Algo incontestável: Estar perto não é físico. Não é a distância que separa as pessoas, mas sim a frieza, a falta de interesse, falta de atenção, diálogo, a indiferença, o “tanto faz”... Isso sim forma um abismo. Ele sempre teve um jeito de menino travesso com riso desenfreado. Era impossível não sorrir com ele. Era impossível não gostar dele.
Como deixar de lado se o que eu mais quero é ele do lado?
Ele costumava ser meu refúgio, mas fugiu de mim, eu nunca soube lidar com o nosso fim sem ponto final.
Eu só queria ser o lugar favorito dele, pra ir quando tiver um dia ruim ou bom. Ser o porto seguro em meio ao caos, a luz em meio a escuridão. Ser o tipo de amor capaz de provocar inveja até nos contos de fadas.
Eu fico com saudades, enquanto ele fica com outro alguém. Talvez alguém mais descomplicado, que ria mais, que fale inglês ou espanhol fluente, que o faça sorrir quando ele se sentir triste, ou o abrace quando ele estiver em um momento ruim. Quem dera fosse eu, e que ele tivesse me escolhido.
Por mais que ele não me queira, e talvez não sinta mais nada, tem uma parte minha que insiste em pertencer a ele, me importar com ele, querer saber um pouco mais sobre ele. Sinto muito por ele sentir tão pouco.
Talvez eu tenha nascido somente pra ser sua amizade e não seu amor. Mesmo eu o tendo amado com todas as forças. Mas me diz o que fazer com todo esse amor?? Se ele é todo dele e eu não poso lhe dar.