“Se isto é para lutar pela vida, tu não chegas ao pé Por isso tu pára de agir como um zombie Atrás do interior do meu boné”
Finalmente chegámos à segunda parte do álbum “O Dread Que Matou Golias” intitulada de “sangue ruim”.
O rapper Holly Hood decidiu dividir este álbum em três partes de modo a que este fosse consumido durante um periodo de tempo maior, mais lentamente.
Hoje em dia, com plataformas digitais como o Youtube e o Spotify, existe uma maior facilidade em dar a conhecer novas faixas. Certo. Óptimo. No entanto, e como em tudo na vida, isto também tem as suas desvantagens. A facilidade de partilha é igual para todos. Isto leva a que sempre que é lançada uma nova faixa, no minuto a seguir a probabilidade de sair outra, ao mesmo tempo, de outro artista do mesmo género musical é enorme. Por isso aquela faixa que foi lançada num dia e obteve bastantes visualizações é bem capaz de ser a mesma que perde protagonismo só porque outra foi lançada no mesmo mês. Ainda que a primeira seja muito boa. Ou melhor até.
Holly Hood tenta assim prolongar o sucesso do seu álbum fazendo os fãs viverem cada faixa durante mais tempo. Como se fosse saciando aos poucos a nossa ânsia por mais:
“Ok, só tenho estas duas e não sei quando chegam mais. É melhor ter calma e não as gastar todas agora. Só oiço mais amanhã.”
Holly Hood reconhece, numa entrevista no CC All Stars, “(...) as pessoas hoje em dia ouvem muito com os olhos” e essa preocupação com a parte estética do vídeo é transcendente desde o cobras e ratazanas. O aspeto cinematográfico, do qual já foi acusado em mais do que uma entrevista, para que tendem os seus vídeos já se tornou uma característica forte deste rapper. Nunca esquecendo a importância da mensagem que quer passar, caprixa no refrão sempre com a ajuda fundamental de here’s johnny na parte instrumental. Conseguindo assim criar faixas com uma sonoridade viciante.














