Consumo colaborativo: que tal levantar uma graninha extra?
Já ouviu falar de consumo colaborativo? Pode ser também que você já tenha conhecido o termo como economia colaborativa ou economia compartilhada. O consumo colaborativo baseia-se na proposta de que você doe, troque, alugue ou compre produtos usados ao invés de adquirir um novo.
A proposta vem ganhando força nos últimos anos, com a mudança do foco no consumo excessivo para um modelo de consumo sustentável, que priorize a reutilização de bens que ainda estejam próprios para o uso sem a necessidade de comprar um novo produto.
Hoje o consumo colaborativo é visto por todos os lados:
- Com o Uber, você não precisa mais comprar um carro, mas pode usufruir do uso compartilhado do carro de outras pessoas;
- Ao invés de pagar por um hotel ou comprar uma casa na praia, você pode usar a casa de outra pessoa pelo AirBnb; e
- Ao invés de comprar um item novo na loja, você pode trocar ou comprar um item usado em boas condições de alguém que já não o queira mais.
A compra e venda de produtos usados, em especial, tem se mostrado uma tendência nos últimos anos, movimentando um mercado bilionário. Em solos gringos, vender o que já não se usa mais é algo comum e serve não apenas para ganhar uma graninha extra como para se livrar de objetos que não se usam mais, contribuindo para uma vida com menos tralhas e possibilitando que outros possam usufruir do produto por um preço menor.
Mas o que não era até poucos anos um costume do brasileiro, começa a ganhar corpo: o mercado de usados no Brasil já movimenta somas bilionárias todos os anos! Especula-se que o brasileiro médio tenha em casa produtos que já não usa mais representando possíveis vendas de R$1.800. Portanto, por que não dar uma olhada pela casa e procurar o que está parado e pode virar um extra no final do mês?
Vender o seu usado pode ser um ótimo negócio: você levanta uma graninha com aquele produto encostado que só pega poeira e pode usar esse dinheiro extra para comprar (ou abater em parte) um produto que estava de olho.
Quanto vale um usado?
Na hora de vender um produto usado, a grande dificuldade é saber quanto cobrar pelo item. Obviamente, não há regra para definir o valor do seu produto usado, e dependerá muito do estado de conservação do item e da sua necessidade de dinheiro.
Como regra geral, vale pesquisar o preço de um produto similar novo e de outros usados anunciados por outros vendedores, para se ter uma base de comparação. A mesma regra vale para quem deseja comprar um produto usado: esteja atento aos preços praticados no mercado, e sempre tente negociar -- a necessidade de venda entre vendedores pode variar muito, e sem negociação sempre se está deixando dinheiro na mesa.
“Muitas pessoas não tem conhecimento e/ou disposição para a negociação, o que as afasta de atingir um preço ótimo”, diz Octávio Ietsugu, fundador do aplicativo de compra e venda compartilhada GmeDat. “Mas, regra geral, todos têm uma zona de possível acordo em qualquer negócio. Basta estar atento.”, continua.











