#shantou #infinitypool #infinityswimmingpool #haimen #lianhuafeng #swimmingpool #saltwaterswimmingpool #无边际游泳池 #海门镇 #莲花峰 (at Shantou, China) https://www.instagram.com/p/B0vx8ghBxlP/?igshid=7jei4wy8ce0h

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It’s my first time to swim in the infinity swimming pool, the water is so salty in the pool because it’s from the seawater. #shantou #haimen #guangdong #seeside #infinitypool #infinityswimmingpool #saltwaterswimmingpool #seawater (at Shantou, China) https://www.instagram.com/p/B0uGKORl3kX/?igshid=5uyonxqg8si1
It is not reason never to yield to reason.
Haimen. "Antigone"
Os protestos espalham-se
Em Wukan a resistência continua. Novos protestos estão a surgir numa outra cidade portuária a pouco mais de 100km de Wukan, Haimen. Desta vez, na origem da revolta está a poluição causada por uma central eléctrica. Primeiro as últimas notícias de Wukan. O bloqueio mantém-se, entrando assim no décimo dia. Algumas teorias que têm circulado na internet defendem que o governo pode estar à espera dos dias do natal para ocupar a vila, na esperança que por esses dias estejam menos jornalistas estrangeiros em Wukan, e que a atenção internacional que tem sido dada ao caso seja ofuscada pelas luzes de natal. Esta táctica já foi utilizada noutras situações, como o julgamento de Liu Xiaobo (que depois veio a receber o nobel da paz) que se realizou no dia 25 de dezembro de 2009, o que fez com que alguns embaixadores de países ocidentais que estavam a seguir o processo não estivessem presentes no tribunal.
De acordo com os relatos dos jornalistas que estão em Wukan, apesar do cerco policial os mantimentos não estão a escassear de forma dramática. Aparentemente tem sido possível ir a vilas vizinhas buscar comida, utilizando caminhos de terra batida. Para amanhã (quarta, 21) está marcada uma marcha de protesto. A ideia é quebrar o cerco e marchar até à cidade de Lufeng, a cerca de 5km, para exigir dos responsáveis locais, entre outras coisas, a devolução do corpo de Xue Jinbo (o representante dos rebeldes que morreu na semana passada enquanto estava detido, alegadamente devido a um ataque cardíaco), o fim da violência e a devolução das terras. Entretanto, segundo os últimos tweets que têm saído de Wukan, a realização da marcha está a ser objecto de grandes discussões. Por um lado há quem tema um banho de sangue, por outro houve um contacto de última hora da parte das autoridades locais no sentido de realizar negociações amanhã de manhã.
Numa rara notícia sobre o caso publicada hoje num jornal de cantão é dito que a responsabilidade sobre o caso foi passada do governo de Lufeng para o governo da prefeitura de Shanwei, ou seja, o caso subiu oficialmente um nível administrativo. Na peça é também indicado que o negócio imobiliário se mantém congelado, tudo será renegociado e as pessoas serão compensadas. Estava a preparar-me para traduzir a notícia, mas entretanto descobri que já havia uma tradução para inglês, podem ler aqui. O wall street journal publica também um conjunto de fotografias de Wukan.
Entretanto, numa outra cidade portuária a cento e poucos quilómetros de Wukan, Haimen, surgiram hoje protestos em larga escala. O motivo do protesto é a elevada poluição causada por uma central eléctrica alimentada a carvão localizada naquela cidade. Uma grande parte das pessoas de Haimen vive da pesca, mas a poluição provocada pela central eléctrica tem causado prejuízos graves, o que tem levado cada vez mais gente a migrar.
O protesto começou com uma concentração em frente ao edifício do governo local. Na ausência de respostas foi decidido ocupar a auto-estrada.
Imagens de Haimen que circulavam hoje na net
A caminho da auto-estrada
Estrada encerrada
De acordo com relatos na net estariam no protesto entre 20 a 30 mil pessoas
Chegada em força da polícia. Pelo que percebi não chegaram a acontecer confrontos sérios
Ao anoitecer as pessoas voltaram para casa, mas prometem continuar a luta. Mais uma situação a acompanhar com a atenção.