreditasse que aquilo iria realmente acontecer. Strauss com certeza iria ganhar algo muito bom dela para conseguir pensar na hipótese de beija-lo, mas, o que ele ganharia? Fama de boiola pelos corredores do departamento, com certeza. -Não irei fazer isso, pensem o que quiser. -Não seja tão radical, Erik. –Logan disse e puxou o pescoço do loiro para si, tomando seus lábios. Charles e Siberia assistiram de queixo caído. A menina tinha certeza que aquela era uma cena digna de pornô gay e estava começando a sentir os efeitos em si. Logan tinha as mão no cabelo de Erik e esse parecia um pouco surpreso no começo, mas nessa altura, já estava retribuindo. O loiro parecia estar, surpreendentemente, gostando e levava seus braços até os braços do outro. Acabaram o beijo ofegantes, vendo os telespectadores os encararem com leves sorrisos no rosto. -Se isso foi porque vocês não queriam se beijar, eu definitivamente quero estar por perto quando vocês quiserem. -Eu... eu tenho que... ir para casa. Fazer aquelas coisas que se fazem em casa. É isso, até mais. –Erik respirava fundo e procurava suas chaves em cima do sofá, tentando sair de lá o mais rápido possível. -Por aquelas coisas, você quer dizer punheta? -CHARLES! –gritaram os dois novamente. -Eu quis dizer trabalho. Todos temos trabalho para fazer amanhã. Eu amo meu trabalho. –quando achou suas chaves, Christiansen correu para a porta , saindo e fechando-a agilmente e selando um fato que Siberia Lindell nunca duvidou: o efeito Strauss não escolhe gênero.
Equipe 15 - Maria C. Dias e Maryh Belchor
A sala parecia ficar cada vez menor e mais aperta assim como a calça de seu detetive. Ele tinha suas mãos agarradas aos seus cabelos enquanto ela rebolava em seu colo e beijava seus lábios loucamente. O detetive empurrou todas as coisas de cima da mesa para deita-la, começou beijar seu pescoço e seu decote enquanto abria sua blusa e lambia seus peitos, descendo para sua barriga. Sua excitação ia crescendo cada vez mais quando eles escutaram um barulho na porta e então perceberam que havia alguém parada ali há mais tempo do que o esperado. Siberia fazia bico enquanto seu detetive saia de cima dela e encarava a porta sério. -Logan...eu..uou..acho que estou atrapalhando? -Na verdade está! -E-e-eu queria falar com vo-você -ele suspirava com os olhos fechados suando frio, esperava desesperadamente que nenhum dos dois percebesse sua crescente ereção, mas é claro que não passou despercebido aos olhos de Siberia. - Shhhhh meu detetive. Vem aqui Erik. Siberia levantou da mesa e andou calmamente até Erik o puxando para um beijo que deixou Logan sem reação, puxou, então, seu detetive pelo cós da calça e também o beijou de forma completamente erótica. - Eu tenho os dois detetives mais sexys da Inglaterra - deu um beijo no pescoço de cada um - E uma ideia brilhante. - piscou de forma inocente para os dois. - Q q q que ideia? - Erik perguntou. - Que tal se nós 3 fizermos um ménage? - sussurrou sensualmente enquanto soltava a gravata de Erik e tirava sua blusa. Logan parecia ter se animado com a ideia e já agarrava Siberia por trás distribuindo beijos e chupões por seu pescoço. Erik massageava seus peitos e já ia tirando sua sai. - Mas eu tenho uma condição - disse Siberia afastando os dois de si. - E qual seria essa condição? - Essa condição, meu detetive, seria vocês dois - apontou para os dois - se beijarem! - disse e mordeu sua unha inocentemente piscando lentamente os olhos. Eles se entreolharam e Logan logo disse: - Eu não vou beijar ele! - Então parece que vou ter que me aliviar sozinha. Siberia tirou sua calcinha lentamente, jogou-a para Erik e subiu sua saia enquanto sentava na mesa abrindo suas pernas. - Para! - Logan disse - Eu beijo. Siberia parou na hora cruzou as pernas e encarou os dois como se estivesse esperando. Erik e Logan se encararam por segundos, o tesão falava mais alto que tudo naquele momento. Erik foi se aproximando de Logan até que os dois estivessem frente à frente. Num impulso Erik avançou e beijou Logan que no começo travou. Depois de alguns segundos Logan começou a ceder e os dois se beijavam e.... Siberia acordou, seu corpo estava todo suado e a cama revirada. Mal acreditava que tivera aquele sonho ou seria um desejo, uma fantasia?
Equipe 12 - Ana Mércia e Is Pinheiro
American Pie era legal.
Assistir American Pie ao lado de Clementine, era muito mais.
Assistir American Pie ao lado de Clementine e do Erik... Bom, já não me parecia mais tão legal assim.
Não era apropriado. Ele era o seu primo e... Haviam peitos na televisão. Muitos peitos. Peitos maravilhosos e que me deixavam duro feito madeira em minhas calças justas. O decote generoso de Clementine não ajudava, contudo.
Hormônios... É. Assim como meu pai falava. Os dezesseis anos não era a melhor idade para se manter flácido ao lado da garota que você é apaixonado, ainda mais quando American Pie estava nos entretendo.
Voltei a olhar para a TV e pude inspirar aliviado quando percebi que a cena já havia passado.
O alívio durou pouco, no entanto.
Senti a pequena e habilidosa mão de Clementine em minha coxa, acariciando-a com uma inocência quase verdadeira.
Segurei o lábio inferior entre os dentes e direcionei meu olhar a ela... E, porra. Caralho. Cacete.
Cacete duro. Literalmente.
Ela me olhava daquele modo que me encarou quando me chupou, há alguns dias. Ah... Eu agradecia a todos os deuses até hoje por não ter tido uma ejaculação precoce naquele momento. Sua boca macia e quente me envolvendo em seu limite, me acariciando, me levando a loucura... Me fazendo achar que explodiria, de modo literal. E, bem... Foi o que quase aconteceu em seguida.
Engoli a seco, voltando à realidade atual, e a vi lamber os próprios lábios, subindo a direção de sua mão, chegando próxima a minha virilha. Sorri satisfeito involuntariamente.
- Ah, por favor! Vão para o quarto! Me deixem à vontade para bater uma, pelo menos.
Arregalei os olhos assim que assimilei a voz e as frases ditas. Balancei a cabeça e ri para Erik. Eu quase havia me esquecido dele.
Clementine virou-se para o primo, enquanto carregava um sorriso sacana no rosto, e, pelo que eu a conhecia, sabia que coisa boa não sairia daquela boquinha.
- Está com ciúmes, é?! – Ela sorriu, e eu franzi o cenho. Ele não podia sentir ciúmes dela.
- Linda... – Resmunguei.
- Enlouqueceu? Você é a minha prima!
Clementine gargalhou audivelmente, e dessa vez foi Erik quem franziu o cenho, olhando-a confuso.
- Não é de mim, idiota. Do Logan! Vai dizer que vocês nunca fizeram troca-troca?O quê?!
- Clementine! – Eu e Erik dissemos uníssonos, demonstrando nossa incredulidade.
O volume da risada da loirinha só se prolongou, nos deixando ainda mais descrentes do teor de sua pergunta.
- Que é?! Não são todos os garotos que fazem troca-troca? – Murmurou, em meio aos risos. Rolei os olhos. – Ah, para! Ficaram ofendidos?
- Prefiro pagar uma prostituta. – Erik disse, e eu concordei veemente. Nunca havia o feito, mas entre escolher... É. Definitivamente.
- Nem um beijinho? – Insistiu.
- Nem um. Nem meio.
- Dois bundões! – Gesticulou com as mãos. Eu ri, sem humor. Ela não podia estar falando sério. – Por acaso acham que uma troca de salivas irá mudar a orientação sexual de vocês?
- De jeito nenhum, mas prefiro não fazê-lo, obrigado. – Erik ergueu as palmas das mãos, negando.
Eu quase ri de verdade naquele momento.
- Você sabe muito bem sobre a minha orientação sexual, linda. Mas, não. Dispenso.
- Pra mim, isso só tem um nome: medo. Vocês não são homens o suficiente! Tem medo de gostarem, não é? Não os culpo... Homem é bom demais! – Sorriu marota e eu senti vontade de tomá-la para mim naquele mesmo momento.
Aquela garota era impossível.
- Isso é um desafio, branquela?
Ouvi Erik sibilar, e no mesmo momento fechei os olhos, amaldiçoando aquele maldito filme que ainda passava na TV.
Tudo. Culpa. Dele.
Erik está para desafios assim como Michael Jackson está para os palcos.
E assim como eu estaria futuramente para a Scotland Yard.
- Que se foda – resmunguei derrotado, balançando a cabeça. – Levanta, Christiansen.
Clementine soltou um gritinho animado, aplaudindo minha atitude. Eu a mataria se não a amasse, com certeza.Erik se levantou a contra gosto, parecia estar caminhando para a forca. Eu ri, mas não me sentia muito diferente. Imitei seu gesto e nos aproximamos.
- Mas que porra... – Christiansen sussurrou, fazendo uma careta.
- Você me paga, loirinha – apontei, mirando-a. Ela ergueu uma das sobrancelhas, desafiadora, e então obedeci a seu desejo.
Toquei os lábios travados de Erik com os meus – também travados. Ouvi Clementine gritar: “quero ver língua!”, e rolei os olhos imaginariamente. Deixei as mãos atrás do meu corpo e entreabri os lábios, assim como Christiansen. Nossas línguas finalmente se fizeram sentir e eu tive que me controlar para não me afastar. O maldito bigode mal tirado dele me fez pensar que eu teria pesadelos com aquilo por dias.
Clementine riu no fundo, e eu decidi aprofundar o beijo. Ok, são somente lábios. Minha garota está gostando, e é um desafio. Posso passar por isso tranquilamente. Erik murmurou enojado e isso só me deu mais vontade de fazer aquilo. Irritar meu amigo era um dos meus maiores objetivos de vida. Levei as mãos para as laterais de sua cabeça, segurando-o, enquanto terminava de estalar um beijo contra sua boca. Ele se afastou com um empurrão, soprando dezenas de xingamentos. Eu ri ainda mais, e, quando percebi, Clementine estava em pé, ao meu lado.
Erik foi para o banheiro, provavelmente lavar a boca com sabonete.
Ou se masturbar, nunca se sabe...
- E aí? Devo procurar outro cara para saciar meus desejos sexuais? Fui trocada pelo meu primo?
Gargalhei, balançando a cabeça em negação e colocando seu rosto entre minhas mãos, roçando nossos narizes.
- Heterossexual. Acho que só existe lugar para um pau nas minhas futuras relações, e este com certeza será o meu.
- Eu gosto disso – roçou nossos lábios, e, ali sim. Ali sim eu sentia que era o meu lugar. O lugar para qual meus lábios foram destinados pelo resto da eternidade. Não me restava dúvidas. – Agora... Acho que estou com inveja do Erik. Será que você pode dar um jeito nisso?
Eu não precisei respondê-la.
Não com palavras, ao menos.
Envolvi seus lábios com os meus e abracei sua cintura, deixando que ela guiasse nosso beijo.
É.
Não era por ser o Erik, ou qualquer outro homem. Se fosse uma mulher, eu teria a mesma certeza.
Não seria por orientação sexual.
Independente de quem fosse, e como fosse. Acho que eu só seria capaz de sentir aquilo quando a beijava.
Algum personagem do filme gemeu ao nosso lado, na TV, e eu ri durante o beijo. Clementine desceu uma das mãos pelo meu abdômen e senti meu corpo tencionar.
De repente, meu recente descoberto ódio por American Pie havia se dissipado.
O filme era legal. E ouvi-lo, enquanto beijava Clementine, era muito mais.