Devia ser realmente macabro um cara como ele em uma livraria, não é? Porque, claro, satanistas e punks não leem livros - uma vez, uma velhinha o disse enquanto apontava para o microdermal no lado direito do rosto e a argola no lábio inferior, do lado esquerdo. Ela também começou algo sobre a coleira de cachorro em seu pescoço, roupas e aurea, mas, honestamente, Nero havia deixado de ouvir quando os olhos bateram numa lombada de cor neon - o que foi segundos depois dela abrir a boca. Daquela vez, no entanto, não há velhinhas, apesar dos olhares e as sutis desviadas de caminho. Faz difícil para ele se aproximar de algum funcionário, principalmente pois, ali, aparentemente, não têm uniforme. A primeira pessoa que se surge em seu caminho, por esta estar de costas para si, acaba sendo a quem ele chama atenção. — “ Ya... Oy. Você é algum funcionário? ” a falta de paciência é óbvia em seu tom.












