G1 - EMOTIONAL STIMULUS
Como disse no post anterior, para a G1 estava em busca de algum projeto que fosse imersivo e mexesse, de alguma maneira, com nosso sentimentos...
Uma das pessoas que sigo e acompanho é o arquiteto e designer brasileiro Guto Requena, em vários projetos ele mostra grande sensibilidade perante às mais diversas causas e, além disso, sempre procura por alguma pontinha de inovação, ver os vídeos e seus trabalhos em equipe, seguido dos depoimentos sempre me deixa emocionada e acima de tudo, curiosa com a quantidade de coisas positivas que podemos fazer e proporcionar para as pessoas.
Então, mantive a minha escolha de projeto: falarei sobre o Emotional Stimulus, e mesmo que no último post eu já tenha feito como se fosse a G1 e algumas passagens estarem repetidas (como a explicação e afins), acrescentei algumas informações e minha opinião sobre como os sentidos são colocados nessa instalação pelos feedbacks que recebi na aula.
FUNCIONAMENTO
O projeto EMOTIONAL STIMULUS funciona da seguinte maneira: seis pessoas são convidadas e sentam formando um círculo em uma mesa, na qual são plugadas em módulos tecnológicos: uma cadeira, um sensor de ondas cerebrais, um sensor de batimentos cardíacos e um fone de ouvido.
Segundo o autor, Guto Requena:
“Juntas formam um círculo, uma espécie de circuito-humano perfeito, muito valorizado por antigas civilizações ao redor do mundo. O círculo é símbolo puro, perfeito. Sugere igualdade, integração e conexão. A experiência ao redor do círculo permite que todos se vejam, olho no olho, sem hierarquias ou diferenciações.”
Após todos estarem acomodados na mesa, os convidados passam por uma experiência imersiva audiovisual, envolvendo dois sentidos mais que os outros: a audição e a visão, entretanto, levemente envolve o tato por estarem sentados em uma cadeira e com os dedos presos em um sensor. De qualquer forma, esse sentido não é tão explorado quanto os outros dois.
A coisa começa a ficar mais divertida e interessante quando os dados de cada um começam a ser coletados e transferidos para a mesa em forma de respostas gráficas e sonoras, que são formadas com base nos batimentos cardíacos, pulsações e emoções de cada um. Assistindo ao vídeo é possível notar que, algumas vezes, as cores e modelos gráficos saem parecidas entre alguns participantes, e como o objetivo é conectar e mostrar que todo mundo tá sentindo algo, fica ainda mais acolhedor perceber que o que as pessoas ali estão sentido é algo similar e em conjunto mesmo.
“Trata-se de uma instalação imersiva interativa que convida os visitantes a se conectarem consigo e com outras pessoas para refletirem sobre a qualidade das nossas conexões, trocas e afetos com as pessoas e a cidade que habitamos. A instalação busca impactar o público sobre os efeitos que as emoções têm em nosso corpo e em nosso cérebro, o único e grande ser coletivo e social que somos.” - Guto Requena, em seu site.
OPINIÃO FINAL
Creio que seu objetivo sido alcançado com sucesso, pois pelos vídeos e fotos é possível observar as pessoas extremamente conectadas com a mesa e se entreolhando em completo estado de admiração e perplexidade.
Entretanto, como primeira sugestão que obviamente essa instalação poderia ter durado mais e em outros locais, nunca participei de algo parecido, talvez em museus mais tecnológicos ou coisas do tipo.
E com certeza, acredito na possibilidade de explorar o olfato, não sei se que maneira, mas fazer com que a mesa também disponibilizasse algum cheiro, nem que fosse de clichês como coisas que todo mundo conhece, pois assim que sentissem o cheiro, suas emoções e batimentos seriam indicados também na mesa… Imagina que incrível seria um cheiro muito conhecido por carregar diferentes significados para as pessoas, como uma comida ou o clássico cheiro de chuva (a terra molhada)? Certeza que seria ainda mais interessante e impactante, pois poderia despertar emoções de um outro jeito. Nosso olfato é muito importante para nossa memória afetiva, que é responsável por nos levar de volta à lugares/pessoas/situações que um dia nos deixaram uma marca incapaz de esquecer.
Por fim, o que mais retirei de positivo desse trabalho foi perceber como os nossos sentidos podem ser explorados através dos sensores e proporcionar mudanças boas e positivas na vida das pessoas, o design como uma funcionalidade cheia de propósito, querendo proporcionar novas experiências e utilizando de algo que temos o tempo inteiro e não é tão potencializado: os outros sentidos para além da visão. Como fazer isso? É possível observar em projetos como esse, de maneira criativa e pensando o mais fora da caixa possível…
(PS: para finalizar: há estudos e até alguns “narizes” que já foram criados para disponibilizar cheiro, além de outros projetos mas a maioria não vinga, pensar no motivo também pode abrir portas para entendermos e potencializar o olfato nessas experiências, já que esse sentido é tão importante na nossa memória e no dia a dia… Mas fica a reflexão para outro dia!)
Para assistir o vídeo dessa instalação, clique aqui.
Para ler mais sobre, acesse o site.















