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so countdown from ten, and jump when i say zero
—— Com licença mas isso é uma biblioteca e eu estou tentando estudar… Pode, por obséquio, fazer menos barulho?
— “ Por obséquio? Não exatamente. Já sentiu a sensação de agulhas grossas enfiando em seu corpo?”
not sure if this is the full song, but it’s something for now!!
end-wonbin:
❛ ————— ✲ Por mais que Wonbin amasse suas crianças do orfanato, não aguentava mais que pedissem para ele ler os mesmos três livros para elas. Entendia que achavam aquelas histórias muitíssimo interessantes, mas se tivesse que ler Rapunzel e Patinho Feio mais uma vez, enlouqueceria. Por isso, tomou como missão encontrar outros livros, o máximo de histórias diferentes que conseguisse e que não quebrassem sua conta bancária, e assim se encontrava em uma livraria. Já estava com três livros em mãos e procurando rapidamente outro quando ouviu um chamado atrás de si e pulou em surpresa. Reconheceu a voz, no entanto, e com sua boca se esticando em um sorriso involuntário, ele se virou lentamente. “Hmm, me diga você. Sou algum funcionário?”
Àquela altura, já devia reconhecer Wonbin por todos os ângulos. Na verdade, acreditava que sabia. Nero culpa o mau humor antes de chuta-lo para o lado e sorrir. A saudade bate de repente. Aquele sorriso o faz pensar besteiras. O humano trinca o maxilar, desviando o olhar da feição alheia para distrair-se dos pensamentos. — “ Podia ser.” retruca, logo tentando pegar um dos livros que Wonbin segura. Qualquer coisa para disfarçar resquícios da cena que pintou em sua mente segundos atrás. Com a outra mão, ele toca a coleira no pescoço. O lembrete; foco. — “ Seu jeito...” Nero ergue, enfim, o rosto e prende os olhos nos de Wonbin ao que mostra um meio sorriso. — “ ...pode encantar muita gente. Talvez até voltem e comprem qualquer coisa.”
end-sira:
ㅤㅤㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ.⋆☾࿐ ࿔*:・゚com o dia livre, a jovem desocupada youtuber decidiu ir numa livraria, próxima ao local onde o irmão morava e, assim, ter a desculpa de ir visitá-lo posteriormente. a animação da figura loira era tremenda, e observava os livros com cautela e atenção: será que deveria levar algum para siwon? possivelmente. porém, a atenção fora completamente desviada ao que percebeu que alguém lhe chamava. os olhos se espremeram por um instante, em confusão, mas logo sorriu e negou. —— não, mas s- —— porém, mais uma vez, sua atenção foi roubada. —— que legal! —— apontou para o que acreditava ser um piercing na face do rapaz. —— isso não dói? —— franziu a testa por um instante. —— no caso… não doeu para colocar? —— só então sira pareceu perceber que poderia estar irritando o outro com sua curiosidade. —— ah… perdão. não precisa me responder. e eu não sou funcionária, mas costumo vir aqui com frequência. talvez possa ajudá-lo ainda assim? —— questionou deveras incerta, e fincando as unhas nas palmas, um sinal evidente de seu nervosismo apesar dos pesares.
O rosto afasta-se mais por reflexo ao que o olhar pula entre o dedo que aponta para si e o rosto pequeno da loira. A sobrancelha ergue sem que se quer note. Havia abordado uma daquelas pessoas tagarelas; curiosas, talvez. Nero coça o maxilar com a unha curta do indicador e suspira, provavelmente parecendo antipático ou, no mínimo, impaciente. Deveria corrigir-se, afinal, a loira nada demais havia feito - o problema eram as suspeitas. Afinal, tão pálida quanto bela, Nero podia facilmente associar à uma vampira. Todavia, sem ter a certeza, tinha que pelo menos disfarçar. Com os dentes apertando o lábio inferior por segundos, ele assente com a cabeça. — “ Miane. Eu... acho que você talvez possa... Se curtir autores velhos como Bram Stoker.” fala; joga. — “ E, hm,” aponta rapidamente para o piercing no rosto. — “ Doeu para colocar.” nada que, como masoquista também, não goste. — “ Mas agora pode mexer à vontade que não dói.”
end-inhye:
Desastre. Aquela poderia ser uma das palavras que descreveria Inhye, e mesmo que a frequência de fatos assim terem diminuído, ainda ocorriam vez ou outra. Agora em pé na livraria, tinha em mãos vários livros que deixou cair de uma das estantes e os colocando um a um nos seus devidos lugares, depois de ter tido a vergonha de receber olhares por conta do barulho estrondoso que havia feito. Quando ouviu a voz, julgou que não seria consigo, olhando de um lado para o outro antes de perceber que só poderia ser direcionada a ela, visto que a morena era a única perto. Virando-se ainda com alguns materiais em mãos, ela olhou para a figura maior a sua frente, negando com a cabeça. “Anyo… mas… se quiser alguma ajuda, talvez eu até tenha o livro que precisa.” Sorriu gentil para o rapaz, mesmo depois de notar o tom, mostrando-lhe a pilha que parecia grande demais para o tamanho da moça - mas que se tornava compreensível quando sabiam que por ser loba, tinha um quê de força a mais.
O sorriso que ganha não é esperado - mas, definitivamente, desarma o rapaz. Até mesmo esquece da possibilidade de estar lidando com uma vampira ou lobisomem. Naquele momento, o choque o deixa desconsertado. Ele pisca e olha para qualquer lugar à esquerda, uma ação aleatória antes de voltar a mirar a garota. Nota a quantidade de livros com ela e, sem querer, os lábios curvam-se para só uma direção. — “ Estou procurando por... Bram Stoker.” diz, enfim. — “ Mas... ainda não consegui entender como funcionam as sessões daqui.”
Devia ser realmente macabro um cara como ele em uma livraria, não é? Porque, claro, satanistas e punks não leem livros - uma vez, uma velhinha o disse enquanto apontava para o microdermal no lado direito do rosto e a argola no lábio inferior, do lado esquerdo. Ela também começou algo sobre a coleira de cachorro em seu pescoço, roupas e aurea, mas, honestamente, Nero havia deixado de ouvir quando os olhos bateram numa lombada de cor neon - o que foi segundos depois dela abrir a boca. Daquela vez, no entanto, não há velhinhas, apesar dos olhares e as sutis desviadas de caminho. Faz difícil para ele se aproximar de algum funcionário, principalmente pois, ali, aparentemente, não têm uniforme. A primeira pessoa que se surge em seu caminho, por esta estar de costas para si, acaba sendo a quem ele chama atenção. — “ Ya... Oy. Você é algum funcionário? ” a falta de paciência é óbvia em seu tom.
first day i met you // flashback
@end-wonbin; @end-nero
Ele nem fazia ideia do que poderia acontecer. Enquanto segurava a menina no colo, Dakho sentia Dahye puxando seu cabelo tingido de loiro. Além de nervoso, estava atrasado, tinha noção disso, porque essa era sua intenção. O que D queria era pegar os dois mates juntos para poder contar a verdade sobre a existência da menina. Durante suas conversas, nunca contou a verdade. Sempre que pensou na possibilidade, seus dedos ficavam gelados e o suor caía-lhe nas costas, deslizando até que finalmente fazia todo o caminho esquentar. Mordendo os lábios nervosamente, D entrou no local combinado, colocando a menina no chão pois, dali em diante, ela precisava andar. “Nee, Dahye, papa quer que você conheça duas pessoas especiais, ok? Então… Não fica com medo, eles vão gostar de você.” A menininha acabou assentindo mas, o lobisomem percebeu o medo no seu olhar, além da vergonha.
Os próximos cinco minutos foram como um borrão, afinal, D estava realmente mais nervoso que a própria garotinha. Não sabia qual seria a reação dos dois, não sabia o que diriam, mas tinha certeza de que poderia piorar tudo. As mãos suavam, apesar de estar segurando com afinco as mãozinhas dela, andando na direção dos seus mates. A princípio, pôs seu corpo na frente do dela, fazendo com que a menina ficasse um tanto quanto escondida e em seu rosto manteve um sorriso meio estranho no rosto. “Nero, Binnie!” Disse, não conseguindo conter a felicidade dos dois já estarem ali. A sua coragem então tomou conta quando pode perceber que os dois já estavam encarando a menina que agora tinha se revelado, ainda mostrando sua vergonha e medo. “Bom… Essa é a minha filha, Dahye” Enquanto balançava a cabeça, a pegou no colo novamente, já sabia que a menina iria pedir aquilo pois sentia-se segura enquanto deitava a cabecinha dela em seu ombro largo. “Eu sei que pode ser um pouco mais estranho falar sobre isso agora e tão de repente um assunto importante mas bem… Eu não consegui encontrar um jeito mais simples de dizer que eu tenho uma filha. Isso não vai mudar nada, espero que vocês consigam entender… Filha, esses são o tio Nero e o tio Binnie.”
As mesmas roupas escuras, com o jeans cujo buracos haviam sido feito com caneta; a mesma postura desleixada, apesar da expressão de poucos amigos. Assim, Nero entra e procura por uma mesa que pudesse os três sentarem juntos e conversarem sobre o que bem entendesse - mas, também, que pudesse ele ter visão do resto do lugar. Ou, pelo menos, grande parte. Ele se debruça sobre a mesa, entrelaça os dedos e arqueia a sobrancelha para a garçonete do pequeno café quando esta se aproxima. Não pede nada; diz que está esperando alguém.
Nero foi o primeiro a chegar. A coleira em seu pescoço passa a ser sua distração e também fuga, pois é rodando-a em seu pescoço - por mais que deixasse marcas avermelhadas na pele - que descontava o nervosismo e o tentava acalmar o turbilhão em sua cabeça. Já havia conhecido Wonbin, o vampiro do trio. Tinham se dado tão bem por todo o tempo online e pessoalmente, que no outro dia, quando a marca surgiu, jurou ter sido por Wonbin. Mas a dele não era como a sua. Agora, não só o teria ao lado como também o lobisomem. Quem diria. Passeando com não-humanos? Sentando na mesma mesa? Só fazia em reuniões do trabalho, sempre antes de abrirem o café e após todos os funcionários chegarem.
Parte de si, a racional, quer sair dali. Quer cancelar e não arriscar; quer se afastar. Escolheu os caras errados para dar início à onda que acreditava ser necessária - e quando os olhos batem em Wonbin, ele reconhece que escolheu o modo mais difícil de começar. Todos irião se machucar. Quando os olhos batem, de longe, em Dakho, tem certeza. Todos irão se machucar, ele incluso. Só não fazia ideia, no entanto, que fosse ali; naquele momento. Naquela primeira vez que se encontram os três. Porque como se fosse o primeiro sinal de que nem tudo sairia como esperado, Nero deixa os olhos escuros caírem sobre uma garotinha desconhecida que se aproxima junto com Dakho.
Ele engole em seco; os lábios partem. Como quem tenta disfarçar a falta de jeito, leva os dedos à maçã do rosto, passando pelas duas bolinhas do piercing e tocando a marca próxima ao olho direito - tão próxima que parecia querer invadir o glóbulo. Sente no dígito do indicador o relevo enquanto, no peito, o peso que são as palavras de Dakho. Filha? Tio? FILHA!? Provavelmente, tem uma expressão óbvia. Naquele momento, esquece de todo o plano de ser um filho da puta. Naquele momento, Nero sente como o cara que é verdadeiro quanto gostar de Dakho - e, deuses, ele não estava preparado para aquilo. Nero tenta, de verdade, dizer algo, mas nada sai. Não sabe o que falar, algo extremamente raro de acontecer. Em uma tentativa de fuga, procura pelo olhar de Wonbin e espera que ele saiba falar por si.
Nunca se viu com uma criança, sequer sabe se sabe lidar com elas. Também, nunca quis ser pai. Muito novo para isso; com muitos planos pela frente. Não, não estava preparado para aquilo e, como alguém que nunca deu duas fodas para o que pensam ou deixam de pensar sobre sua indelicadeza , não soube disfarçar.
Faça ou não faça, não existe tentar.
Star Wars, Mestre Yoda. (via cinzava)
I am selfish, private and easily bored. Will this be a problem?
Neil Gaiman, A Study in Emerald (via wordsnquotes)