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Fail
Nega se emperequeta toda pra sair pra encher a cara e lá chegando não consegue terminar UMA taça de vinho. Pediu coca-cola, arregou. :)
What I ate.
Café da manhã: beans on toast + morangos. Almoço: Risoto.
Calma.
carnaval multicultural
Ingredientes: - uma carioca; - uma capixaba; - uma cubana; - uma cubana/portuguesa de cinco anos; - um sábado à noite em jersey; - algumas latas/garrafas de cerveja; - uma coreografia do É o Tchan improvisada; - uma imitação da Victoria Beckham; - uma câmera; Modo de Fazer: Leve tudo para a sala, misture ao som da Leona cantando na BBC, aqueça com um aquecedor elétrico que vive sendo derrubado e adicione gotas de café com leite, iogurte e algumas fatias de pizza de supermercado meio crua. Agite antes (e durante, e depois) de usar. (eu tinha fotos desse encontro memorável, que não estou encontrando no har drive; continuarei procurando)
daffodils
então, retornando momentaneamente do mundo dos falecidos virtuais.
o dia está lindo, o sol está azul (haha), os daffodils/narcisos já estão abrindo e os primeiros desse ano já estão na jarra; como diz o meu amigo escocês, são as vantagens de eu ter "escolhido" morar mais ao sul.
a vida está boa, por isso mesmo nao tenho tido sobre o que escrever - ja que, como dizem por ai, eu so escrevo para reclamar. ou melhor, ate teria sobre o que escrever/reclamar. eu ja escrevi blogs antes que não versavam sobre o meu dia-a-dia, mas atualmente o umbigo fala mais alto que quaisquer pretensões de porta-voz do que quer que seja.
apesar disso, não vejo muito sentido em vir aqui dizer que perdi quatro quilos, que fiz amigos novos, que estou estudando italiano sozinha, que caí da escada e machuquei o joelho, que estou planejando uma visita a Madrid, que bati a marca das 6000 ribbons no poupee, que comprei o the sims mas estou sem tempo de aprender a jogar, que terminei de assistir sex & the city (é, eu comprei todas as seasons) e pateticamente quase chorei no último capitulo, que um amigo importante resolveu me virar as costas mas estou retomando, com carinho e cautela, um relacionamento delicado que foi cortado abruptamente ha mais de dez anos.
sentido, não faz. mas sim, tudo isso esta acontecendo agora, e pronto, vim, vivi e escrevi.
cenas de um aniversário.
o bolo na varanda, à espera do birthday boy.
birthday boy...
bolo.
estava uma delícia, por sinal. e, como todo BOM bolo, melhor ainda no dia seguinte. a felicidade pode ser tão simples quanto um pedaço de bolo dormido. (pielavesi, finland, 24 de agosto de 2007)
das pessoas. e paris.
paris, outono de 2007. eu batia perna a esmo pela champs-elysées (andei do boulevard saint-germain até lá) e, cansada, resolvi me sentar num banco para dar um refresco aos pés, enquanto me divertia observando os turistas hilbillies americanos tendo ataques diante das vitrines suntuosas, decoradas com pequenas obras-primas de couro pousadas sobre stands de vidro. depois de alguns minutos fazendo a conversão euro/dólar, a reação era invariavelmente a mesma: "800 hundred dollah?? i ain't gát no 800 dollah to pay for thá!!! are they out of their mááins?". uns amores. e cobertos de razão. enfim. saindo de um mcdonald's, um grupo de turistas brasileiros. três rapazes e uma moça, cerca de 20-25 primaveras, roupas inapropriadas (casacos demais e nem estava fazendo tanto frio assim), vozes altas, sotaque carióóóaca. não prestei atenção, mas descansada já estava e me pus a andar na direção dos tuileries. eis que de repente ouço vozes em português de pessoas que caminhavam atrás de mim - sim, eram eles. e o diálogo, mais ou menos esse: - aquela ali não é francesa meeeeeixmo! - como é que você sabe? - muito mal vestida! (ai, lolla moon, você, seu vestidinho jaeger, sua bota prada-comprada-no-brechó e sua bolsa saint laurent marks & spencer podiam ter dormido sem essa!) - deve ser argelina, então, haha! - eu não acho! tem cara de... indiana! (pelo visto não só os paquistaneses de londres me acham com cara de comedora de poppadom) - é indiana sim, deve ter vindo lá de bangladesh (oi, te dou uma aula de geografia moderna? tipo, AGORA??) - não, na índia eles passam fome, ela está muito gorda pra ser indiana! (UI) - erm, gente, vamos falar baixo por favor? vai que a mulher entende português ou é brasileira? era a minha deixa. me virei, abri um sorrisão, fiz sinal de joinha e disse: "BINGO!" a CARA que eles fizeram valeu cada "insulto".
torre da igreja de saint-germain-des-prés (o bairro onde ficamos) à noite + minha humilde sacolinha da ladurée - no fundo uma padaria metida a besta. paguei caro pela caixinha de macaroons só para descobrir que os que comprei em chartres, por uma fração do preço, eram bem melhores.
a famosa (e super fotografada) escadaria da catedral de sacré-coeur em montmartre. e a torre óbvia fotografada do jardim des tuileries.
no quartier latin não deixe de ir tomar uma caipirinha nesse bar (foto à esquerda). não me lembro o nome (fácil de achar, porque toca salsa e ritmos latinos e dá pra ouvir do lado de fora), mas serve a caipirinha mais barata do bairro durante o dia. quando anoitece o preço vai nas alturas, como sempre, mas o lugar enche de gente de todas as nacionalidades. os garçons são meio idiotas, mas em se tratando de paris, antes idiota do que mal educado. à direita, a decoração natalina da galeria lafayette.
fotos nada a ver: o banheiro do hotel, com uma janela enorme que me fazia perguntar, "será que o vizinho está vendo a minha bunda?" e o menu do "boteco de luxo" chamado les deux magots, onde o preço da comida é inversamente proporcional à qualidade do serviço. ou seja, espere vender um fígado para pagar a conta de duas cervejas pequenas, e ser ignorado durante todo o tempo. c'est paris, mon amis.
a famosa place des vosges, tida e havida como o quadrilátero mais belo da cidade, mas que eu achei meio sem graça. FAIL. e a vista que eu tinha do banheiro do hotel. está vendo aquela janelinha ali? pois é. tenho certeza de que eles viram o meu traseiro. e devo me dar por feliz, já que não me mandaram a conta do psicólogo.