Tanta carta à pouca palavra Tanto cântico à pouco deus Muita monogamia para pouco monogâmico Tanto tango para poucos pares portenhos No desalinho do corpo Assim, renego sútil parnasiano Prosa torta, cara torta Versos longos, desatino cabelo e barba Um Pierrot e um verso anêmico O bis requentando após outra vírgula Respira o cheiro da gargalhada Tens o tempero de vossa farmácia materna Quando amar silencie-se Pois, amando verbalizo O febril equilíbrio De abril à setembro Barateio o quebrante E de quebra o café gela O então amante petrifica-se Em outra coercitiva lição de senso estético Estultice dois séculos a menos Atirando amostras de amor à esmo Admirando com o medo o que cospe o espelho Narciso e suas ideologias, idolatrando meu eu bêbado O um santo valente, de nome Valentino Rindo entre meus beijos quentes e mofados Canonizaria-me entre os rubros perfumes do pecado Prognóstico versos eco, rebatera a dieta diet existencialista Coração todo alvo Fúnebre e pungente Vira-se do avesso, evoé à inutilização Fantasia-se de cinzeiro de veludo...
O Santo Clown, Pierrot Ruivo














