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Vídeo produzido para a disciplina Teorias do Jornalismo, do curso de Comunicação Social-Jornalismo, da Universidade Federal do Ceará (UFC).Discentes: Agda So...
Vídeo produzido para a disciplina Teorias do Jornalismo, do curso de Comunicação Social-Jornalismo da UFC.
Produção e Idealização: Agda Sophia e Rebeca Quirino.
Orientação: prof. Dr. Diógenes Lycarião.
Fichamento 07 | Por Émerson Rodrigues
Redes Sociais na Internet, Difusão de Informação e Jornalismo: Elementos para discussão - Raquel Recuero
1. Introdução
“Nos últimos anos, a metáfora das redes sociais tem sido aplicada com maior ênfase e pluralidade para o estudo dos grupos sociais na Internet”. (p.2).
Nessa introdução, Raquel Recuero traz alguns apontamentos que serão explicados mais à frente de seu artigo, mas também retoma um argumento importante e bastante difundido nos dias de hoje: a pluralidade de grupos sociais na Internet a partir da metáfora das redes sociais. E o que a pesquisadora quer dizer com isso? Que há inúmeros (quase que infinitos) grupos sociais sociais em constante expansão na Web e que isso é uma tendência para o futuro em um mundo tão imensamente globalizado como o nosso.
2. Redes Sociais: Da conexão à informação
“Redes sociais na Internet são constituídas de representações dos atores sociais e de suas conexões. Essas representações são, geralmente, individualizadas e personalizadas.” (p.2).
“As conexões [...] são os elementos que vão criar a estrutura na qual as representações formam as redes sociais. Essas conexões [...] podem ser de tipos variados, construídas pelos atores através da interação, mas mantidas pelos sistemas online.” (p.2).
“Enquanto a rede social é uma metáfora utilizada para o estudo do grupo que se apropria de um determinado sistema, o sistema, em si, não é uma rede social, embora possa compreender várias delas. Os sites que suportam redes sociais são conhecidos como ‘sites de redes sociais’”. (p.3).
Sites de redes sociais são “ambientes onde as pessoas podem reunir-se publicamente através da mediação da tecnologia”. (p.3).
As características do site de redes sociais são: Persistência, Capacidade de Busca, Replicabilidade e Audiência Invisíveis.
“A Internet, enquanto mediação, permite que as informações sejam armazenadas, replicadas e buscadas”. (p.4).
“São essas redes que vão selecionar e repassar as informações que são relevantes para seus grupos sociais”. (p.4).
“A mediação da Internet, no entanto, também proporcionou outro fator importante: a complexificação da interconexão entre os indivíduos [...] que proporciona que as conexões das redes sociais sejam ampliadas no espaço online. [...] Essas conexões podem ser de dois tipos [...] aquelas emergentes, que caracterizam laços construídos através da conversação entre os atores (redes emergentes) e aquelas de filiação ou associação, caracterizados pela manutenção da conexão realizada pelo software ou site utilizados (redes de filiação)”. (p.4).
“redes de filiação são baseadas em conexões mantidas pelo sistema [...] e potenciais canais de disseminação de ideias, notícias e etc”. (p.4).
No primeiro tópico de seu texto, Recuero inicia definindo o que seria Rede Social. Para ela, essas redes são constituídas de representações dos atores sociais e de suas conexões. As representações seriam individualizadas e personalizadas (alô perfis do Facebook, Instagram, Twitter e por aí vai). Já as conexões teriam dois significados principais. Seriam os elementos que propiciam a estrutura necessária na qual essas representações formam a Rede Social como também seriam as interações entre os atores da interação (usuários dessas redes). Logo nas primeiras linhas deste tópico, a pesquisadora também trata de fazer uma separação que parece que nunca nos veio a cabeça sobre o que seria a tal Rede Social. O conceito desta não seria o que estamos pensando, ou que pensamos mais comumente. Rede Social não é Facebook, Twitter, o finado Orkut. Tais sites não são redes sociais, mas sim sites de redes sociais. São plataformas, sistemas online. O sistema em si não é uma Rede Social. Tal Rede, todavia, é uma metáfora utilizada para o estudo do grupo que se apropria de um destes sites/sistemas. Em suma, estes sites de redes sociais são ambientes onde as pessoas podem reunir-se publicamente através da mediação da tecnologia.
Logo em seguida, Raquel Recuero traz as características que definem estes como tal. São elas a Persistência, Capacidade de Busca, Replicabilidade e Audiências Invisíveis. O que seria cada uma delas? A primeira seria a capacidade desses sites que guardam o que postamos, isto é, quando no Facebook em 2015 e queremos ver nossa publicação em 2017, ainda sim podemos encontrá-la sem maiores problemas. A Capacidade de Busca (searchability) seria a garantia de nossa possibilidade de “stalkear” Deus e o mundo nesses sites, ou seja, caso queiramos entrar no perfil daquele nossa pessoa especial e ter acesso a algumas informações (mesmo que, às vezes, restritas) sobre ela, conseguiríamos sem muita dificuldade. A terceira característica da lista é a Replicabilidade, que pelo nome já conseguimos entender bem o que seria: a capacidade de podermos replicar qualquer publicação no espaço desses sites. Por isso que podemos replicar informações, fotos, gatinhos, #ForaTemer e outras drogas (até mesmo pedindo a liberalização delas). Por fim, a última característica são as Audiências Invisíveis, as quais seriam aquelas pessoinhas que a gente nem conhece nem interage interpessoalmente, mas que estão lá curtindo (ou não) nossos posts e nos desejando feliz aniversário no dia, supostamente, mais especial para nós no ano. A partir daí, podemos ver o quanto a Internet exerce um papel de mediação e permite que as informações sejam armazenadas, replicadas e buscadas.
Em outro momento desse tópico, Recuero argumenta que são essas redes que vão selecionar informações e repassá-las para os mais diversos grupos sociais, o que, de fato, ocorre bastante nos dias de hoje (os mais assíduos usuários das plataformas vão concordar que muitas das informações sobre N assuntos que recebem provém de algum site que acessaram por meio de hiperlinks nas redes sociais). A mediação da Internet também, segundo ela, também proporcionou outro fator importante: a complexificação da interconexão entre os indivíduos, o que proporciona que as conexões nas redes sociais sejam ampliadas no espaço online. Tais conexões podem ser de dois tipos, emergentes, aquelas que caracterizam laços construídos através da conversação entre os atores (o conhecido bate-papo) e por filiação (associação), que se caracteriza pela manutenção de conexão entre os usuários por meio do site de rede social por eles utilizados. Ressalta-se que essa rede de conexão por filiação é muito comum de encontrarmos nos comentários de potenciais canais disseminadores de ideias e notícias nos sites de redes sociais.
3. Redes Sociais, Difusão de Informações e Capital Social
“As informações que circulam nas redes sociais assim tornam-se persistentes, capazes de ser buscadas e organizadas, direcionadas a audiências invisíveis e facilmente replicáveis”. (p.5).
“As informações estão relacionadas com o capital social”. (p.5).
“O capital social é definido como o valor que circula dentro de uma rede social”. (p.5).
“o capital social tem [...] forte conexão com o grupo que o produz e está relacionado ao pertencimento ao mesmo ou à uma rede social”. (p.5).
“a Internet, por proporcionar uma maior participação e um maior controle das informações que circulam na rede social, principalmente através da capacidade de rastreamento, permite que o capital social seja mais facilmente mobilizado pelos atores”. (p.6).
“a Internet proporciona ao ator um maior controle de sua rede social, com um maior controle e mobilização do capital social para sua apropriação”. (p.6).
“há tanto interesse do grupo em receber e fazer circular as informações quanto dos atores em divulgá-las e repassá-las”. (p.7).
“O capital social que a publicação de uma determinada informação irá gerar para um determinado ator está diretamente relacionado com a relevância dessa informação para o grupo”. (p.7).
No terceiro tópico de seu artigo, Raquel Recuero enfoca nas Redes Sociais como meios de difusão de informações e de capital social. Sua argumentação mostra como as informações veiculadas nas Redes Sociais tornam-se persistentes e capazes de buscar, organizar e direcionar as audiências invisíveis e facilmente replicáveis. Assim, as informações estão relacionadas com o capital social dos usuários. Primeiramente, o que seria esse capital social? Simplesmente o valor que circula dentro de uma rede social. Este capital tem uma forte ligação com o grupo que o produz e está relacionado ao pertencimento ao mesmo ou à uma rede social. Assim, a tendência é que as informações vinculadas a um determinado grupo social (inserido dentro de um site de rede social) se relacionem ao que esse grupo acredita e defende, o que gera as tão conhecidas Bolhas Sociais, já que a Internet proporciona ao ator um maior controle de sua rede social, com um maior controle e mobilização do capital social para sua apropriação. Em suma, não estamos em um ônibus, cercados de pessoas falando sobre os mais variados temas, mas sim em um carro, cercados de “amigos” que pensam como a gente e que compartilham de nossas posições sobre muitos temas.
A Internet, por proporcionar uma maior participação e um maior controle das informações que circulam na rede social, principalmente através da capacidade de rastreamento, permite que o capital social seja mais facilmente mobilizado pelos atores. A questão da reputação no site de rede social do qual estes atores participam é interessante de se discutir, já que há tanto um interesse do grupo em receber e fazer circular as informações quanto dos atores em divulgá-las e repassá-las. Em uma era em que nos preocupamos cada vez mais com a vaidade e com as aparências, ganhar reputação dentro de um grupo é um dos principais objetivos para muito dos usuários inseridos dentro de Redes Sociais. Assim como quando chegamos em uma escola nova e tentamos, em muitos casos, a qualquer custo nos inserir dentro de uma “panelinha” para chamar de nossa, nas Redes Sociais é algo muito parecido só que em proporções maiores e com diferentes desdobramentos. Em resumo, quanto mais um ator social posta informações relevantes para um grupo mais ele ganha reputação dentro deste, o que gera, como já conceituamos, as chamadas Bolhas Sociais.
4. Redes Sociais e o Jornalismo Online: A perspectiva do Gatewatching
“redes sociais [...] como fontes”. (p.7).
“O fato do blog tornar-se uma fonte de informações deu-se, justamente, pela falta delas e pela ação das redes sociais comentando o mesmo”. (p.8).
“o blogueiro passou também a preocupar-se com a informação no blog por causa do processo. Assim, através das redes sociais, é possível encontrar especialistas que podem auxiliar na construção de pautas, bem como informações em primeira mão”. (p.8).
“as redes sociais, enquanto circuladoras de informações, são capazes gerar mobilizações e conversações que podem ser de interesse jornalístico na medida em que essas discussões refletem anseios dos próprios grupos sociais”. (p.8).
“as redes sociais podem, muitas vezes, agendar notícias e influenciar a pauta dos veículos jornalísticos”. (p.8-9).
“A segunda relação das redes sociais no ciberespaço para com o jornalismo é a atuação dessas através da filtragem de informações”. (p.9).
“o uso do Twitter também para disseminar conteúdos jornalísticos, demonstrando que a republicação de informações na ferramenta também tem um caráter informativo relevante”. (p.9).
“Ao repassar informações que foram publicadas por veículos, os atores estão dando credibilidade ao veículo e tomando parte dessa credibilidade para si, pelo espalhamento da informação”. (p.9).
“as redes sociais são espaços de circulação de informações [...] Este terceiro item está diretamente relacionado com o segundo”. (p.9).
“as redes sociais filtram e reverberam informações, mas nem sempre de forma igual àquela do jornalismo”. (p.11).
“No modelo tradicional, a função de filtro foi uma das atribuídas ao jornalismo. Essa função foi bastante discutida sob a perspectiva do chamado gatekeeping”. (p.11).
“O chamado gatekeeping focaria no processo através do qual as seleções são realizadas no trabalho da mídia, especialmente decisões a respeito do quanto permitir que uma determinada história passe pelos “portões” no meio para os canais de notícia”. (p.11).
“As práticas informativas na Internet (e, portanto, nas redes sociais online) podem ser classificadas como gatewatching, e podem complementar e até substituir o papel do gatekeeping do jornalismo tradicional”. (p.11).
“Assim, as redes sociais vão atuar com um duplo papel informativo: como fontes, como filtros ou como espaço de reverberação das informações [...] Complementares à função jornalística, não
tendo o mesmo comprometimento que estes para com a credibilidade da informação, mas auxiliando a mobilizar pessoas, a construir discussões e mesmo, a apontar diversidades de pontos de vista a respeito de um mesmo assunto”. (p.11-12).
No entanto, “nem sempre as informações são circuladas pelos atores com foco no bem comum ou no conhecimento coletivo, mas em perspectivas de ganho puramente pessoal”. (p.12).
“Redes sociais, portanto, podem também construir capital social para as matérias publicadas pelos veículos”. (p.12).
No quarto tópico de seu trabalho, Recuero apresenta uma excelente discussão sobre Redes Sociais e Jornalismo Online, a partir da perspectiva do Gatewatching. Primeiramente, entretanto, a pesquisadora argumenta que as redes sociais podem ser sim produtoras de informação, quando relacionadas à perspectiva do capital social. Discutindo sobre a relação dessas redes com a produção jornalística, Recuero elege três importantes contribuições das redes sociais para o jornalismo. A primeira é o papel das redes como fontes da informação. Por exemplo, quando um blog passa a trazer notícias importantes e inéditas do dia a dia de um conflito no Oriente Médio, essa plataforma passa a ser, consequentemente, uma fonte de informação relevante para um jornal que está fazendo a cobertura do conflito, por exemplo. O fato de blogs tornarem-se fontes de informações se deve, justamente, pela falta delas. A aproximação desses sites do conflito e das pessoas que sofrem diariamente com a guerra é um importante parâmetro para a mídia tradicional traçar uma base do que irá enquadrar em suas reportagens. Dada essa maior relevância imposta a blogs, muitos blogueiros passaram a se preocupar com as informações que circulam em seus sites. Por isso que hoje é comum encontrarmos especialistas, que podem auxiliar na construção de pautas jornalísticas dando informações de primeira mão, em inúmeros blogs pela Internet.
As Redes Sociais enquanto criadoras de informação, isto é, como o papel desses espaços de discussão são capazes de gerar mobilizações e conversações que podem ser de interesse jornalístico, na medida em que essas discussões refletem anseios dos próprios grupos sociais. Agora, as Redes Sociais podem agendar notícias e influenciar a pauta dos veículos jornalísticos. O Caso Dandara é um exemplo desse tipo de Agendamento. Devido a um vídeo divulgado nas Redes Sociais que mostra o trágico assassinato da travesti a socos, pauladas e a muito preconceito, a mídia tradicional local, nacional e até internacional deu uma atenção especial ao caso, o que comprova o quanto esse Agendamento acontece.
A segunda relação entre as Redes Sociais e o Jornalismo Online citada pela pesquisadora é a atuação das redes por meio da filtragem de informações. O Retweet de uma informação dentro do próprio Twitter é apontado como exemplo por Recuero, já que usar o site para disseminar conteúdos jornalísticos, demonstrando que a republicação de informações na ferramenta também tem um caráter informativo relevante, é uma forma de filtrar as informações veiculadas por empresas de comunicação. Aqui, no entanto, ela pondera que os atores, ao repassarem informações que foram publicadas por veículos midiáticos, estão dando credibilidade a estes como também tomam um pouco da credibilidade para si, devido o espalhamento da informação (isso explica um fenômeno parecido: o das pessoas que conseguem seus quinze minutos de fama a partir do compartilhamento em massa de produtos por elas produzidos, produtos que, em muitos casos, não foram feitos com objetivo de conquistar fama).
A terceira relação encontrada é das Redes Sociais como espaços de circulação de informações. Essa relação se relaciona muito com a segunda, visto que, muitas vezes, ocorrem ao mesmo tempo. Um excelente exemplo trazido por Recuero é o caso dos trending topics do Twitter. Lá estão os conteúdos mais comentados e discutidos no site, que vão desde crise política até vestidos azuis que, na verdade, são brancos. Nessa parte de sua argumentação, a pesquisadora então traça uma relação entre a filtragem das Redes Sociais, a qual ela chama de gatewatching e a filtragem do jornalismo (gatekeeping), mas considera que tais filtros não são completamente iguais. Trazendo um pouco de contextualização, Recuero conta que, no mundo tradicional, a função do filtro foi uma das atribuídas ao jornalismo e foi bastante discutida sob a perspectiva do chamado gatekeeping. Este focaria no processo através do qual as seleções são realizadas no trabalho da mídia, especialmente decisões a respeito do quanto permitir que uma determinada história passe pelos “portões” no meio para os canais de notícia. Isso seria um dos papéis dos jornalistas: definir o que é relevante ou não para se disseminar na sociedade a partir de suas próprias visões, algo que traz a subjetividade do profissional, visto que são critérios pessoais que decidem o que é notícia.
Raquel Recuero observa que essas práticas informativas na Internet (gatewatching) podem complementar e até substituir o papel do gatekeeping do jornalismo tradicional, ou seja, as Redes Sociais, em um futuro próximo, poderão atuar com um duplo papel informativo: como fontes, filtros ou como espaços de reverberação de informações complementares à função jornalística, não tendo o mesmo comprometimento que o jornalismo para com a credibilidade da informação, mas auxiliará e mobilizará as pessoas a construírem discussões e apontar diversidades de pontos de vistas a respeito de um mesmo assunto. As Redes Sociais, portanto, podem construir capital social para as matérias publicadas pelos veículos, mesmo que nem sempre as informações aí veiculadas pelos usuários tenham como foco um bem comum, mas sim perspectivas de ganho puramente plural.
5. Apontamentos Finais
“As redes não estão necessariamente produzindo notícias, mas produzindo elementos que podem ser noticiados. Estão, de um modo geral, produzindo efeitos no jornalismo, mas não praticando jornalismo”. (p.13).
Em suas considerações finais, Raquel Recuero traz suas conclusões sobre seus objetos de estudo em seu artigo e entende o que se afirma acima: as Redes Sociais não necessariamente produzem notícias, mas produzem elementos que podem virar notícia. De modo geral, elas produzem efeitos no jornalismo, mas não praticam o jornalismo como conhecemos tradicionalmente.
Extensão ao texto
• Artigos
http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sul2010/resumos/R20-0493-1.pdf
Neste artigo, a pesquisadora Carolina Teixeira traz uma excelente discussão sobre como o desenvolvimento das tecnologias de informação modifica as práticas jornalísticas tanto no acesso à informações e às fontes, quanto no tratamento das mensagens e na relação com o público. É aí que os conceitos de Gatewatching e Gatekeeping surgem e se relacionam muito bem com a nova função do webjornalismo.
http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2005/resumos/R0096-1.pdf
Neste artigo, que também é de Raquel Recuero, a pesquisadora estabelece uma excelente argumentação sobre Redes Sociais no Ciberespaço, o que complementa o presente artigo fichado. Recuero propõe algumas características fundamentais para seu estudo e analisa estruturalmente as Redes Sociais e suas dinâmicas e as relaciona diretamente com o capital social e processos colaborativos.
• Vídeos
https://www.youtube.com/watch?v=PE5u1mUM01o
Neste vídeo de excelente didática de alunos da disciplina de Teorias da Comunicação II do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Uberlândia, temos uma excelente explicação do que é ciberespaço e de como ele nos influencia e influencia o jornalismo em meio a Era Digital.
https://www.youtube.com/watch?v=NC_FLaxLBNc
Neste vídeo de pouco mais de dois minutos, há uma ótima explicação sobre a mudança dos canais de informações e sobre o relacionamento nas redes sociais, a partir do Capital de Relacionamentos (também conhecido como Capital Social).
• Imagens
• Site para pesquisa complementar
http://www.raquelrecuero.com/
Site da pesquisadora Raquel Recuero, a qual posta frequentemente estudos sobre Redes Sociais e Ciberespaço.
School
Gatewatching - repensando o contrato entre jornalistas e público
Rafael Rodrigues
A reflexão sobre as maneiras pelas quais os jornalistas produzem, acessam e organizam conteúdo no meio online ganhou um aporte útil a partir do conceito de gatewatching, proposto pelo professor australiano Axel Bruns. Ao buscar reposicionar um dos conceitos mais elementares da teoria de jornalismo - o gatekeeping - Bruns propõe uma velha e boa discussão de relacionamento entre produtores e consumidores de notícias, a ponto de não mais sabermos onde um termina e o outro começa.
Tudo começa ainda nos anos 90, com as tentativas de popularização de um então chamado "jornalismo público" - isto é, a abertura das portas das organizações jornalísticas para um público que desejasse entender melhor o processo de manufatura das notícias. Axel Bruns aponta a superficialidade dessa iniciativa, afirmando que ela, de fato, não coloca em foco uma das "vacas sagradas" do jornalismo: a prerrogativa dos jornalistas de selecionar fatos da realidade e dizer que eles são o resumo do que nela acontece.