Ah… Como eram bons os tempos de criança… tempos de alegria, de inocência… Tempo em que a única coisa que nos magoava eram os joelhos esfolados resultantes das brincadeiras parvas que fazíamos.
Dizem que a melhor etapa da vida é a juventude… Estupidez! Na minha opinião é a infância a melhor parte da nossa vida, pois não há nada mais puro que a inocência de uma criança. Quando se é criança não se dá importância a problemas que mais tarde começamos a dar demasiada importância, como os problemas amorosos, pois começamos a saber o que é amar outra pessoa, financeiros dado que a medida que vamos crescendo vamos aprendendo a nos sustentar sozinhos, familiares, pois quando se cresce ganha-se maturidade e toma-se noção do certo e do errado e ás vezes entramos em choque com membros familiares (e eu que o diga…).
Em criança a nossa única preocupação é decidir em qual brinquedo vamos pegar. (Que saudades tenho desses tempos…), os passeios dados com o meu avô, belos tempos, lembro ainda as nossas idas ao velhinho estádio das Antas, em domingos de futebol, as nossas grandes caminhadas junto ao mar, as idas a Lisboa, Aveiro, Coimbra, entre outras, de comboio durante o verão, enfim inúmeras historias para recordar.
Incontáveis as vezes que eu fazia birra por a minha mãe não me deixar dormir em casa dos meus avós ao fim de semana, mesmo eles morando na rua ao lado, e eu chorava pois todos os fins de semana o meu avô tinha o hábito de ir tomar o pequeno almoço á confeitaria e eu adorava (e ainda adoro) ir com ele, pois depois íamos passear por vezes íamos ao shopping, e algumas vezes íamos até à Ribeira do Porto observar o rio Douro e posteriormente almoçávamos por lá.
Passava mais tempo com o meu avô do que com o meu próprio pai, e ainda passo, talvez ainda mais, mas hoje é por diferentes razões. Quando era criança considerava o meu pai um herói, almejava ser como ele, mas actualmente não, hoje quero ser exactamente o oposto, pois com o passar dos anos fui “abrindo os olhos”, por assim dizer, e fui-me apercebendo que aquela pessoa não era o que eu queria vir a ser. Pois os vícios(infelizmente) tomaram conta dele e à custa disso hoje raramente nos falamos, apesar de vivermos debaixo do mesmo teto.
Enfim, gostava de poder voltar atrás, só para poder reviver os bons momentos. Ah… como eram bons os tempos de criança.