As minhas noites costumam ter cheiro de lembranças, sei lá, só sei que é cheirinho de lembranças boas sabe? O cheiro dos momentos que estão guardados na memória e repletos em meu coração, eu sei que é meio estranho e talvez até um pouco démodé para os tempos de hoje, afinal estes não são mais os mesmos. Mas ainda continuo a garotinha que cochicha bem baixinho um "eu te amo" no pé dos ouvidos de quem é essencial, que tem os sonhos e as vontades de quem acredita que amor de verdade não possui data para vencimento de validade, afinal, foi isto que vivi até agora né? ... Algumas coisas nunca mudam, não importa quanto o tempo passe, o problema é a saudade inexplicável que eu sinto quando estou longe de você e ela vem principalmente a noite, como se houvesse sido convidada e se amarra junto às lembranças, dá vontade de sair correndo pra bater na tua porta e cochichar mais uma vez um "eu te amo", permitindo-me sentir a reciprocidade até ouvi-la de uma forma não tão mais clichê - um "eu te amo e preciso de você" expressão tudo o que eu preciso ouvir neste momento - e pelo que se sabe, vontade da e passa, mas a minha não... Eu acho que é tudo culpa daquela estrela cadente. Ela teve mesmo que cair bem quando tu havias acabado de me preparar uma surpresa? Bem, ao menos devo lhe informar que esta noite não teve cheirinho de lembranças, foi cheirinho de presente mesmo, de um encantador presente. Acho que agora eu vi que nós não precisamos de explicações e nem "por quês", simplesmente algumas coisas valem a pena e nós naturalmente fomos encaixados nelas.