Caos n°1
Eu sempre quis ser uma daquelas pessoas que enchem os olhos e a alma de terceiros ao escrever. Não sou. Seja pelo caos na minha cabeça, seja por falta de prática, seja pelo motivo que for, não funciona.
Minha escrita é caótica, bagunçada, coloquial e quase chula. Um afronte para os poetas da madrugada, de vocábulo rico.
Não me importa.
Esse é meu grito silencioso. Não posso mais esperar que a bagunça se arrume sem tira-la do lugar, sem me confrontar em um diálogo-monólogo. Me farei sangrar, doer, gritar até que os demônios se assustem e me deixem em paz.
Declaro aberta a temporada de melancolia e assombro em minha vida. Seja livre, pior parte de mim.











