DarkTrip - cap II
acordo sem noção de onde me encontro. Suspenso por alguma corrente presa a parede percebo que algo não está muito certo. Meus braços doem e tenho dificuldade em mover minhas mãos. Algo escorre pelo meu rosto enquanto observo o vão frio todo em pedra que escurecido mal revela alguém a frente. Começo a cogitar que esse gemido que agora percebo venha dele. A minha esquerda sinto um vento vindo direto até mim, suspeito que seja a saída daqui. Percebo que minhas manoplas ainda estão comigo me permitindo acessar uma força estranha demais para explicar, uma força útil mas que irá me derrubar por algum tempo. Levanto, meus braços abrem-se para lateral de meu corpo. Reflito se devo de fato fazer isso agora. Conforto-me pensando que vale a pena o risco. Vale a pena o risco. Olho para o escuro à frente recordando você. Cerro os punhos com receio fazendo cada vez mais força. Percebo invadir por dentro, pelas fibras um calor inumano. Não é dor, não é físico, é o mesmo que um terror a esbugalhar os olhos, causando pânico, raiva, chegando de fato replicar tal dor para o corpo, como se meus músculos estourassem num grito, sentindo a baba escorrendo dos lábios enrijecidos percebo o quebrar da argola levando meu corpo ao impacto no chão.












