Caos n°2
Você sempre diz que eu te faço de cachorro, que é sempre do meu jeito, que eu te uso feito um brinquedo.
E eu me sinto feito um brinquedo esquecido, empoeirado, manipulado, cansado, confuso e mal-amado.
Você se queixa que eu não falo, que sou apática.
Eu, quando tento falar, sou desvalidada. Silenciada com gritos.
Você diz que tenta todos os dias ser melhor.
E eu também tento todos os dias te dar o meu melhor. No entanto, sempre me sinto insuficiente, inferior. Com amor negado.
Eu me sinto um erro. Soluço, me aperto, me arranho, me rasgo, anseio a morte.
Você me abraça e diz “não”.
Tudo parece bem. Até você não querer mais que fique bem.














