Carta para Arthur. Parte 2
Quero admitir também que você tem razão quando fala que eu levo tudo pro coração! Amo e odeio com uma intensidade absurda. Quando se trata de mim tudo é exagerado. Porque quando amo, eu cuido, tento estar ao lado nos momentos difíceis, me preocupo com a pessoa mais do que comigo mesma. E quando o contrário não acontece eu me sinto frustrada. A minha frustração me conduz a uma raiva que, (ainda), não consigo lidar. Esse sentimento surge quando as pessoas com quem eu me importo me tratam com menosprezo, indiferença ou fazem pouco caso dos meus gestos, características e da minha essência... e é aí que o "bixo pega" porque ajo de forma reativa, devolvo toda a indiferença com mais intensidade do que recebi, fico ali calada me perguntando se a pessoa não percebe o quão valioso é o meu afeto nas atitudes de cuidado e preocupação... e calada permaneço externamente, mas internamente a minha mente grita dizendo "não", ela me diz que a pessoa não se importa, que só me usa, que vê em mim os piores defeitos; e eu acredito! pois sei bem que defeitos é o que mais tenho. Eu sou grossa (muitas vezes), sou ignorante, indiferente, arrogante, lerda pra muitas coisas e burra por não saber controlar o meu lado mais obscuro. Essa sou eu sim. Mas tenho um coração grande, que sempre quer dar muito amor aqueles que merecem. E você é digno do meu amor, sempre vai ser... Enquanto eu existir ! Somos do signo de fogo, a gente sempre vai se queimar... seja na cama ou nos sentimentos, dos melhores aos piores.
Fonte: liberdadeeu
















