30 de agosto de 2025 ❤️🩹
Hoje, uma página em branco me chama para falar dele.
São 3 dias de silêncio logo após conseguir soltar o que estava engasgado há um tempo. Em cada um desses dias existe uma certeza que se solidifica como uma pedra: não era pra ser.
Fui eu que me apaixonei antes do encontro, que teci um caminho até ele, mesmo entre os vácuos da sua ausência. Fui eu que senti o coração em colapso quando o vi pela primeira vez, que quebrei minhas próprias regras e fui ao seu encontro, na sua casa. Fui eu, hipnotizada por seus olhos, sentindo o corpo se arrepiar em cada toque, cada beijo, cada abraço. Apenas eu. Sempre eu. Mas ele não tem a obrigação de colher os frutos que plantei sozinha em meu peito.
Ele não precisa preencher as expectativas que eram unicamente minhas. E mesmo que eu não sentisse essa avalanche há anos, nada justifica este desejo tolo de receber uma mensagem sua no meio do dia, falando do cansaço da semana, da tristeza por ser segunda-feira ou da demora para chegar a sexta-feira. Nada justifica a fome de ler um “estou com saudades”, um “quero te ver”.
Isso não vai acontecer. A conexão que eu senti foi um monólogo. Um eco que só eu ouvi.













