Cantoná x Intolerantes “Na sociedade, existe uma profunda expectativa de que você se comporte exatamente como todos os demais. No momento em que se comporta de forma um pouco diferente, você passa a ser um sujeito estranho, e as pessoas têm muito medo de estranhos. Eles conhecem você, podem ver a mudança. Eles o conheciam quando você nunca se aceitava, e agora eles veem de repente que você se aceita... Nesta sociedade, ninguém aceita a si mesmo. Todo mundo se condena. Esse é o estilo de vida da sociedade: condenar-se. E, se você não está se condenando, se está se aceitando do jeito que é, você tem que se afastar da sociedade. A sociedade não tolera ninguém que saia do rebanho, porque ela vive de números; é uma política de números. Quando há muitos números, as pessoas se sentem bem. Números grandes fazem com que as pessoas sintam que tem de estar certas — elas não podem estar erradas, milhões de pessoas estão com elas. E, quando ficam sozinhas, grandes dúvidas começam a vir à tona: ninguém está comigo. O que garante que estou certo? É por isso que eu digo que, neste mundo, ser um indivíduo é o maior sinal de coragem. Para ser um indivíduo, é preciso o mais destemido dos treinamentos: 'Não importa que o mundo inteiro esteja contra mim. O que importa é que a minha experiência é válida. Eu não me importo com os números, com quantas pessoas estão comigo. Eu me importo com a validade da minha experiência. Se estou simplesmente repetindo as palavras de outra pessoa, como um papagaio, ou se a fonte das minhas afirmações é a minha própria experiência. Se é a minha própria experiência, se isso é parte do meu sangue, dos meus ossos, do meu âmago, então o mundo inteiro pode pensar de outro jeito; ainda assim, eu estou certo e eles estão errados'". Adaptado de Cezar Rezende @prof.lucianodornelles #ericcantona #individuo (em Londres) https://www.instagram.com/p/ClYdl9rOHac/?igshid=NGJjMDIxMWI=