Não era raro que Charlotte pedisse pequenos favores pessoais à Yasemin, quando sabia que ela estava com a agenda livre. Normalmente, não eram grandes coisas, mas, naquele dia, em especial, teve que usar toda a sua persuasão e, bem, seu poder para atingir seu objetivo. Precisou convencer a Senhora Boo a não publicar uma notícia sobre um encontro secreto entre a La Bouff e um homem misterioso; se era verdade ou não, a Hook não se importava e nem queria saber. Na saída, pediu para que o irmão fosse lhe buscar, com seu carro velho, e não surpreendeu-se ao vê-lo encarando Autumn Boo na porta. “Isso está me constrangendo e nem é comigo.” Comentou, dando um peteleco na nuca de Harvey, despreocupada. “Você vai ter que parar de pensar nela em algum momento, sabe disso, não sabe?” A pergunta era hipócrita, é claro. Os Hook testemunharam seu primeiro coração partido com o mais velho dos Westergaard e ainda continuava próxima a ele. Ainda assim, tentava aconselhar para que seus erros não fossem repetidos — bem, pelo menos, Poppy não parecia inclinada a pedir por um remember. “Não quero ser aquele velho enxerido da praça, lá do Castigo, mas olho pra você e vejo dois jeitos que sua vida pode ir. E a boa versão não tem a Poppy inclusa.” Eram amigas, a Boo e Yas, em segredo, e justamente por isso, sabia que ela o superara. Ele tinha que achar outro alguém. “Acho que precisa de um blind date, ou, sei lá, uma dança no Soul. Mas não flerte com a Ayfer!” Avisou, estendendo o indicador em repreensão. A melhor amiga não precisava de outro Hook complicado em sua vida.