01/01/2021 - A limpeza do guarda-roupa
O meu guarda-roupa é a analogia perfeita de mim.
Por fora apresentável, por dentro uma verdadeira zona.
Roupas emboladas em todos os lugares, papéis úteis e inúteis convivendo em harmonia, gavetas despencando por mau uso - parece que elas não foram feitas para serem fechadas com o pé - pacotes de biscoito que escondo para não dividir com família e amigos - Alguns guarda-roupas dão para Nárnia, o meu, bem, o meu leva às Lojas Americanas - coisas de péssimo gosto que receio jogar fora e um dia me arrepender.
"Eu sabia que eventualmente precisaria de uma meia arrastão roxo neon e mesmo assim me desfiz de uma perfeitamente esplêndida"
Bom, depois que o espírito da Ragatanga da noite passada me deixou, o espírito do recomeço me possuiu e terminei o primeiro dia do ano limpando o bendito guarda-roupa.
Tirei as gavetas avariadas, o pó, joguei fora roupas velhas, papéis velhos, sacos de presentes, separei minhas meias de roupas íntimas, pendurei as roupas de sair nos cabides, joguei fora alças de bolsas que nunca foram usadas, guardei meus sapatos e preciso confessar, estou indo dormir extremamente feliz. Como se limpar o guarda-roupa fosse uma melhoria palpável do meu espírito impalpável.
Não sei se essa vibe organizada durará, mas se o ano seguir a pegada do seu primeiro dia, em dezembro eu serei uma versão muito melhor de mim.















