Equipe 19 - Ju Franck e Rapha Oliveira
Logan tirou a arma do coldre e levantou os braços na altura do ombro. O ruído vindo da casinha abandonada na qual ele e seu rival, Erik, tinham que investigar, era de dar arrepios. Era quase como um gritinho de uma criança de cinco anos misturado com uma ventania. Ao se aproximarem da porta da frente, Strauss olhou para o companheiro e contou até três. No três, Christiansen chutou a porta e gritou, “Polícia de Winchester!”, mas não tinha absolutamente nada lá. Os policiais se olharam e Logan apontou para uma portinha no canto. O detetive da Scotland Yard abriu a porta, que rangeu ao ser aberta, e entrou no cômodo. De repente, a porta atrás dele se fechou com um alto estrondo, o deixando num breu eterno. Pegou sua lanterna e apontou para a direção da saída, e encontrou Erik apoiado na porta, pálido, suando frio e com a respiração entrecortada. Parecia até que tinha visto um fantasma. - O que foi? - Strauss perguntou, indignado, abaixando a arma. - Logan, eu juro que tinha um espírito lá fora. O negócio estava voando, flutuando por aí, e ao invés de olhos tinha dois buracos pretos, e eu não me assusto fácil, mas aquela coisa, seja lá o que for, me assustou pra cacete! - ele disse, os olhos arregalados. Seu companheiro teve que segurar a risada. - Espírito, Christiansen? Sério isso? Eu não acredito que colocaram o policial mais jumento da Inglaterra como meu parceiro de busca! - Não ria de mim, Strauss, se fosse você já tinha se mijado nas calças. – ele provocou. Dessa vez, Logan riu de verdade. - Você esqueceu uma coisa. Eu não acredito em espíritos. – Ele parou de rir. – Aposto que o que você viu foi uma cortina voando, mas seu cérebro de azeitona queria tanto que fosse um fantasma que você acreditou que era isso. Erik fechou os olhos e expirou. – Você ainda vai me matar. Antes que o queridinho da Scotland Yard pudesse responder, sua boca já estava colada com a do outro policial. Logan resistiu no primeiro segundo, mas logo retribuiu o beijo. Por que ele fez isso, ele nunca ia saber. Estabeleceram um ritmo quente, com toques e língua envolvidos. De repente, Erik se afastou e virou as costas, deixando Logan atônito encostado na parede. - Mas que merda acabou de acontecer aqui? – Christiansen correu as mãos pelo cabelo e se virou para responder. - Você nunca, jamais, vai falar disso aqui para qualquer pessoa, entendeu, Strauss? – ele disse entre dentes. - Não é como se eu quisesse compartilhar isso com alguém. – Ele passou as mãos pelo rosto. – Porque, Erik? - Eu tenho umas tendências a ser bi, e porra Logan, você sabe que você é gostoso – Erik disse, para a surpresa do detetive. – Já que estamos brincando de pergunta e resposta, porque você beijou de volta? - Eu não tenho a mínima ideia. – ele respondeu, respirando fundo. – Vamos embora desse lugar. Christiansen concordou com a cabeça, sendo o primeiro a sair pela porta. Já na viatura policial, Strauss levantou as sobrancelhas. - Bom, agora pelo menos eu sei o porquê de você passar horas arrumando esse topetinho.












