Fora cobaia nas tuas mãos Rato assustado com seu reflexo O azulejo de consagração para Um olho de vidro em taxidermia Parede pavimentada de margarina Como as mãos que precificam a paz Morram as inúteis caricaturas de minhas tias Antagonismo de caça colorindo-se junto a presa Uma boca, em minha boca Bocejando pesadelos Para dentro do meu astigmatismo palpável Dentro de um paladar mensurado em ácidos gástricos Tropical inferno Terra de mártires duvidosos Com asfalto de paraíso E clima caótico como os quereres de teus habitantes Propagaram fogueiras ou petiscos de suas serpentes Que zelavam pelo pão de seus sinônimos E os antônimos? dizia o senhor de sobrenome Silva A resposta vinha em silêncio constrangedor Derrubei a porta há brados Em prantos ficastes de joelhos Aliviado, pensara ser teu deus Vindo a ti cobrar os pecados O fruto falara que fora matriarca de centeio Não esteve presente em reflexivos estiletes O diabo, por sua vez confirmou que não há reencarnação E os problemas terráqueos pertencem aos terráqueos Ama-te o espantalho, frenesi Não lhe morde ou assopra Estás com camisas floridas da moda Com um sorriso postiço de selfie
Cacatua, Pierrot Ruivo








