Se uma pessoa abandona o próprio orgulho, implora por algo com todo o coração e não é atendida, ela nunca volta a ser a mesma. Algo morre dentro de si, e algo diferente ganha vida.
- As Crônicas das Sombras (Frances Hardinge)

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Se uma pessoa abandona o próprio orgulho, implora por algo com todo o coração e não é atendida, ela nunca volta a ser a mesma. Algo morre dentro de si, e algo diferente ganha vida.
- As Crônicas das Sombras (Frances Hardinge)
Consegue escrever algo mais feliz?
"Numa psicanálise, descobre-se que a vida adulta é sempre menos adulta do que parece. Ela é pilotada por restos e rastros da infância".
Contardo Galligaris
Minha doce criança assustada pilota-me pelas estradas do crescer
Pulando calçadas e correndo
Tropeçando, caindo, ralando seu joelho
Minha pequena criança me guia, com medos bobos e sonhos mais altos que o céu
Minha vida não é tão adulta como parece
A minha criança segue cantarolando pelos cantos
Brincando com as coisas
Eu não ando reto pelas calçadas
Eu vejo os desenhos e riu
Eu como chocolate e me sujo
Minha amada criança me leva
Ela não me deixou
Fico feliz de ainda poder andar com ela
Lado a lado
Eu não sou tão adulta como as vezes pareço
Eu sou uma criança boba
Eu sou uma adulta séria
Por essa longa jornada
Trilhando meu destino, por vezes chorando, outras rindo de coisas bobas
Eu amo isso
Eu amo essa criança
Eu me amo. 🥺❤
(Feliz e fofa ❤️🩹🥰🫂)
caoswriter
tecnologia.
No outro dia endireitei-me na cadeira no trabalho quando a página do email estava a demorar mais tempo a carregar do que o habitual, como se fosse a leitura facial que estivesse a ter dificuldades pela minha posição corcunda sobre a secretária. Um computador que nem câmara tinha. O quão entranhada está a tecnologia e os seus rituais para que nos reprograme o instinto? Já nem me surpreende o relógio interno saber o tempo certo que as coisas deviam demorar a carregar, mesmo que a ideia e a vontade seja ser cada vez mais rápido. O google ainda mostra quantos (mili)segundos demora com os resultados?
Não é de agora. É como um gato que se junta ao chão e de olhos atentos preparado para saltar, mas ainda escondido para a presa. Já mais novo lembro-me das teorias que se criavam. (Não é curioso como os rumores e os mitos viajavam de igual forma por todo o mundo mesmo não havendo internet?) Ora não era a sensação de saber que se ia receber uma mensagem antes mesmo de a receber, muitas vezes pegando no telemóvel polifónico e sem cores para ser surpreendido com o seu vibrar ritmado só depois de o ter na mão e nos olhos. Falavam de alterações das ondas rádio que precediam a receção. Falavam de radiação. Falavam de fazer pipocas com um milho pousado entre dois telemóveis que se conectavam. Falaram-me inclusivamente uma vez de uma rapariga que seria, alegadamente, alérgica ao wi-fi. Mas isso já foi mais recente. A internet já não é o luxo que me obrigava a partilhar tempo de ecrã com a minha irmã, sendo que pelo destino de ter nascido depois, perdia sempre.
Ao menos endireitei as costas.
20 | 03 | 2026 | espinho
Se você não se expõe, você corre o risco de nunca conquistar o que você busca. Para crescer, precisamos nos expor, nos jogar, nos desafiar.
— Giovanna Leonetti
se você olhar apenas para os seus erros, você pensaria que era um idiota.
se você olhar para trás apenas para suas escolhas mais sábias, você pensaria que era infalível.
mas se você olhar para trás em tudo, percebe que é um ser humano que passou por muita coisa, cresceu muito, está sempre aprendendo e melhorando com o passar do tempo.