Callisto Black havia perdido a oportunidade de tornar-se monitora quando escolhera o máximo de eletivas que conseguiria carregar nos anos anteriores, sabendo que jamais seria capaz de dar conta de todas e da monitoria sem que tivesse um vira-tempo ou algo parecido em sua posse. Mas era seu último ano agora, havia enxugado suas matérias para àquelas que pudessem lhe interessar melhor em um futuro próximo — afinal, estava mais do que na hora de dedicar-se à uma futura profissão — e ela sabia muito bem da importância que o cargo “Monitor-Chefe” carregava em um currículo. Assim, aguardou até que todos os colegas em sua casa comunal tenham ido dormir, para que pudesse escrever sua carta de aplicação na mais absoluta paz. Molhou a pena no tinteiro antes de começá-la:
À diretoria ou à quem interessar,
Antes de qualquer coisa, estou anexando à essa carta meu registro de presença em todas as aulas dos últimos seis anos até, é claro, a do ano letivo até então. Tenho certeza que vocês tem acesso às mesmas porém tomei a liberdade de lhes poupar o tempo. Como podem ver, meu nível de presença nas aulas atinge praticamente cem porcento, exceto à raríssimas exceções em que marquei presença na Ala Hospitalar e, nesses casos, também anexo uma declaração da Madame Pomfrey que explica tais ausências.
Em todos os meus anos de Hogwarts fiz questão de manter um registro exemplar tanto de comportamento quanto de resultados acadêmicos, mesmo carregando uma pesada grade curricular na escola. Qualquer professor deverá confirmar minhas participações em sala de aula, assim como minha boa vontade apresentada até mesmo em ajuda aos meus colegas em momentos de dificuldades dos mesmos.
De acordo com tais experiências sinto-me segura em afirmar que acredito ser capaz de cumprir com todas as obrigações cabíveis à um monitor-chefe, assim como tenho certeza que cumpro todas as competências exigidas ao cargo:
Resolução de conflitos: Posso pensar em diversas experiências que comprovam tal habilidade, como no segundo ano quando um colega de sala acabou em um conflito com um visgo do diabo e eu, sem uma varinha em mãos, consegui desentrelaçar tentáculo por tentáculo com um mero lampião. Ou quando colaborei com Filch que, muito nervoso por ter seu esfregão quebrado por Pirraça, quase foi capaz de me oferecer um sorriso quando conjurei o conserto do mesmo.
Parcialidade: Por maior lealdade que devo à minha casa, por exemplo, sou capaz de reconhecer que os habitantes da Sonserina não são perfeitos e tampouco estão livres de envolver-se em problemas. Garanto que farei meu melhor para mantê-los na linha e/ou contabilizar pontos de minha própria casa quando necessário.
Boas notas: vide anexo no envelope.
Participação nas aulas: Como explicado anteriormente, garanto que qualquer professor poderá confirmar a mesma de minha parte.
Habilidades de organização: Não é mais o caso, mas até o ano passado participei de todas as matérias eletivas oferecidas pela escola, exceto pelas quais não me permitiam inscrever por conta dos horários baterem. Ainda assim, como constatado no anexo, consegui passar em todos os meus N.O.M’s e manter minha participação nas aulas. Com o tempo livre que tenho agora após uma seletividade maior de minhas matérias, garanto que ele será aplicado nas atividades da monitoria.
Agradeço à oportunidade de aplicação, pois creio que a experiência irá propor o que for preciso não apenas para um futuro currículo bruxo, como também para maiores aprendizados cujo ainda não tive a honra de obter.
Atenciosamente,
Calliso Irma Black.
A ruiva fez uma careta ao colocar um ponto final à caligrafia cuidadosa e elegante. Soava exagerado demais, até mesmo para ela. Tinha certeza que qualquer colega que lesse a carta teria motivos para zombá-la até o final do ano letivo, mas, exagerado ou não, ela não havia contado uma mentira sequer em qualquer linha. Sabia que a chamavam de Callie-Careta por suas costas, — alguns até mesmo em sua frente — mas se havia algo que valeria a pena por todo seu esforço em Hogwarts nos últimos anos, seria preencher aquela vaga. Assentindo para si mesma, a Black selou-a em um envelope, deixando-a com Hermes — sua coruja — para que fosse entregue ao gabinete do diretor.
TIPO DE TASK: Os players escreverão um POV dissertando para fazer seus personagens concorrerem ao cargo de monitores-chefe. Somente personagens do sétimo ano podem concorrer a esse cargo. Serão avaliadas competências e comportamento.
DATA: 09/09 (domingo) até 16/09 (domingo). Vocês vão ter uma semana pra terminar a task, sem extensão de prazo.
COMO DEVERÁ SER FEITA: Individualmente, cada player deverá fazer um pov (leia mais sobre isso aqui) contando, no ponto de vista do personagem, os motivos pelo qual ele deveria ser o monitor chefe e porque ele quer o cargo. A escolha independe de gênero, de forma que os dois escolhidos possam ser pessoas do mesmo gênero ou gêneros diferentes.
TAG DA TASK: #fxf:task – #fxf:monitores chefe
Os critérios de seleção para a escolha dos monitores chefes serão:
Obrigações de monitor chefe
Marcar reuniões para todos os monitores
Instruir o que os monitores deverão fazer
Marcar os horários de patrulha
Responsabilidades especiais designadas pelos professores de acordo com a situação (especialmente situações perigosas)
Inspecionar o comportamento e conduta de outros monitores
Orientar os monitores em caso de dúvidas ou dificuldades
Motivações pra se tornar monitor chefe
Competências para se tornar monitor chefe
Capacidade de resolução de conflitos
Parcialidade
Boas notas
Participação nas aulas
Habilidades de organização
Ser do sétimo ano. Alunos do sexto ano não serão considerados para o cargo.
you are not frightened; you should be —— ♡ arianillicent⌟
✧ * º • ☾ Uma vozinha muito parecida com a de sua bisavô repetia “No que está se metendo?” gostaria muito de ter uma resposta capaz de sanar essa pergunta, mas infelizmente se quisesse, de fato, saber o que significava tudo aquilo teria que se emprenhar ainda mais fundo. Próximo ao horário estipulado em seu convite, capturou o chapéu fedora amarelo, não era algo extraordinário vê-la com ele em seu tempo livre, mesmo que sua cor pudesse ser chamativa para os poucos acostumados, por tanto não levantou qualquer suspeita ao caminhar até o sétimo andar, passos foram dados de um lado ao outro a frente do local onde a porta escondida ficava, não era capaz de pensar exatamente no que precisava que a sala se transformasse, ainda que desconfiasse que naquele tipo de situação não havia necessidade para tal.
Assim que atravessou o portal que separava o comodo do corredor, se viu em uma sala muito bem iluminada com uma especie de mesa alongada, o que julgou ser o local onde deveriam duelar, mas no outro canto da sala havia uma decoração peculiar, com estantes com livros que julgou ser sobre medibruxaria e alguns instrumentos para tal pratica, como poções e antídotos, imaginou serem uma resposta ao medo de acabar ferindo alguém que não merecesse. Claro que não reclamaria de acertar um Veneflechum em alguém que cultivasse inimizade, mesmo que soubesse que correria para procurar alguma coisa para ajudar a pessoa em seguida, era uma pessoa de bom coração, ainda que por vezes a raiva enuviasse seus sentidos.
Manteve-se sentada a ponta da mesa, com as pernas cruzadas, sabia muito bem que chegara um tanto cedo demais, o que lhe dava alguns minutos sozinha no local, recordava-se de ter visto na noite anterior o brilho do planeta Marte mais forte do que o normal, era uma predição de que algo ruim aconteceria, sangue seria derramado... Não queria saber desse tipo de futuro, mas seus estudos de astrologia indicavam claramente isso, por essa razão estava nervosa, não por receio de perder um duelo, mas sim, de ser ela quem derramaria sangue. Ajeitava o chapeu sobre os cabelos prateados no exato momento em que o barulho da porta anunciava a chegada de sua oponente.
Foi uma das primeiras que soube sobre as inscrições para monitores-chefe, um sorriso orgulhoso aparecendo em seus lábios quando contou às amigas sobre a novidade. Mesmo não possuindo o cargo de monitora, acreditava que deveria pelo menos tentar, independente da grande insegurança que parecia abalar o seu coração que já tinha passado por várias coisas. Era seu ano de fazer grandes mudanças em sua vida, o ano que a separaria de outras pessoas; restava saber se era para o sucesso ou para a derrota. Não tinha nenhum motivo contra a decisão que tomou após muito tempo de reflexão, mas estava nervosa assim que segurou a pena com a mão esquerda, tremendo com o nervosismo do momento. Balançou a cabeça, tentando obter um pouco de confiança. Nada poderia a deter agora.
Começou a passar critério por critério. Sabia que não era a melhor em resolução dos próprios conflitos, mas era a pessoa que sabia resolver os problemas dos outros como ninguém, principalmente considerando seu histórico com o time de quadribol. Muitos lá dentro tinham grandes problemas relacionados ao convívio, Anita servindo várias vezes como portadora da racionalidade nos momentos necessários, sendo vista para muitos como uma pessoa muito responsável. Não era o tipo de pessoa que saía por aí batendo nos outros — como muitos insistiam em resolver seus conflitos em pleno final do século XX, jamais permitindo que sua mão servisse como forma de ferir alguém. Além disso, tinha um talento nato fazer com que parassem o que estão fazendo para escutá-la, sabendo moldar as suas falas para momentos apropriados, sempre carregados de demasiada sinceridade e honestidade. Desde o seu primeiro ano, demonstrava ser uma líder nata que sabia o que deveria ser feito.
A parcialidade nunca foi um problema para Anita, reconhecendo que sua casa possuía problemas como qualquer uma, então não seria a pessoa que agiria apenas com seu coração quando tivesse que lidar com algum estudante fazendo algo que não deveria. Uma das maiores qualidades dela era não envolver seu coração em questões que deveriam ser tratadas com rigidez e responsabilidade, mesmo que, como qualquer ser humano, fosse capaz de cometer deslizes, sendo obrigada a reconhecer isso, aprendendo com cada um que deu durante todos seus anos. Fizeram com que crescesse de diferentes formas, valorizando mais do que nunca a ordem e percebendo a necessidade da existência de regras. As consequências do descumprimento delas preparam os estudantes para a vida que levariam depois de Hogwarts, mesmo que talvez não tivessem segundas chances como frequentemente tinham na escola.
As notas de Anita são o seu maior orgulho, sendo boa em todas as matérias desde o seu primeiro ano. Não tinha algo a reclamar, sendo uma estudante bem focada, o que a fez desejar o cargo de monitora desde o começo, ficando bem chateada quando não o adquiriu, enxergando a oportunidade de ser monitora-chefe como algo quase divino. Qualquer professor poderia comprovar a sua dedicação entre aulas, sendo a garota que levantava a mão quando algum questionamento era levantado. Além disso, a oratória que desenvolveu foi ótima, graças às várias horas que passou treinando em frente ao espelho, colocando isso no pergaminho rapidamente. Algumas das alunas zombaram quando pegaram a garota falando consigo mesma e observando cada movimento seu com bastante exatidão, chamando-a de louca. Anita tentou não demonstrar muita mágoa na hora, mas não era muito boa em esconder o que sentia na época.
Organização é uma das palavras que muitos usariam para descrevê-la, já que tem uma certa obsessão por ter tudo no lugar. A escrivaninha que usava para estudar era algo que adorava gabar-se para todos, odiando quando alguém tirava sequer uma caneta do lugar, mostrando a tendência que Anita tinha para desenvolver até mesmo um TOC (algo que demoraria para confessar que já tinha). Era o tipo de estudante que jamais esquecia que tinha um trabalho, afinal era praticamente um calendário humano, sendo ela que procuravam quando não tinham a certeza de alguma coisa relacionada ao calendário acadêmico.
Entre faltar uma aula e a morte, Anita escolheria a morte. Era a primeira chegar na aula e a última a sair, qualquer professor podendo confirmar, afinal era a aluna que geralmente mais tinha dúvidas, visitando os professores até mesmo em horários extras. Como uma ávida questionadora do mundo em sua volta, muitas vezes não achava as respostas em livros, as aulas sendo a maneira da sua curiosidade ser silenciada por alguns minutos. Em Hogwarts, encontrou seu lugar quando suas perguntas não eram silenciadas, mas sim levadas para outros questionamentos, sendo o lugar perfeito para a morena que era sedenta por respostas.
A última palavra foi escrita com sua caligrafia bonita, sorrindo para o que tinha acabado de fazer. O coração batia forte contra o peito, pensando que sequer enviar aquilo era grande o suficiente para Anita; tinha conseguido vencer a sua pequena batalha, acreditando em si pela primeira vez em muito tempo. Tantas vezes tinha parado o que ansiava por pensar que não era boa ou até mesmo que apareceria algo para estragar seus picos de felicidade. Aos poucos, encontrava novamente momentos que sentia que poderia ser o suficiente para algo, confiando que talvez fosse a sua oportunidade de abraçar o destino que tinham reservado a ela. A oportunidade de ser monitora-chefe não era apenas por desejar colocar mais alguma coisa em seu currículo — mesmo que confessasse que seria uma coisa boa, no final das contas — mas sim uma chance de perceber que talvez não estivesse condenada à tempestade que encontrava-se desde a sua infância. Aquilo fez com que ficasse cheia de determinação.
Colocou o pergaminho dentro de um envelope, deixando que um sorriso bobo aparecesse em seus lábios.
Você está ciente de que precisará falar a verdade e somente a verdade nesse formulário?
Juro solenemente falar a verdade, e nada mais.
Qual é seu café da manhã favorito?
Waffles com maple syrup. E, é claro, não pode faltar uma boa xícara de café.
Quem é a pessoa que você confia para absolutamente tudo?
Lily Potter ( @liliumauratum ), minha mãe de criação.
Você se considera uma pessoa boa?
Sim, sempre tento ser. Algumas pessoas tornam essa missão um pouco mais difícil.
Você acha que as pessoas gostam de você? E mais, você se importa com a opinião delas sobre você?
Sinceramente, acredito que as opiniões se dividem, dependendo do lado meu que conhecem. Alguns infelizmente começaram comigo com o pé errado, mas sei que muitos me adoram. Reputação é quase tudo, não? Então, sim, me importo.
Se você pudesse jogar alguém no Lago Negro para brincar com a Lula Gigante, quem seria?
Tem várias pessoas que poderiam ser citadas aqui... Mas acho que uma se destaca, apesar de eu acreditar que, tristemente, sairia ileso: Burke. Noctus Burke. ( @burkesblood )
Você já fez uso das Orelhas Extensíveis da Gemialidades Weasley para ouvir a conversa de alguém? Justifique.
Não. A curiosidade matou o gato, não?
Qual é seu signo do zodíaco?
Nasci no dia 23 de Junho, então sou de Câncer. Mas meu ascendente é em Leão, então... Cuidado.
Na sua família, você é a única pessoa com seu nome, ou existem outros antes de você com o mesmo nome?
Sou a única.
Quais são suas melhores qualidades?
Acho que a mais marcante é a minha competência. Não tem obstáculo complicado demais para mim, e desafios que me façam evoluir me cativam. Eu também sou uma ótima amiga, poder perguntar a Diana Tonks( @dianatxnks ) e Cassandra Rowle ( @rowlecass ), lealdade como a minha não há. Sou dedicada em tudo que eu faço, gosto da perfeição, do olhar alheio de admiração, sabe?
Você tem planos para quando se formar em Hogwarts?
Não sei exatamente em que área vou agir, já que eu gosto de tudo... Mas se que, independente da escolha, serei destaque. Quem sabe algo no Ministério?
Quem é uma pessoa que você já viu no corredor, mas não tem intimidade?
Acho que Rolf Scamander ( @rclfscamcnder ) poderia ser citado aqui, apesar de estarmos nos aproximando. E também tem o Hércules Rosier ( @imtherosier ), com quem nunca falei, mas não tenho nada contra.
Quantos anos você tem?
Dezesseis.
Se você pudesse viver para sempre, você viveria?
Não. Acredito que alguma hora, isso tornaria-se um fardo. Prefiro viver bem cada dia que tenho, e aceitar a morte como uma velha amiga.
O que você acha de juventude eterna?
Uma benção!
Pensa rápido: três sentimentos que você está sentindo agora. Justifique.
Curiosidade e desconfiança, porque não sei do que isso se trata, e orgulho, por lembrar das minhas qualidades.
Quando eu digo “amor” o que tem vem à mente?
Família.
Que pessoa (viva, morta ou fantasma) é seu ídolo?
Dumbledore. 115 anos de vida, e ele ainda não encontrou o tédio, admiro como ele consegue surpreender todos a cada ação.
O que você acha de virar um fantasma depois que morrer?
Tedioso, é como viver eternamente: uma hora, iria cansar.
O que você acha desse formulário?
Suspeito.
Você acredita em sorte?
Talvez. É um conceito muito amplo, sabe?
Quando você pensa em um inferno particular, o que aparece na cena?
Completo breu e a sensação de angústia infindável.
Você se ama? Não, eu não estou falando sobre narcisismo. Você realmente gosta de si mesmo?
that’s what fiancees do, right? they fight. | bombarda society
Blaise sabia que não era uma boa idea desde o momento em que girou a caveira. Aquela que parecia mais como a decoração da mansão de uma família tradicional, das quais costumava visitar muito por conta dos amigos de sua mãe, só podia significar problema. Afinal, quem ainda usava aquelas coisas? Deixem o gótico morrer junto com o ultrarromantismo, por favor! Não duvidaria que um dia encontraria um monumento a Lord Byron em uma dessas casas, francamente. Era esses pensamentos aleatórios que o distraíam enquanto ele caminhava até a Sala Precisa com apenas sua varinha em mãos e o sentimento de que deveria dar meia volta.
Seja lá quem estava comandando a tal Bombarda Society, tinha uma senso de humor sem ácido. Só assim para colocar Blaise Zabini de dupla da garota com quem ele supostamente deveria casar e que parecia o odiar por isso. E, apesar da arrogância, Blaise sabia de suas limitações. Ele nunca fora bom com feitiços, muito menos com duelos. Sem poder levar nenhuma poção e nenhuma arma branca para o duelo, suas chances de ganhar caíam drasticamente.
Entretanto, aqueles desafios eram a coisa mais interessante acontecendo em Hogwarts no momento. Fora que tinha o detalhe de que, quem vencesse, ia ganhar as respostas do oponente. Ele não se lembrava de ter escrito nada comprometedor no pergaminho verde, mas não arriscaria. Ainda que as chances de sair ileso daquele duelo fossem bem baixas.
Chegou à Sala Precisa com quase cinco minutos de antecedência, encarando seu relógio de pulso enquanto esperava por sua noiva. E, por uma fração de segundo, se arrependeu por não ter parado ainda para conversar com Cassandra sobre o tal casamento.
TIPO DE TASK: Continuando o plot da task Torneio da Sorte, os inscritos serão divididos em duplas, que serão designadas para duelar na Sala Precisa. Eles não poderão falar nada sobre seu respectivo par ou hora, caso falem, serão desclassificados.
DATA: 09/08 (quinta-feira) até 23/08 (quinta-feira). Vocês vão ter duas semanas pra terminar a task.
COMO DEVERÁ SER FEITA: A task deve ser desenvolvida através de turnos. Os personagens vão ter no mínimo 3 minutos e no máximo 30 minutos para duelar. O turno deverá ser composto de, no mínimo, 2 respostas de cada player. No máximo, 3 respostas por player. Se o prazo da task acabar e o turno não tiver sido finalizado, os dois personagens perdem.
TAG DA TASK: #fxf:task -- #fxf:torneio da sorte -- #fxf:bombarda society
Notas OOC após o read more
Ninguém sabia como os convites foram mandados, mas eles se encontravam nos dormitórios de todos os que preencheram os formulários assim que o jantar terminou. Os envelopes eram pequenos e dourados, tinham um ar elegante de opulência, algo que poderia ter saído de Beauxbatons, não de Hogwarts. Toda boa armadilha precisava de uma isca, certo?
Se você abrisse o envelope, ele sumiria em suas mãos, e em seu lugar apareceria uma pequena caveira adornada com uma coroa. O dourado era o mesmo, mas a sensação que passava não era leve e divertida como antes. Podia ser algo que saiu de uma prateleira de família puro-sangue, era um metal pesado e frio ao toque. Se você segurasse tempo suficiente o espaço no meio da coroa, sentiria a caveira esquentar. Alguma coisa mudou, você conseguiu sentir isso, mas não sabia direito o que era, então revirou a caveira em suas mãos, e encontrou um pequeno detalhe escrito nos dentes.
Eram números, uma data e um horário. Você não sabia direito pra que era aquilo, apesar de ter alguma ideia do que se tratava. Leprechaun, aquele maldito Torneio da Sorte. No processo de investigação encontrou mais um nome -- um lugar, escrito numa fenda atrás da cabeça. Você sabia onde era aquilo, se lembra de ter ido lá uma vez porque perdeu alguma coisa, e te falaram que lá era o lugar onde coisas perdidas eram encontradas. De repente, a caveira ficou quente novamente, e você quase virou um fantasma quando percebeu que ela abriu a boca. Um pequeno pergaminho verde, você já conhecia aquele pergaminho, foi cuspido pela caveira. Um nome
Em todos os dormitórios do castelo, o lugar era o mesmo. Os horários eram diferentes, assim ninguém corria o risco de encontrar alguém que não deveria. Não precisava ser um gênio para somar os três, e saber o resultado. Toda a questão era: o que você ganharia com isso? O que era bom o suficiente para te fazer sair de sua rotina, dia a dia, para se encontrar com alguém em um horário no qual você provavelmente já tinha um compromisso marcado?
Suas perguntas foram respondidas quando você acidentalmente tentou girar a coroa, e outro pergaminho foi cuspido pela caveira. A caligrafia era elegante e legível.
Snitches get stiches. Antes de você contar para alguém, se lembre que assinou um contrato, e quebrar um contrato é falta de educação.
Leve somente sua varinha, se não...
Se você faltar, é automaticamente desclassificado, e a outra pessoa vencerá.
Se ninguém atacar, os dois perdem.
Se der empate, os dois perdem. Alguém precisa desistir.
Maldições Imperdoáveis são terminantemente proibidas. Se você tentar, a sala vai garantir que ela seja voltada contra você.
Se você ferir mortalmente a outra pessoa, vai ser desclassificado e dedurado.
Se nenhum dos dois usar o feitiço Bombarda, os dois serão desclassificados.
Vitória imediata para quem conseguir fazer o oponente tirar seu chapéu de forma voluntária.
Se o chapéu for queimado, destruído ou sair da sua cabeça por acidente... Bom, nada acontece, mas sinto muito pelo chapéu.
Ah, isso vai ser um duelo. Esqueça sua dignidade debaixo da cama e leve um chapéu. Chapéus são legais.
O vencedor ganha um parabéns, as respostas do oponente e a escolha de sair do Torneio ou continuar.
Quem perder, é obrigado a continuar no Torneio.
Quem for pego, bom... É melhor você não ser pego.
Até lá, não entre em contato com seu oponente. Também não vale contar pros amiguinhos quem é seu oponente.
Tenha um pouco de amor próprio e faça esse duelo durar mais do que três minutos, se não os dois vão perder merecidamente.
Como isso também não é Voldemort vs Dumbledore, não pode durar mais do que 30 minutos. Se passar de 30 minutos, os dois perdem.
— NOTAS OOC
VEJA SUA DUPLA AQUI!
Surpraise! Estamos aqui com mais uma task fofuxa para vocês. Atrasada, mas ainda sim fofuxa.
Essa é a primeira fase de um plot bem maior que está para vir, em que os chars vão acabar se afundando cada vez mais. Lê-se: angst faz bem pra pele.
Não colocamos data junto com os horários porque não faz muita diferença na prática, mas se vocês quiserem, podem decidir entre si.
O lugar que os personagens vão lutar vai ser a Sala Precisa. Ela se transforma em qualquer lugar, então você pode decidir com sua dupla o lugar que ela vai se transformar para os dois.
Se seu personagem outra arma que não seja uma varinha (ou um chapéu), a Sala Precisa vai confiscá-la e não vai devolver mais. Tipo, nunca.
Se você chegou depois, ou não fez a primeira task, e quer participar dessa, ainda pode, só espera um pouco! Vamos explicar direitinho como vai funcionar em um aviso.
Marquem a central nos turnos! E mandem pra a gente quando vocês terminarem.
É basicamente isso, qualquer dúvida grita a gente no read more!
𝑇𝐴𝑆𝐾: as responsabilidades de um monitor-chefe { @fxfhq }
A competitividade da família Suzuki podia mostrar-se de maneiras diferentes em cada um, mas ela estava presente em todos os seus herdeiros. Para Yoshihiro, o mais velho, ela manifestava-se no campo de quadribol, esporte pelo qual apaixonara-se quando criança e que trazia-lhe imensa frustração ao voltar de mãos vazias para casa após uma partida; já para Yamato, o caçula, ela vinha na vontade de fazer-se diferente dos irmãos --- ambos donos de atitude paciente e compreensível, os filhos que seus pais pediram a Merlin, cabia a ele ser o que abalaria as estruturas de por onde passasse. Não fora à toa a decisão do Chapéu Seletor de colocá-lo na Grifinória, consciente da determinação do garoto em tornar-se uma força a ser reconhecida, embora isso também significasse uma ou outra bronca dos pais.
Em Natsumi, por fim, a competitividade mostrava-se no desempenho acadêmico. Influenciada --- e pressionada --- pela criação rígida dos pais --- que considerava ser na medida certa ---, assim como foi o irmão mais velho e era o mais novo, desde pequena soubera que deveria ser uma boa aluna onde quer que fosse, da escolinha trouxa de bairro que frequentara até os dez anos à Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
Em tese, aprender não era uma tarefa difícil para Natsumi; sempre vira prazer em descobrir coisas novas e educar-se sobre o que antes não percebia. Também era excepcionalmente organizada e disciplinada, outra vez transparecendo a identidade dos pais que a criaram, e assim conseguia lidar com o tempo limitado que tinha. Contudo, era assombrada pelo próprio perfeccionismo e, ligado a ele, a mania obsessiva de procurar pela aprovação dos outros, fosse dos pais, dos professores ou dos colegas de classe. Nada era tão satisfatório quanto receber um elogio por um trabalho bem escrito ou o aperto da mãe em seu ombro ao checar sua média anual, pois eram gestos como aqueles que a asseguravam de que estava no caminho certo. Isso a levava a sobrecarregar-se de atividades, somente para ter aquela aprovação novamente, ainda que em troca de boas noites de sono, disposição física ou saúde mental. Era matriculada em onze disciplinas, participava do Clube de Poções, monitorava pela Lufa-Lufa e auxiliava alguns alunos com os estudos nas horas vagas. Tudo que gostava ou possuía interesse em fazer, porém, que não deixava de ser um reflexo da cobiça por gratificação.
A aplicação para a monitoria chefe não foi uma exceção. Reconhecia que deveria ter como prioridade naquele ano os N.I.E.M.s, afinal, por mais que planejasse explorar o mundo trouxa após a graduação, se algum dia quisesse seguir uma carreira bruxa precisaria daquele exame. Era seu seguro e, talvez mais importante, o que a família esperava dela. Por outro lado, não reconhecia que, por mais bruxa que fosse, continuava sendo humana e, como todos os humanos, tinha limites. Se já passava por inúmeras dificuldades tentando manejar todos os deveres com os quais comprometera-se, não havia razões para atarefar-se ainda mais, mas mesmo assim queria fazê-lo. O título de monitora-chefe caberia muito bem em seu currículo e provaria mais uma vez o quão capacitada era.
Levara um, dois, três pergaminhos até escrever um rascunho de carta de aplicação que a apetecesse. Algumas palavras foram cortadas com um risco de tinta preta, anotações e substituições feitas entre o espaço de duas linhas, enquanto outras demandavam o olhar específico de Natsumi para compreendê-las, devido a erros consertados com desleixo (a caligrafia tão impecavelmente desenhada que os professores conheciam era resultado de tempo e concentração). Quando finalmente o terminara, leu-o do início ao fim à procura de mais pontos para corrigir, adicionando mais uns riscos, e então --- mais pela falta do que acrescentar sem que parecesse estar se gabando --- decidiu que era suficiente.
Puxou uma nova folha da mochila e, desta vez, pressionou a ponta da pena de escrita firmemente contra o pergaminho, logo traçando as curvas e floreios das letras que envergonhavam a escrita bagunçada de poucos minutos atrás. Passou o texto rascunhado à limpo e, ao terminar, ergueu-o em direção à fonte de luz da sala, como uma última conferida, relendo-o em voz alta:
“Cara Diretora McGonagall,
Estou enviando-lhe esta carta pois gostaria de aplicar para a posição de monitora-chefe este ano. Como a Sra. sabe, fui monitora da Lufa-Lufa pelos últimos dois anos e sinto que meu papel foi muito bem executado durante este tempo, de forma que acredito ser capaz de lidar com esta nova e importante responsabilidade.
Posso garantir-lhe minha parcialidade através de meu desempenho na monitoria que mantive desde o quinto ano, já que nunca deixei de retirar merecidamente pontos de meus colegas de Casa, ano ou de amigos. Dito isso, igualmente discordo de posturas autoritárias e abuso de poder --- pretendo sempre honrar a honestidade de Helga Hufflepuff e utilizar a posição de monitora para a produção de um ambiente justo para os alunos, fazendo com que tanto eles quanto os espaços que dividem sejam respeitados e as regras da instituição seguidas. Sua finalidade jamais deve ser de tirar proveito da situação ou privar os alunos de sua individualidade, e, ao meu ver, somente alguém dotado de calma e neutralidade é capaz de estabelecer tal ordem e solucionar os conflitos que o aparecerem.
Ademais, gostaria que dirigisse sua atenção à minha assiduidade em sala de aula e média de notas. A Sra. notará que tenho equilibrado satisfatoriamente o número máximo de matérias permitido com os deveres da monitoria e as atividades do Clube de Poções do Professor Slughorn, obtendo nove Ótimos e dois Excede Expectativas nos N.O.M.s. Embora não sejam notas perfeitas, devo minha boa performance a uma rotina muito bem planejada e disciplinada, o que também demonstra minha competência em organização por conta própria. Como monitora-chefe, certificaria-me de que os horários dos outros monitores estivessem de acordo com suas exigências acadêmicas para que seu desempenho em sala não fosse prejudicado, de mesma maneira que ajustaria o meu próprio para atender às responsabilidades singulares do cargo. Em posições de liderança, é necessário que saibamos equilibrar postura e solidariedade.
Por fim, quero apenas constatar que confio em seu julgamento e, portanto, entenderei se a Sra. escolher outro aluno para ocupar o cargo, mas espero que considere minha aplicação cuidadosamente. Hogwarts é uma escola que sempre admirarei e, por isso, é muito recompensante poder auxiliar em seu constante crescimento. Gostaria de fazê-lo mais uma vez, antes de despedir-me como parte do corpo estudantil.