Fábrica de Papel da Amazônia, pss. Mucajá, 1968 / O Cruzeiro, 1968
"Tu sabe o que fez essa sujeira? De não prestar mais essa água aí desses tempos pra cá? Foi a FACEPA. Quando ela abriu as comportas com aqueles venenos todos, aí não prestou mais. Era uma fedentina, uma fedentina. Eu queria que tu visse o estrago de tanto peixe. De tanto peixe que morreu nesse igarapé. A gente ia pra pegar com paneiro, eles tavam rodando, aqueles traíra assim grande, jeju. Tudo peixe do igarapé, do rio. A gente pegava, abria ele, já tava podre. Eles vinham e já tavam podres, com a força daquele veneno da Facepa. Aí, quem que ia comer? Ninguém. Acho que nem urubu comia, porque tava envenenado".
_______________________
Depoimento de Dona Barroso, 2013. Em: Memória ambiental das águas de urbanas na bacia do Una, em Belém (PA) - Pedro Paulo Soares













