Na vida, eu vivo machucando o dedinho do pé. Sempre choro. Não só porque doeu o dedo, mas porque tem coisa que é difícil de aceitar. Quando a gente tropeça na verdade, só pode cair na real.
Gael Oliveira.

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Na vida, eu vivo machucando o dedinho do pé. Sempre choro. Não só porque doeu o dedo, mas porque tem coisa que é difícil de aceitar. Quando a gente tropeça na verdade, só pode cair na real.
Gael Oliveira.
Então você quer sair, desabafar, rir de como te fizeram de bobo mas não tem ninguém pra te acompanhar. Você tem uma agenda cheia de contatos e todos são desconhecidos.
Tem dias em que fujo de tudo e de todos. As vezes prefiro o silêncio, só pra poder escutar melhor os barulhos da minha própria cabeça.
Você bem que podia vir, dar um susto nessa saudade, eu tô andando pela cidade, desejando encontrar você.
As vezes me sinto uma alma viva olhando para um corpo morto. Muito desejo e nenhuma ação. Ideais muito altos e uma vontade muito fraca de esticar os pés pra alcança-los.
A sua prisão não tem paredes, nem grades e nem correntes, a sua prisão é estar aí, querer sair e mudar tudo mas continuar no mesmo lugar, a sua prisão é a mais pura liberdade, a sua prisão não é de algemas, é não ter força de vontade.
Eu temo que você perca tempo de mais olhando para o que deixou de fazer e se esqueça do que pode fazer agora, a única coisa que sempre te pertence.
O tempo não volta pra nenhum de nós.