Alessia havia feito um excelente trabalho convencendo a si mesma de que aquela carta jamais chegaria em seu destinatário. Com seu conteúdo urgente, certamente já teria ouvido falar sobre August àquele ponto, imaginava que ele não a ignoraria. Ou ignoraria? Depois do término, ela não podia dizer que teria certeza. De qualquer forma, estava convencida, o que fizera o baque de vê-lo ali, ao vivo e a cores, muito maior. Havia acabado de estacionar o carro em uma doceria — prometera à Vicky que levaria um de seus cupcakes preferidos para casa — quando o avistara atravessar a rua. Não a tinha visto ainda. Alessia agarrou o volante, sentindo cada centímetro de seu corpo ser tomado por um ataque de pânico. Queria chorar, esconder-se e arrancar com o carro dali, mas não fez nada disso. Se ele estava ali, iria encontrá-la de uma forma ou de outra. Se não naquela esquina, seria em sua casa, onde Vicky estaria. E ele iria querer vê-la. Ele... em uma ação impensada, a morena saíra do carro, fechando a porta atrás de si antes de correr na direção da figura masculina. “ — August!” Sua voz saíra mais forte do que haveria imaginado, mesmo que ainda um tanto trêmula. Ela o alcançou, esperando-o virar-se para fitá-la. “ — Está aqui por causa da carta, não é? Bem, ela nunca deveria ter chego em suas mãos, pra começo de conversa. Foi há muito tempo atrás e, honestamente, não há nada nela que seja da sua conta. A última coisa do mundo que eu queria era que você soubesse do que está escrito nela, mas agora é tarde demais, e, eu... honestamente não sei o que fazer a partir daqui.” Admitiu, percebendo que seu abrupto plano não tinha lá grandes fundamentos. Não planejara o que diria à August se algum dia descobrisse sobre Vicky, assim seu discurso parecera um tanto incompleto.
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