Buen día 🐸 [Proceso de ilustración] #RockRobot #Brasil #FifaGoHome

seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from Brazil
seen from United States

seen from United Kingdom

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from Russia
seen from Türkiye
seen from United States
seen from United States

seen from United States

seen from United States

seen from United States

seen from Canada
seen from T1
seen from United States

seen from United States
Buen día 🐸 [Proceso de ilustración] #RockRobot #Brasil #FifaGoHome
Class war!
As energias não dispersadas na Copa
Luis Eduardo de Melo Teixeira
Quando se falava que o “futebol era o ópio do povo”, sábio foi quem o inventou. Na verdade essa expessão ainda, em meu conhecimento, vinha com adendo das religiões: “religião e futebol são o ópio do povo”. Explico sobre o futebol.
Quando o povo torcia para seu time local ou nacional (como o Brasil), havia muito mais do que momento de cultura e lazer. Até mesmo porque se pararmos para analisar criticamente, que ser humano acharia sensato tocer para uma que uma coisa que sequer sabe fazer? E que vença? É muito ideológica a difusão de que o Brasil é o país do futebol, como se todo brasileiro soubesse e tivesse a obrigação de bater uma bolinha. A realidade é que assiste-se muito futebol no Brasil. E ainda assim, há lá suas controvérsias. Dizer que o Brasil é o país do futebol e torcer para que seu time vença é como torcer para que a minhoca cave o buraco mais fundo e fuja de seus predadores naturais: faz algum sentido humano? Faz.
Quando o torcedor de um time se coloca em tal posição, “torcedor”, se coloca assim porque precisa extravasar, pôr para fora o que inconscientemente está ali em sua essência – não à toa, o “hit” que sustenta o horror sucesso de Claudia Leite se chama “Extravasa”. Ali depositam ou canalizam todas as energias dispersas, as poucas que a classe trabalhadora ainda poderia dispersar após jornadas pesadíssimas e diárias de sobretrabalho; ou qualquer sentimento pessoal que demande energia: frustração, ódio, raiva, tristeza, alegria; e ainda a fuga do real: as necessidades e os desejos.
Freud dizia do poder da necessidade e do poder dos desejos. Sobre as necessidades, o corpo tem de suprir-se e essa força é irredutível – a carência de alimento, de sexo – pois é a máquina pedindo combustível para que funcione. Já o desejo trabalha em cima dessa necessidade, camuflando como imprescindível algo já não tão relevante (por exemplo, se eu posso me alimentar com arroz e feijão (necessidade), o desejo me dirá que preciso me alimentar com tortas refinadas e vinho caro (desejo), em uma comparação porca), mas ainda assim demandando grande energia para supri-la, com um diferencial: o desejo se renova. Nunca é suprido.
Pois bem: quando o povo canaliza todos os seus desejos e suas necessidades não são atendidas por completo, a fuga ou “o ópio” adia os efeitos colaterais de tal complexa energia demandada. Ou ainda, funciona em efeito catártico.
Quando o futebol sustenta essa energia coletiva (reichiana) de explosão das forças represadas do corpo canalizadas para a torcida e a torcidade lhe é tirada, como temos visto na Copa e para a Copa, na inauguração dos estádios novos, em que o “perfil socioeconômico mais elevado” exclui de campo e da arquibancada os pobres, os precarizados, os trabalhadores explorados, os que realmente tem emulação de saciamento dos desejo e necessidade, as energias voltam a se dispersar e reencontram seu ponto original: a fome, a miséria, a exploração laboral, o sexo sem qualidade ou sua ausência, a falta de atendimento médico para recuperação da saúde, a falta de educação de qualidade para compreensão de si e do mundo ao redor, a remuneração pífia do seu trabalho, entre tantas outras.
Enquanto as energias se redirecionam para o caminho de origem, as lideranças políticas decidem estimulá-las mais ainda com a repressão policial, com Estado de exceção, convulsionando as massas que tomam as ruas, em um encontro de si mesmos com suas necessidades e desejos. Mas tais políticas propiciam às classes dominantes o saciamento de desejos que se renovam: o sadismo de ver o povo subalterno, indefeso, sem direitos, precarizados, humilhado, torturado. Ou seja, mais uma vez as elites tem seus desejos – não suas necessidades – atendidas, em detrimento do povo.
Mais uma vez, e muito mais vezes os povos estarão nas ruas porque lhes foram tirados a catarse. Mais uma vez, e muito mais vezes o povo irá para a linha de frente porque está aberta e esgarçada a divisão de classe entre a elite burguesa brasileira e o povo trabalhador que, não sucubindo mais tão facilmente às seduções labiais dos intelectuais de proveta, reencontraram em si mesmos a força de se rebelarem contra as privações. Porque a elite está ganhando de lavada e com relativo conforto a Copa, as necessidades e principalmente, desejos, dos mais simples aos mais terríveis.
Brazil 2014: FIFA Go Home.
Dan's World Cup
Here is my illustrated take on the current Brazil and the upcoming Qatar World Cups.
1. Blood on their hands
2. Welcome!
3. Rio
4. Quieting the protesters
5. World Cup casts a long shadow in Qatar
6. Manacles for goalposts
Print Shop / Twitter
#Fifagohome! #FIFA #SethBlatter. He is HILARIOUS!