Pessoas que Abriram Mão do Dinheiro
INTRODUÇÃO
Christopher Mccandles
Christopher McCandless, americano que decidiu doar seus 24 mil dólares que tinha no saldo bancário a instituições de caridade e desapareceu sem avisar a família. A sua raiva quanto à civilização em que vivia, quanto às mentalidades e materialismos da época, foi fundamental para a sua tomada de decisão. A partir daquele dia, nunca mais regressou a casa.
[...] Alimentou-se do que trazia e de algumas bagas que colheu na natureza, tal como de alguns animais que caçou, com sucesso; leu vários livros, rabiscando-os com pensamentos próprios sobre a vida; passeou por diversos bosques, mas o local onde permaneceu mais tempo foi logo abaixo da Cordilheira Externa, onde ainda hoje se encontra um ônibus abandonado, de número 142 do Fairbanks Transit System, que foi a residência do Chris, onde pernoitou e escrevinhou algumas frases no seu interior, nos meses que se encontrou na floresta[...].
Permaneceu cerca de quatro meses nas montanhas, sobrevivendo à custa do que encontrava, totalmente sozinho, livre.
Chris McCandless morreu feliz; ele próprio o disse numa entrada no diário, percebendo o seu fraco estado de saúde:
“ Tive uma vida feliz, e agradeço ao Senhor. Adeus e que Deus vos abençoe a todos. “
A causa oficial da morte foi inanição. Porém, alguns pensam que foi envenenado acidentalmente por algumas sementes que ingeriu. Nunca se saberá bem a verdade.
Fonte: Wikipedia
Daniel Shellabarger
Daniel Shellabarger (seu nome de batismo), tem 54 anos e passou grande parte de sua vida em Arvada, uma pequena cidade próxima a Denver no Colorado (EUA) e 15 anos atrás, quando trabalhava como cozinheiro em Utah, tomou uma decisão que qualquer um consideraria loucura: Ele decidiu viver sem dinheiro. Simples assim! Sem um centavo no bolso até o resto de sua vida!
No ano 2.000, Daniel entrou em uma cabine de telefone público e deixou lá “de presente” toda a grana que tinha no bolso (e na vida): US$ 30. Jogou seu passaporte e sua carteira de motorista fora e mudou seu sobrenome para Suelo, que em espanhol significa solo. Daí pra frente meteu o pé na estrada e passou a viver como nômade. Passou por algumas comunidades alternativas, acampou no deserto e, quando é convidado, dorme na casa de estranhos, mas sua base é uma caverna no deserto de Moab em Utah (EUA).
Muitos podem dizer: “Mas esse cara é um mendigo, um andarilho e as BR’s pelo Brasil afora estão cheias deles. Qual é a diferença?” – a diferença é que Daniel faz isso por ideal. Daniel é cristão e parece viver na simplicidade como vivia Jesus, sem moedas de prata . Ele não pede esmolas, nem está cadastrado em nenhum plano assistencial do governo. Não recebe ou paga em dinheiro. No blog que mantém há uma frase que deixa claro seu estilo de vida: “A Natureza Selvagem, fora da sociedade de consumo, funciona através da economia da dádiva (de graça recebestes, de graça dai)”. Daniel que tem formação universitária, decidiu trabalhar em troca apenas do que realmente precisa para viver, nada mais que isso! Se recusa a receber qualquer compensação monetária em troca de trabalho. Em vez disso, ele aceita alimentos, roupas e amizade! [...]
Daniel aprendeu a viver com muito pouco, materialmente falando. Quem já caiu na estrada em uma viagem de longo prazo e passou por perrengues mil, sabe que isso é pura verdade. De qualquer forma, mesmo não vislumbrando viver como ele, qualquer um há de concordar que seu estilo de vida é um belo exemplo de como é possível viver em paz e de forma sustentável em um mundo cada vez mais preocupado com crises financeiras e a destruição dos recursos naturais. [...]
Fonte: Mochila Brasil
Família Fellmer
Família Alemã que decidiu protestar contra o que eles chamam de sociedade de consumo. O jovem casal Raphael e Nieve decidiu viver apenas de escambo, ou seja, trocando suas habilidades por coisas primordiais para a sobrevivência. O aluguel de um pequeno porão em Berlim, por exemplo, é pago com serviços domésticos, como cuidados com o jardim e reparos na residência principal. Raphael conta que sua intenção não é convencer as pessoas a viver sem dinheiro, mas inspirá-las a enxergar no que estão pecando pelo excesso para que façam as mudanças que melhor se encaixem em suas vidas. Para disseminar sua mensagem, o ativista criou um site, o Forward the (R)evolution, em que fala a respeito do problema dos resíduos sólidos e do consumo. Nascido em uma família de classe média alta alemã e formado em Estudos Europeus, Raphael só usa dinheiro quando não encontra alternativa. Recentemente o casal utilizou o “vil metal” para o pagamento dos exames pré-natal de Nieve, que deu à luz a pequena Alma.
Fonte: Infomoney
Heidemarie Schwermer
Alemã, 70 anos. Decidiu viver sem dinheiro há quase duas décadas. No começo, a ideia era que a experiência durasse apenas 12 meses, mas, assim como aconteceu com o administrador Mark Boyle, a vida sem dinheiro se mostrou muito mais interessante. “Foi uma grande libertação”, afirmou em entrevista à BBC. “O melhor é a sensação de abertura. Não sei o que acontecerá à noite, nem na manhã do dia seguinte. Não sinto medo, e sim uma grande curiosidade.”
A experiência deu origem a três livros, cujos lucros foram doados a instituições de caridade e à produção do documentário “Vivendo Sem Dinheiro”, exibido em 30 países.
Professora e psicoterapeuta, Heidemarie sempre teve uma vida confortável, e chegou a ter mais de um carro na garagem. No entanto, ao perceber que sua vida era regida muito mais pelo ter do que pelo ser, vendeu a casa, cancelou as contas no banco e dividiu o dinheiro entre os filhos. Os móveis foram oferecidos a vizinhos e amigos, e fez doações aos mais necessitados.
A partir de então, começou trocando coisas: oferecia seus serviços, desde limpar casas até ajudar as pessoas com problemas pessoais, em troca de teto e comida. Agora ela diz que não se trata exatamente de trocar, mas simplesmente compartilhar. "Dou o que quero dar e me dão o que eu preciso. Muita gente tem problemas ou está sozinha. Eu as escuto e as ajudo a pensar sobre o que querem fazer com suas vidas”, diz ela. "É verdade que são os outros que ganham salários para pagar o que eu como, mas eu também trabalho todos os dias. Faço coisas para as pessoas. No mundo ocidental há muitas pessoas que se sentem isoladas, e eu as ajudo com minha presença. Posso ser uma mãe, uma irmã, uma amiga, o que precisarem.
Fonte: Infomoney
Mark Boyle
Mark Boyle é um irlandês de 32 anos que decidiu romper com a sociedade atual e o que considera seu principal símbolo: o dinheiro. Formado em administração de empresas, há 4 anos ele tomou uma atitude radical e passou a viver sem um tostão no bolso. Ele mora no campo, come o que planta, toma banho em um rio, cozinha em uma fogueira e abdicou das mordomias da vida moderna. [...]
Boyle tomou essa decisão depois de ver como estamos levando o planeta para o buraco. Segundo o ativista, nossa economia estaria destruindo a natureza e arruinando a vida de nossos semelhantes. E a culpa de tudo estaria no dinheiro, que cria uma distância entre o homem e os produtos que ele consome. “Não vemos o efeito de nossas compras no ambiente. Não sabemos por quais processos os produtos passaram, quais os danos que eles causaram. Não sabemos mais como o que consumimos é produzido”, disse.
Apesar de evitar a civilização moderna, Boyle não é nenhum ermitão. De um computador carregado a energia solar, ele mantém um blog atualizado para propagar as suas idéias e juntar possíveis adeptos. Em 2010, ele lançou o livro The Moneyless Man (que vai ser lançado em julho no Brasil pela editora Best Seller, com o título de O homem sem grana). Até o final do ano, ele deve lançar mais um livro no Reino Unido.
Há 6 meses, Boyle retrocedeu um pouco em suas convicções e voltou a lidar com o vil metal. Mas ele diz que tem um objetivo nobre: vai construir uma comunidade que siga seu estilo de vida, onde todos terão acesso aos alimentos, e o dinheiro não terá valor algum.
Atualmente dirige o site, The Moneyless Manifesto (ou Manifesto Sem Dinheiro na tradução livre)
Fonte: Pragmatismo Político
Tomi Astikainen
(Tradução livre de sua apresentação em seu blog)
Me chame de Tomi. Eu nasci na Finlândia em 1981. [...] Aparentemente eu sou super legal com as pessoas - se tratando de certas questões, principalmente - [...].
2010 - 2014 foi a minha grande viagem de ego para uma vida sem dinheiro. Aqui está um documentário de 12 minutos em relação a isso:
Assista AQUI o documentário.
Fonte: Blog Pessoal de Tomi Astikainen

















